As marcas no corpo do menino de sete anos são consequências de um acidente dentro da Escola Municipal Maximiliano Colombo, localizada no Bairro Brasília, em Cascavel.
A mãe do garoto da terceira série procurou a equipe da CGN nesta tarde indignada o que acredita ser negligencia por parte da direção.
“Na segunda-feira o portão da escola caiu em cima do meu filho e a diretora não chamou o socorro para atender ele. Ela ligou para meus familiares, pois eu estava trabalhando, para irem buscar meu filho lá. Depois a diretora ainda ligou para o meu marido e disse que meu filho teve sorte de não sofrer nenhuma fratura, já que o portão era pesado, disse ainda que o portão estava fora do trilho”, conta a mulher.
Ainda de acordo com a mulher, o avô da criança foi até a escola logo que recebeu a ligação informando do acidente, e ao chegar à direção encontrou o neto chorando com muita dor.
“Meu pai foi buscar ele e o levou para o Hospital Santa Catarina. Por isso fiquei indignada, pois ela deveriam ter chamado o socorro na hora, o Samu quem sabe, mas não meu pai é que teve de correr no médico com o menino. Quando é para cobrar elas cobram dos pais e nesse caso acredito que estou no meu direito de reclamar, pois eles estão errados”, diz.
O menino foi encaminhado pelo avô até o Hospital Santa Catarina, mas por recomendação médica precisou ser levado ao Hospital Universitário.
“Ele ficou em observação, recebeu alta a noite, mas ainda está com dificuldade para andar, com dor pelo corpo. Gastamos um monte com remédios para ele”, conta.
A mãe espera providências para o conserto do portão para que o acidente não aconteça com outras pessoas.
“Pelo menos isso eu espero dela, para que faça alguma coisa, desse jeito não pode ficar não custa trocar o portão, arrumar, fazer algo para que não acontecer com o filho dos outros também”, finaliza.
Nossa equipe encontrou em contato com a Secretaria de Comunicação da prefeitura de Cascavel, mas ainda não tivemos resposta.
Resposta Secretaria de Educação
Por e-mail o secretário de educação de Cascavel, Valdecir Nath, informou que a diretora da escola, citada na reportagem, tentou por várias vezes ligar para a mãe do aluno e como ela não atendeu procurou pelo avô. O secretário diz que não houve negligência, já que a família do menino foi comunicada do acidente.
Ainda de acordo com Nath, o portão foi consertado na semana passada, mas constantemente sofre com a ação de vândalos que o retiram do trilho.