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  • Mariana Lioto
  • CGN

08 Agosto 2017 | 15h51min

Uma situação de desvio de recursos do Grupo Diplomata entre 2015 e 2017 está sendo investigada. O relatório preliminar apontou que foram pagos R$ 930 mil em boletos a cinco empresas, mas que os pagamentos apareciam lançados na contabilidade como pagamentos de ICMS e taxas de alvará.

Em declaração o contador responsável pelos lançamentos disse que o Grupo Diplomata lhe devia R$ 138 mil em salários pagos “por fora” até 2014 e que diante da falência a não recebeu.

“Com a decretação da falência e o afastamento da Sra. Clarice da administração da empresa, o saldo não foi pago. Assim, informou que, mesmo sabendo do erro e por não ter alternativas devido a situação de crise financeira gerada pelo não recebimento dos salários “por fora” acabou emitindo os lançamentos contábeis e enviando para pagamentos para reaver os valores”, conta no relatório.

Ele alegou que as empresas beneficiárias não tinham participação ou conhecimento da origem dos recursos, que eram dívidas que ele possuía e o dinheiro não era devolvido.

A princípio a fraude era possível pois ao pegar a autorização para pagamento, o contador apresentava os lançamentos contábeis sem as guias de recolhimento. O pagamento era realizado com autorização, mas com beneficiários e o pagador alterados. Diante da movimentação de R$ 40 milhões em média ao mês a situação só foi denunciada no mês passado.

O caso passará a ser investigado para punição dos responsáveis. O gestor judicial do período deve ser ouvido.

A Capital Administradora, afirma que contratou o ex-promotor Arthur Migliari, especialista em perícia no caso de falências para análise do caso e trabalha em conjunto com a equipe de Clarisse Roman, sócia e administradora do Grupo Diplomata, para apurar a existência de novas fraudes.

“A administradora judicial reafirma seu comprometimento com a lisura das atividades e reforça seu apoio na persecução dos eventuais culpados”, afirma em nota.

Entenda o caso

O Grupo Diplomata teve falência decretada em dezembro de 2014. A partir de fevereiro de 2015, o controle das atividades do grupo passou a ser realizado pelo gestor judicial designado pela Justiça, assim como a administração judicial.

Mensalmente, o gestor judicial apresentava no processo relatórios contábeis, que eram analisados tanto pela Justiça, quanto administradora e credores. Posteriormente, os mesmos documentos passaram ainda por auditoria externa, contratada pela administradora judicial. Na ocasião, a auditoria não detectou desvios.

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