• Maycon Corazza
  • Gazeta do Paraná

06 Maio 2017 | 09h01min

Desde a operação de reintegração de posse realizada na manhã de quinta-feira (4), 27 famílias que eram moradoras do Jardim Gramado tem o Ginásio de Esportes Francisco Pian, do Bairro São Cristóvão, como novo lar, pelo menos de forma temporária.

O grupo conta com 121 moradores, sendo 59 adultos, 18 adolescentes e 34 crianças de até 12 anos. Segundo a Secretaria de Ação Comunitária, algumas famílias buscaram abrigo em casas de parentes, outras conseguiram moradias de aluguel em outros pontos da cidade, mas muitas encontraram-se desamparadas e foram encaminhadas para o local provisório.

A expectativa da prefeitura é que a “moradia temporária” abrigue esses moradores por cerca de uma semana. O prefeito Leonaldo Paranhos prometeu anunciar uma solução para a questão na próxima quarta-feira (10), quando se encontrará com a secretária de estadual da família e desenvolvimento social, e também primeira-dama do Paraná, Fernanda Richa.

A ideia é que a partir da reunião fique decidido sobre o valor necessário para a construção de casas para os moradores. “Seja a prefeitura, seja o estado, seja a união ou os três juntos, precisamos custear esse projeto” afirmou o prefeito que também adiantou detalhes sobre a distribuição desses novos lares passará pelo crivo do cadastro da prefeitura e intensa fiscalização enquanto for executada “Nós vamos fazer as casas com critério e fiscalização, não vamos tolerar ‘171’ ” pontou Paranhos.

Segundo informação, a empresa Transcontinental, dona do terreno que sediou o Jardim Gramado de forma irregular por quase duas décadas, vai custear kits de madeira para construção de lares provisórios para os moradores que foram retirados da área reintegrada.

Para que as famílias sejam realocadas é necessário que haja um estudo, não somente dos locais de moradia disponíveis no Jardim Veneza, mas também de serviços públicos disponíveis nos bairros em questão, como atendimentos de saúde, creches e escolas.

Ação Policial 

Paranhos se diz contente e aliviado com a reintegração e confessa que seu maior medo era que houvesse qualquer tipo de confronto, o que tornaria a operação um assunto nacional. “Ontem perdi o sono, hoje, vou dormir aliviado” avaliou o prefeito.

Segundo o tenente-coronel Washington Lee Abe do 5º Comando Regional da Polícia Militar, os gastos desta operação chegam às cifras de R$ 400 mil, no entanto, o valor total da desocupação é da ordem de R$ 700 mil e vem dos cofres públicos: “Do povo”, como classificou o tenente-coronel.  

O efetivo de 700 agentes de Cascavel e região, envolvendo Policiais Militares do 2º CRPM ao 6º CRPM, 4°GB, BPMOA e BPAmb contando com apoio de órgãos locais como Polícia Civil, Guarda Municipal, CETTRANS, PRF, SAMU, COPEL, Conselho Tutelar e COHAVEL entre outros.

Após a desocupação, equipes da PM vão se revezar no patrulhamento do local por tempo indeterminado. Durante a madrugada de ontem (05), os trabalhos ficam a cargo do BPFron, que cotavam com um efetivo de 50 agentes.

Jardim Veneza

Desde o ano passado, mais de 200 famílias foram realocadas pela prefeitura em terrenos do Jardim Veneza. Recentemente, cerca de 27 famílias tomaram posse dos terrenos de forma regular e escriturada, após o ultimo sorteio promovido pela prefeitura. O líder comunitário dos moradores, Silvio Gonçalves afirma que já vinha orientando os integrantes da ocupação para que deixassem o espaço. “Alertamos que isso era algo inevitável, mas algumas famílias insistiram em ficar”.

Informações são de Matheus Bez Batti, da Gazeta do Paraná.

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