• Neo Gonçalves
  • CGN

11 Abril 2013 | 11h06min

O corpo da pequena Rafaela Eduarda Trates, 5 anos, foi liberado na manhã de hoje (11) para os familiares. Ele foi liberado para o tio, que denunciou o desaparecimento da menina.

Rafaela foi assassinada no dia 9 de março. O corpo foi encontrado na tarde de ontem em um poço a cerca de mil metros da casa da família. A mãe e o padrasto foram presos e confessaram o crime.

A Polícia Civil segue com o inquérito e aguarda o laudo do IML (Instituto Médico Legal) para tentar esclarecer alguns fatos, como por exemplo, como a garota foi morta. O padrasto Gilmar de Lima disse que espancou a menina até a morte, mas a polícia suspeita que também tenha ocorrido crime sexual.

“Eu suspeito, os demais delegados que trabalham no caso também. Uma simples desobediência não seria motivo para fazer o que fizeram. Mas devido ao tempo que transcorreu entre morte e o encontro do cadáver, dependemos da prova técnica, as que podíamos coletar no local, coletamos. O laudo que aguardamos com ansiedade deve determinar o motivo da morte e se houve tentativa ou consumação de conjunção carnal. Talvez não consiga revelar devido ao avançado estado de putrefação do corpo”, observa o delegado Alexandre Macorin.

Outro fato revelado em depoimento pela mãe, Vani de Fátima Trates, é que ela estava na casa quando a menina foi morta. “Quando ela chegou do trabalho a menina já tinha sido espancada, mas estava viva, depois disso sofreu novo espancamento e ai sim veio a morrer. Ela foi morta na presença da mãe que auxiliou a ocultar o cadáver”, diz o delegado.

A frieza da mãe surpreendeu até mesmo os policiais. “Esse fato revoltou até mesmo os irmãos dela, os familiares. Ela afirmou que ele tinha tirado uma filha dela, mas dado outro já que está grávida dele. Infelizmente a gente que trabalha nesse meio se depara com essas coisas, são situações que surpreendem até mesmo os policiais mais experientes”, comenta Macorin.

A Polícia Civil tem dez dias para concluir o inquérito. Conforme o delegado, inicialmente Gilmar deve responder por homicídio e ocultação de cadáver e Vani pela ocultação e coautoria no homicídio. No entanto, conforme Macorin tudo dependerá das provas e se alguém tiver alguma informação sobre o caso deve procurar a polícia o mais rápido possível.

Os dois suspeitos seguem presos na carceragem da 15ª SDP (Subdivisão Policial).

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