Últimas de Cotidiano
  • Há 48 Minutos Bombeiros resgatam duas crianças soterradas em terremoto
  • Há 1 Hora Empresários da indústria diminuem ritmo de demissões, segundo pesquisa da CNI
  • Há 1 Hora Motorista da Uber é suspeito de abusar garota de 13 anos
  • Há 1 Hora PM apreende dinheiro falso em cantina de colégio
  • Há 1 Hora Motorista fica em estado grave após bater contra carreta
  • Há 2 Horas Moça de 21 anos morre em batida de trânsito
  • Há 2 Horas FGTS registra lucro recorde de mais de R$ 14 bilhões em 2016
  • Há 2 Horas Governo avalia nova devolução de recursos do BNDES ao Tesouro
  • Maycon Corazza
  • FOLHA PRESS

11 Julho 2017 | 13h13min

O STJ (Superior Tribunal de Justiça) negou pedido de liberdade ao pedreiro Ronildo Moreira de Araújo, preso em flagrante sob a suspeita de ter participado da tatuagem na testa de um adolescente de 17 anos com a frase "eu sou ladrão e vacilão".

O habeas corpus foi rejeitado nesta segunda-feira (10) pela presidente da corte, a ministra Laurita Vaz. No pedido, a defesa alegou a inexistência de elementos concretos que justifiquem a manutenção da prisão de Araújo. Também salientou a possibilidade da aplicação de outras medidas cautelares em vez da detenção.

A ministra Laurita Vaz lembrou que a Justiça de São Paulo, ao negar um primeiro pedido de liberdade, já havia destacado que o pedreiro cometeu crimes considerados graves e as atitudes dele denotam periculosidade e insensibilidade.

Vaz também destacou que as imagens que tomaram conta das redes sociais após o crime evidenciaram a incapacidade de resistência do adolescente e que a ação em si foi praticada por vingança.

"Assim, a prisão preventiva do paciente não padece de falta de fundamentação. Pelo contrário, demonstra o decreto constritivo a necessidade da medida, mormente pela garantia da ordem pública, dada a crueldade com que as ações do agente foram praticadas", afirmou a ministra em despacho.

O Ministério Público de São Paulo denunciou Araújo pelos crimes de lesão corporal gravíssima por ofender a integridade física e a saúde do jovem em razão da deformidade permanente causada, por constrangimento à mediante violência e ameaça.

O mérito do habeas corpus será julgado ainda na Quinta Turma, cujo relator é o ministro Reynaldo Soares da Fonseca.

ENTENDA O CASO

O caso do adolescente ficou conhecido após a divulgação na internet de imagens dele sendo tatuado à força. Segundo a investigação, o garoto entrou em uma pensão de São Bernardo do Campo (Grande São Paulo) e mexeu em uma bicicleta, o que foi interpretado por dois moradores do local como uma tentativa de roubo.

O adolescente, que admitiu à reportagem ser usuário de drogas, contou que estava "muito bêbado" quando entrou no condomínio. "Eu coloquei a mão em uma bicicleta, mas não estava roubando. Nem sabia o que eu estava fazendo".

O rapaz foi encontrado um dia depois por um tio próximo da casa em que mora. Ele prestou depoimento na delegacia e voltou para a casa da avó. "Quando o vi, comecei a chorar", contou Vando Aparecido Rocha, 33, que tem o nome do sobrinho tatuado no pulso esquerdo. "Ele é um filho para mim. Quero justiça".

O tatuador Maycon Wesley Carvalho dos Reis, 27, e seu amigo Ronildo Moreira de Araújo, 29, foram identificados como responsáveis pela tatuagem e presos.

A vítima está internada na clínica de reabilitação Grand House, em Mairiporã (na Grande SP), desde o dia 13 de junho, onde iniciou o tratamento para remoção da tatuagem. Tanto o tratamento antidrogas quanto o estético foram oferecidos gratuitamente ao adolescente após a repercussão do caso.

Dependente de crack, o rapaz está atualmente em um tratamento de abstinência e deve permanecer na reabilitação por pelo menos seis meses.

Já o processo para remoção da tatuagem, feito a laser por um estabelecimento de São Bernardo do Campo (no ABC paulista), deve durar até março de 2018, já que são esperadas dez sessões, uma por mês.

Carregar mais notas ao vivo
1 comentário
Mostrar Mais
Envie seu comentário