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  • Mariana Lioto
  • CGN

04 Agosto 2017 | 18h10min

A decisão publicada hoje (4) que determinou novo afastamento do deputado federal Alfredo Kaefer da gestão do Grupo Diplomata traz informações interessantes sobre estratégias de criação de empresas e transferências de cotas que podem ter agravado a crise no grupo, com dívida de mais de R$ 1,5 bilhão.

A recuperação judicial incluiu cinco das trinta empresas do grupo. No entendimento do juiz, “as manobras utilizadas revelam uma administração que, antevendo as intempéries do porvir, buscou blindar, desviar e esvaziar tudo aquilo que as Recuperandas ainda tinham de valioso em favor das outras coligadas. Assim, foi trazido à baila um conjunto de operações societárias que importaram no 'desmanche' da atividade empresarial exclusivamente em benefício da família Kaefer”.

Foram várias vendas de cotas entre empresas do mesmo grupo se que houvessem entradas dos recursos em caixa. “Às vésperas do pedido de recuperação judicial”, por exemplo, a Alfredo Kaefer & Cia. vendeu sua participação na Attivare para a Diplomata, pelo valor de R$ 47.517.000,00, sem que houvessem esclarecimentos quando dos trabalhos periciais acerca da operação societária ou de seu efetivo pagamento”.

Na área de comunicação foram criados pelo menos quatro CNPJ diferentes para o Jornal Hoje. A cada vez um CNPJ ficava endividado, outro era criado sem que os credores antigos fossem pagos.

“Pelo exposto, identificam-se sinais de que o grupo Kaefer se utiliza da sucessão empresarial como forma de enganar credores e driblar os óbices do inadimplemento”, diz a decisão.

Também são apontados indícios de que os ativos da Diplomata S/A foram desviados para outra empresa, a Interagro. Assim, enquanto os credores da Diplomata amargavam dívidas a Interagro estava saneada financeiramente.

“As empresas Diplomata e Interagro possuíam endereços idênticos, mesma atividade econômica explorada, e a transferência de atividades – conforme narrado pelo perito – acarretou no agravamento da crise econômica da Diplomata favorecendo a Interagro. A transferência naturalmente iria gerar um esvaziamento da empresa em recuperação, favorecendo na mesma medida a empresa Interagro”

Este foi um dos itens que levou o juízo a definir pelo afastamento de Alfredo Kaefer da gestão. Até a assembleia ele fica proibido de fazer pagamentos, contrair empréstimos ou assinar contratos sem o aval da administração judicial.

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