• Maycon Corazza
  • RBJ

13 Agosto 2017 | 07h12min

A jovem Ana Carolina Prestes de 22 anos, grávida de quatro meses foi estrangulada até a morte, segundo informações da Polícia Civil de Palmas, no sul do Paraná. A Polícia concluiu o inquérito investigativo e elucidou o crime de homicídio, na última quinta-feira (10) após a confissão do casal de 24 e 30 anos que havia sido detido no último sábado (05). Durante interrogatório, a dupla confessou ter matado a mulher por causa da gravidez extraconjugal.

O delegado Vyctor Hugo Guaita Grotti, responsável pelas investigações, explicou que Ana Carolina saiu de casa para encontrar o suspeito do crime: um homem casado de quem ela estava grávida e mantinha um relacionamento a mais de um ano.

Já no carro do amante e a alguns quilômetros da cidade, a vítima foi surpreendida pela esposa do rapaz. Diante da situação, Ana se revoltou com a presença da mulher e partiu para cima do amante, momento em que foi estrangulada ainda dentro do veículo.

Após ser morta, o casal tentou enterrar Ana Carolina no local dos fatos, como não conseguiram, abandonaram o corpo. 22 dias após o registro de desaparecimento o corpo da jovem grávida, foi encontrado em uma estrada vicinal ás margens da PR 912 que liga Palmas a Coronel Domingo Soares pela ponte do Chopim.

Ana Carolina antes de ser morta havia registrado um Boletim de Ocorrência relatando que estava grávida de um homem casado – que era seu colega de trabalho – e estava sofrendo ameaças por parte dele. O suspeito estava obrigando Ana a abortar o bebê, e que inclusive, já havia lhe dado diversos medicamentos a força para causar a interrupção da gravidez.

No final da tarde de sexta-feira (11) A advogada Mayara Juppa, responsável pela defesa do casal, em nota ao RBJ, relatou que foi procurada para fazer a defesa do casal e que não iria passar informações a pedido dos seus clientes. Relatou que todos os cidadãos merecem a ampla defesa e o devido processo legal.

O casal foi indiciado por homicídio qualificado e ocultação de cadáver e se encontram detidos na 5ª SDP de Pato Branco. Se condenados, poderão pegar até 30 anos de prisão.

Informações são do site RBJ.

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