• Rafael Marcante
  • CGN

03 Outubro 2013 | 14h25min

O Sindijor/PR, sindicato que representa os profissionais da imprensa no estado, emitiu na tarde desta quinta-feira (03) uma nota de repúdio sobre o caso de agressão contra o repórter da CGN, Allan Machado.

O profissional foi atingido por socos durante uma cobertura jornalística de um acidente registrado na cidade de Cascavel.

Leia a nota na íntegra:

“Os profissionais dos meios de comunicação estão cada vez mais sujeitos a agressões e ameaças, em episódios que caracterizam restrições ou impedimentos de violação do direito ao acesso à informação e a liberdade de imprensa. Em Cascavel, os casos de agressões de trabalhadores da mídia estão cada vez mais constantes.

 Na madrugada desta quinta-feira (03/10), mais um episódio lamentável ocorreu na cidade, envolvendo um profissional da Central Gazeta de Notícias (CGN). O repórter Allan Machado foi agredido por um homem identificado como Aguinaldo José da Silva que se envolveu em um acidente de trânsito na avenida marginal da BR-277. Apresentando visíveis sinais de embriaguez, o indivíduo agrediu o profissional da imprensa.

O Sindicato dos Jornalistas Profissionais do Paraná (Sindijor-PR), por meio de sua Diretoria do Interior, repudia qualquer cerceamento ou impedimento do exercício da profissão e violação da liberdade de imprensa, como ficou caracterizado neste episódio.

Porém, além de repudiar veementemente mais uma agressão de um profissional em seu desempenho de função, a entidade também reforça a cobrança às empresas para uma atenção maior a segurança de seus trabalhadores, uma vez que nas coberturas dos chamados ‘plantões’ da área de segurança pública, esses profissionais se deslocam sozinhos a locais de risco e, muitas vezes, sem equipamentos de segurança necessários.

Reiteramos que todos os trabalhadores que se descolarem a campo para apurar informações com o intuito de cobrir conflitos ou acidentes que coloquem em risco a sua integridade física deverão receber dos meios de comunicação o suporte e equipamentos que lhes garanta a proteção, entre eles um colete. Essa cobrança é reiteradamente cobrada junto aos patrões em nossas campanhas salariais de fechamentos de nossas Convenções Coletivas do Trabalho (CCT).

Como representante legal da categoria também cobramos das autoridades competentes uma apuração do caso com o repórter Allan Machado, lembrando que restrições ou impedimentos são passíveis de impugnação judicial, tanto na esfera civil quanto na esfera criminal.

Outros casos

Em abril deste ano, o repórter fotográfico da Gazeta do Paraná, João Guilherme Closs, foi agredido por um funcionário da Prefeitura de Cascavel quando registrada a remoção de móveis na Câmara de Vereadores.   No mesmo mês, o repórter cinematográfico da CATVE, Luiz Padilha, também foi agredido pelo condutor de uma motocicleta quando fazia a cobertura de um acidente automobilístico no bairro Jardim União, em Cascavel. Na oportunidade, o profissional teve o equipamento quebrado.

Além das agressões físicas, os jornalistas também estão sujeitos a agressões verbais, como ocorrido no mês de agosto com a repórter Laís Lainy, do Jornal Hoje, foi ofendida verbalmente pelo vereador Paulo Bebber.

O Sindijor-PR volta a reiterar que qualquer ato de violência (seja ela física ou verbal) é uma atitude que merece repúdio não somente da entidade de representação de classe, mas de toda a sociedade”.

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