• Mariana Lioto
  • CGN

10 Julho 2017 | 18h33min

O Município se posicionou hoje sobre a polêmica que se instalou em torno da licitação para contratar uma empresa para fornecer cópias e impressões. O valor máximo era de R$ 1,627 milhão e a empresa Mita Comercio de Fotocopiadores Ltda no valor de R$ 1.580.

No último contrato o município pagava R$ 0,05 por impressão monocromática e agora, segundo a prefeitura, o valor será de cerca de R$ 0,08.

O vereador Fernando Hallberg chegou a levar uma denúncia para o Ministério Público onde aponta o possível favorecimento na licitação. Ele afirma que somente uma marca do mercado (Kyocera) poderia atender as especificações e que a licitação deveria ter ocorrido em lotes diferentes. 

O município afirma que foi exigido um software de gerenciamento das impressões que não precisaria necessariamente ser da Kyocera, tanto que a segunda colocada da licitação teria proposta contendo o software aplicado às máquinas da Samsung.

Para a prefeitura, esta mudança permitirá o controle de quantidade e também dos conteúdos que estão sendo impressos. Além disso o número de impressoras que precisa ser fornecido pela empresa aumentou de 395 para 550.

O diretor do Departamento de Compras da Prefeitura de Cascavel, Edson Zorek, rebate o vereador.

"Não há direcionamento para equipamento e empresas. Há sim, uma exigência de que sejam atendidos os interesses do Governo Municipal em economia e eficiência nos produtos e serviços que contrata", afirmou.

Para a prefeitura o edital não é apenas das cópias monocromáticas e contempla vários serviços e também diferentes equipamentos que atendem necessidades de acordo com a demanda das secretarias que são diferentes e exigem equipamentos diferentes.

A prefeitura ainda afirma que a exigência do softaware gerará economia de 30% e que no mercado há serviço de impressão com valores de R$ 0,15 a R$ 1, portando o valor estaria baixo.

Quanto à denúncia que o vereador afirma ter levado ao Ministério Público, o diretor do Departamento de Compras afirmou que não há a menor preocupação.

"Temos todo interesse que o Ministério Público investigue todo o processo e comprove o que já temos explicado exaustivamente. Toda documentação está à disposição e o próprio pregão foi transmitido ao vivo e está disponível na internet (Youtube) para ser acessado por qualquer cidadão, a qualquer momento", conclui Edson.

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