• Luana Monteiro
  • CGN

11 Abril 2013 | 12h05min

O sentimento é de tristeza e de revolta no velório de Rafaela Eduarda Trates. A menina foi assassinada no dia 9 de março pelo padrasto, que, com apoio da mãe da criança – Vani Trates - jogou o corpo da garota em um poço. O cadáver só foi encontrado ontem.

As últimas homenagens à menina estão sendo prestadas na casa do tio de Vani e o enterro está programado para às 13 horas de hoje, no Cemitério Central.

O velório ocorre a duas quadras da escola Maria Fumiko Tominaga, onde Rafaela estudava desde 2012. O pano preto no portão indica o luto vivido por professores e colegas.

O diretor da escola diz que até setembro do ano passado Rafaela não tinha problemas de frequência. Este ano, ela devia ter iniciado o ano letivo no dia 18 de fevereiro, mas só compareceu dez dias depois. Ao todo, a frequência da menina na escola, este ano, não passa de cinco dias.

O diretor explica que a mãe não atendia as ligações e que após a Páscoa foram feitas novas tentativas de contato, até que o grupo de “Evasão Escolar” foi acionado, no dia 4 de abril. No dia oito, o tio da menina foi ao colégio e ficou sabendo que ela não estava indo à aula. A direção disponibilizou um relatório com as frequências de Rafaela para a Polícia Civil.

O grupo de Evasão Escolar entrou em contato com a CGN, e informou que recebeu a ficha da Rafaela chegou neste dia 9 de abril encaminhada pela escola. De acordo com José César Sagrilo coordenador do programa de prevenção e combate à evasão escolar, as visitas às famílias que apresentam casos de evasão são realizadas nas terças e quintas-feiras e que o programa é uma parceria entre município e estado.

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