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  • Mariana Lioto
  • Assessoria

19 Maio 2017 | 14h03min

O vereador Alécio Espínola promoveu nesta sexta-feira (19), uma audiência pública para debater a promoção de festas e cervejadas open bar e os reflexos destes eventos em questões públicas, como trânsito, segurança e saúde.

“Este tipo de evento incentiva o consumo exagerado de bebidas alcoólicas, não oferece condições de segurança mínimas para quem frequenta ou trabalha, e coloca nas ruas centenas de motoristas embriagados e imprudentes”, explica Alécio. De acordo com informações do Corpo de Bombeiros/Siate, em 2016 foram registrados 56 óbitos em Cascavel e somente de janeiro até agora foram 19 mortes no trânsito, sendo 683 acidentes com vítimas ou sequelados.

A deputada federal Christiane Yared (PR), convidada especial da audiência pública, esclareceu: “não é proibido beber, é proibido beber e dirigir. No entanto, nenhuma lei proposta será mais eficiente que a mudança de comportamento, do que a conscientização e o esclarecimento”. A deputada perdeu um filho em 2009 aos 26 anos, quando um carro, dirigido pelo então deputado Luiz Fernando Carli Filho, bateu no veículo onde estavam seu filho e um acompanhante, de 20 anos. “Uso meu mandato para debater esta questão, por que não posso trazer meu filho de volta, mas posso evitar que outras famílias percam os seus”, afirma a deputada.

Os acidentes de trânsito são o primeiro responsável por mortes na faixa de 15 a 29 anos de idade, o segundo na faixa de 5 a 14 anos e o terceiro na faixa de 30 a 44 anos. Atualmente, esses acidentes já representam um custo de US$ 518 bilhões por ano, ou um percentual entre 1% e 3% do produto interno bruto de cada país. No Brasil, morrem no Brasil 200 pessoas por dia, gerando um custo total de mais de R$ 230 milhões ao SUS.

O Tenente Tavares, do 6º Batalhão da Polícia Militar, explica que “o objetivo da fiscalização não é prender pessoas, mas sim evitar acidentes e mortes”. Lembrou ainda que não são apenas as cervejadas, raves e outras festas open bar que colocam nas ruas motoristas bêbados, as festas de família e entre amigos também.

“Dirigir embriagado e colocar a vida de outras pessoas em risco é crime, como qualquer outro. É como roubar ou matar, não há justificativa ou desculpa para esta conduta criminosa”, critica a delegada Ana Karinne Palodeto.

Debatedores

Participaram do debate representantes da 15º Delegacia de Polícia, do 6º Batalhão da Polícia Militar, 4º Grupamento de Bombeiros, Polícia Rodoviária Estadual, Cettrans, Guarda Municipal, Secretarias Municipais, ACIC, AMIC, Univel, FAG e Opevel e Matheus Barth, organizador de eventos.

Estiveram presentes ainda o presidente da Câmara, Gugu Bueno, e os vereadores Policial Madril, Jaime Vasatta, Celso Dal Molin, Fernando Hallberg, Serginho Ribeiro e Olavo Santos.

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