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  • Ricardo Oliveira
  • Bem Paraná

13 Setembro 2017 | 09h28min

A família do venezuelano Julio Bernal Galindo, de 37 anos, recém-chegado ao Brasil, não tinha ideia dos rumos que tomaria quando ele resolveu deixar a Venezuela e vir para o Brasil. Advogado e policial, ele estava sem trabalho há tempos na Venezuela e, ciente de que, devido a crise que toma conta do seu país, não teria muitas condições de dar uma vida digna às filhas, ao enteado e a mulher, resolveu tentar a vida no Brasil, onde chegou no dia 10 de julho.

Já no País, mas sem a família, ele foi convidado a contar a sua história para um grupo de alunos do Colégio Contemporâneo, no bairro Novo Mundo. O convite foi feito pela professora Tatiana da Silva Pinto, que trabalhava a temática da Venezuela e sobre como a crise política e economica afetava a população. Os alunos pesquisaram e debateram em sala de aula as recentes atitudes do governo e os impactos sobre a população. A palestra de Galindo foi a finalização dos trabalhos em sala de aula.

Aos alunos, Galindo disse que tinha o sonho de buscar uma vida melhor com a família no Brasil. O que Galindo não fazia ideia é de como esse relato iria mudar a sua história e, menos ainda de que, em breve, estaria com toda da família no Brasil.

A história sensibilizou os alunos do Colégio, que cientes de que com a nova Constituição da Venezuela, ele não teria chances de reunir sua família novamente. Por isso, a turma, em comum acordo, decidiu utilizar o dinheiro que estava arrecadando para a formatura e pagar as passagens de vinda da família do venezuelano ao Brasil.
Assim, Galindo que com a ajuda de um amigo, conheceu alguns brasileiros que arrecadaram dinheiro para pagar a sua passagem pra cá e aqui chegou, foi mais uma vez alvo da solidariedade do brasileiro. Com poucos pertences e a esperança de arrumar trabalho, Galindo pode reunir a família todano final de agosto. Após quatro dias de viagem, a família de Galindo chegou ao Brasil no dia 31 de agosto.
E o apoio dessa turma não foi apenas com o dinheiro das passagens.Eles conseguiram roupas, móveis e eletrodomésticos para doar para a família de venezuelanos. Na quarta-feira da semana passada, mais emoção. Galindo e sua família foram até a escola encontrar e agradecer aos estudantes.

Serviço
O Colégio Contemporâneo fica na Rua Porfessora Dona Lulu, 414. Fundado como a Escola Balão Azul, foi assim que por volta de 1983, há mais de trinta anos, iniciou-se a história. Localizada na Rua Aleixo Skraba nº 4 no Novo Mundo, ofereca Educação Infantil para crianças de 2 a 6 anos e tínha aproximadamente 25 alunos.

Em 1996 passou a chamar-se Pré-escola Balão Azul Celeste. Devido a grande procura por vagas e a pedido dos pais pela continuidade das séries, foi adquirido o terreno onde atualmente está instalado o Colégio Contemporâneo, na Rua Professora Dona Lulu, nº 414, onde passa a oferecer o Ensino Fundamental da 1ª a 8ª série, com turmas pequenas variando de 10 a 20 alunos por turma, mudando novamente o nome para Escola Balão Azul Marinho – Ensino Fundamental.

E, novamente atendendo aos anseios da comunidade, passou a oferecer o Ensino Médio e concentrando na sede da Rua Professora Dona Lulu a Educação Infantil, o Ensino Fundamental e Médio. Com o ingresso de alunos adolescentes o nome já não combinava e com a participação de alunos e professores foi mudado novamente o nome para Colégio Miccelli – Educação Infantil, Ensino Fundamental e Médio. O Colégio Contemporâneo conta hoje com cerca de 600 alunos.

As informações são do Bem Paraná.

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