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  • Mariana Lioto
  • CGN

05 Julho 2017 | 16h48min

A CGN foi procurada por ex-funcionários da rede Manica com o relato que lojas da região foram fechadas nas últimas semanas e os direitos trabalhistas dos funcionários demitidos não foram pagos.

Um dos sete funcionários da unidade de Ubiratã, que encerrou as atividades no último dia 12, comenta que o fechamento da loja foi repentino. Na porta da loja, um aviso confirma o encerramento das atividades comerciais, agradece os clientes pelo "acolhimento, fidelidade e confiança" e deixa contatos.

“Todos foram demitidos e não temos nenhuma previsão de conseguir receber os direitos. Funcionários com vários anos de empresa ficaram sem resposta”, comenta. 

Mauro de Oliveira, presidente do Sindicato dos Empregados no Comércio de Campo Mourão e Região confirmou que na área de abrangência do sindicato foram fechadas as lojas Mamborê, Campina da Lagoa, Ubiratã e Goioerê, os cerca de 25 funcionários não receberam as verbas rescisórias.

“Para Ubiratã e Campina da Lagoa conseguimos fazer a homologação para que pelo menos os ex-funcionários consigam fazer o saque do FGTS. Estamos tentando o mesmo para Mamborê. Buscamos o diálogo com os advogados da empresa para tentar regularizar estes pagamentos sem que os funcionários precisem entrar pela via judicial”, pontuou.

Apesar de informações não oficiais de que outros lojas também estariam fechando, a informação que o sindicato tem é de que nas unidades que seguem abertas os salários estão sendo pagos em dia.

A CGN procurou a empresa há vários dias, mas não obteve retorno. Nas redes sociais e site institucional não há referência sobre o fechamento de unidades. A informação é de que a rede foi fundada em 1991 e que atualmente são 51 lojas em todo o Paraná.

Recuperação judicial

A má-condição financeira da empresa já era sentida. Em setembro do ano passado foi protocolado na Vara Civel de Corbélia, onde fica a matriz da empresa, um pedido de recuperação judicial. Isso significa que a empresa acumulou dívidas e pediu "socorro" à justiça. Quando o pedido de recuperação é aceito, prazos são suspensos e a empresa faz uma proposta sobre como e quando pretende pagar os credores. A juíza da época pediu "emenda à inicial", ou seja, informações complementares para mostrar a situação econômica da empresa. A juíza questionou ainda outras duas empresas, que seriam do mesmo proprietário.

Em março deste ano o advogado que representa a empresa protocolou um "requerimento de desistência". A CGN procurou o advogado para entender se a rede de fato não quer mais buscar a recuperação pela via judicial, mas o advogado não retornou as ligações da reportagem.

Esta semana, após uma nova juíza assumir a Vara Cível de Corbélia, o processo está concluso para sentença. 

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