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  • Maycon Corazza
  • Gazeta do Paraná/Fernando Maleski

26 Fevereiro 2017 | 07h03min

A denúncia chegou a Comissão de Saúde da Câmara. Na última semana, durante implacável onda de calor, crianças dentro da UPA Pediátrica estariam passando o maior sufoco, com temperaturas passando da casa dos 30º por falta de ar condicionado e ventilador.

O fato chamou a atenção do vereador Roberto Parra (PMDB), que é profissional da área e atua a mais de 30 anos com assistência técnica em aparelhos de ar condicionado. Mandou sua equipe a UPA para verificar a veracidade da denúncia e deparou-se com uma situação ainda mais inusitada. Enquanto equipes montavam do lado de fora espaço especial, com quiosques alugados pelo município, perfeitamente instalados do lado de fora da UPA, com todo o conforto e dois aparelhos de ar condicionado. Do lado de dentro, crianças padeciam em algumas enfermarias por falta de ar condicionado. Em algumas faltava, como é o caso da enfermaria quatro, que não tem um único aparelho e nem ventiladores. Em outros pontos há aparelhos com defeito, ou instalados em escritórios administrativos, em detrimento de pacientes, apurou a inspeção.

Perigo

Assessores do vereador constataram que as crianças brincam em meio ao perigo. A manutenção da UPA pediátrica é tão ruim, que a maioria das tomadas estão quebradas, tem fios expostos e não funcionam direito. Além dos pais não terem condições usarem nem mesmo as tomadas para carregar celulares, as crianças correm o risco de mexerem e levarem choque.

Outras incoerências, que devem fazer parte de discussão interna na comissão nos próximos dias e até a convocação do secretário de Saúde do Município, Rubens Griep, é a total falta de equipes para manutenção de toda a instalação elétrica e aparelhagens da UPA.

Por exemplo, crianças que precisam tomar banho, não raramente, tomam banho frio porque os disjuntores não aguentam a sobrecarga e desarmam. Outra constatação é a chamada Cascavel Digital, que tanto se gastou, não funciona dentro das UPAs e os pais que ficam obrigatoriamente como acompanhantes, ficam isolados do mundo virtual, que seria uma distração em meio à espera.

Comboio

Nos últimos dias, equipes da Secretaria de Saúde iniciaram no Território Cidadão do Cascavel Velho, o atendimento à população em uma unidade de saúde móvel especialmente preparada para realizar exames.

Essa foi a primeira experiência que vai dar início ao “Comboio da Saúde”, um dos projetos que fazem parte do programa de saúde humanizada lançado pelo prefeito Leonaldo Paranhos. Na segunda etapa, já está em fase de instalação quiosques alugados, com salas climatizadas para ampliação do programa, estrategicamente montadas e plotadas com slogans da campanha em frente as UPAs, Veneza, Brasília e Pediátrica. Ainda durante a breve inspeção na UPA pediátrica foi flagrada equipes de mídia visual realizando trabalho de substituição de decalques nos vidros da UPA e até troca de painéis.

“Fácil de resolver”

O vereador Roberto Parra, lamentou a situação. “São problemas de fácil solução. Recebi a informação de que faltam 16 aparelhos de ar-condicionado na UPA Pediátrica. Mas colocar dois ou três numa enfermaria é muito fácil. Acompanhamentos crianças suando. Eu entendo desta área e sei da importância de termos um ambiente melhor climatizado para a recuperação das crianças. Depois, este monte de tomada exposta, sem funcionar. Chuveiro com problema de rede elétrica, para mim é desleixo. Vou levar estes problemas ao prefeito. Tenho certeza que irá se sensibilizar e adotar as providências necessárias”, disse.

Ao mesmo tempo o vereador disse que vai levar a discussão para dentro da Comissão para que uma inspeção geral seja feita nas UPAs da cidade para avaliação deste tipo de problema que causa grande desconforto aos pacientes. “Humanizar é isto. Atender melhor. Ver os problemas das pessoas. O conforto e bem estar delas. Ar-condicionado na saúde não é luxo é necessidade. Ventilador e internet também deveriam ser obrigatórios. Afinal, especialmente os acompanhantes têm que ficar no local. O resto da família é impedido de entrar. Poder passar um áudio ou uma foto para tranquilizar os familiares, é algo bastante humano”, defendeu. 

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