• Luiz Oliveira
  • CGN

06 Abril 2017 | 15h22min

As últimas semanas para as pessoas que vivem na ocupação do Bairro Gramado têm sido de tirar o sono. A difícil situação referente às regulamentações e registros dos terrenos e imóveis já ocorre há muitos anos, porém, o que tem preocupado a população é a reintegração de posse determinada pela justiça em favor da Transcontinental Empreendimentos Imobiliários, que é dona da área.

As incertezas nas quais povo está inserido é também com relação a realocação das famílias em uma área no Jardim Veneza.

Nesta tarde (4), parte da população se reuniu na Rua Paranaguá para estabelecer decisões e por pouco um protesto em via pública não foi colocado em prática.

Os populares temem que suas residências sejam destruídas e que as famílias fiquem, então, sem ter onde morar.

Reginaldo Moraes da Silva, morador há 9 anos no Bairro Gramado, falou com a imprensa e desabafou sobre a situação vivida por ele e os demais moradores.

O morador João Brasil de Freitas, que vive no bairro há 11 anos, fala sobre o cadastro no plano ‘minha casa, minha vida’ e também sobre as ameaças de reintegração de posse, o que significa, para eles, a destruição de suas moradias.

A população espera, ainda, que a Prefeitura Municipal, se posicione a favor do povo e construa as moradias ali mesmo no Bairro Gramado.

Atualmente, 156 famílias estão ocupando a área do Jardim Veneza que teria capacidade para abrigar cerca de 200 famílias até que a solução definitiva seja concretizada. No entanto, o levantamento preliminar revelou que deste total, cerca de 60 famílias participam da ocupação sem integrarem o processo de negociação do Gramado.

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