• Mariana Lioto
  • Bem Paraná

19 Maio 2017 | 10h12min

Nos últimos cinco anos, o Paraná registrou aumento de 14% no número de maridos que adotam o sobrenome de suas esposas após o casamento. Somente em 2016 foram realizados 1.576 matrimônios com essa prática. Esse procedimento foi autorizado em 2002, quando o Código Civil permitiu que os homens também pudessem realizar esse procedimento, baseado na Constituição Federal que prevê que todos (independente do sexo) são iguais perante a lei.

Curitiba também registrou alta nesse procedimento, com aumento de 16%, sendo que 370 casos foram registrados em 2016. Vale lembrar que não é possível retirar (ou trocar) o sobrenome depois do casamento, apenas adicionar um dos nomes do esposo ou da esposa. Mesmo não sendo a situação mais comum em matrimônios, já que a prática da esposa adicionar o sobrenome do marido ainda é voga, algumas situações explicam o crescimento dessa procura pelos maridos.

“Muitos casos em destaque referem-se ao critério emocional, quando o esposo quer homenagear a esposa reconhecendo a importância do sobrenome dela, ou, mesmo, quando para a sua descendência o homem não pretende ou não deseja dar continuidade ao seu próprio patronímico paterno”, afirma José Marcelo Lucas de Oliveira, presidente do conselho fiscal da Associação dos Notários e Registradores do Estado do Paraná (Anoreg-PR) e notário e registrador civil do Cartório Taboão.

Caso a pessoa opte pela alteração do sobrenome é necessária a atualização de seus documentos.

As informações são do Bem Paraná.

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