• Redação CGN

10 Fevereiro 2017 | 17h27min

Muitos cascavelenses receberam, desde o final do ano passado, um material de divulgação das ações de gestão realizadas pela prefeitura entre 2009 e 2016. O que quem recebe o material não sabe é que ele custou mais de R$ 250 mil para a prefeitura. Cada revista impressa custou ao contribuinte R$ 35,44 e cada jornal custou, considerando o custo de entrega, cerca de R$ 7,31.

O material do jornal e da revista é bem semelhante, são quase 200 páginas que trazem muitas fotos e números sobre o que cada secretaria ou serviço público desenvolveu durante a gestão de Edgar Bueno. No expediente consta que a edição foi feita pela Secretaria de Comunicação e o projeto gráfico por agência contratada.

A revista tem material de boa qualidade e aplicação de verniz, o que em geral encarece a impressão, além de um 'envelope' personalizado. Todas as páginas são coloridas e foram impressas 1.000 unidades. Considerando que a nota fiscal da Blanco Lima tem valor de R$ 35.443,80, cada revista custou R$ 35,44 e entrega foi feita pelo próprio Município. No evento da prestação de contas realizado em dezembro, por exemplo, os presentes receberam exemplares.

Já o jornal teve 30 mil unidades impressas, de acordo com a nota fiscal, com as 196 páginas coloridas. A nota fiscal à agência By Vivas é no valor de R$ 129.417. A entrega foi feita pelos Correios por inexigibilidade de licitação, a previsão inicial era que o custo fosse de R$ 100 mil, mas foram pagos R$ 90 mil. Assim, cada jornal que chegou à casa do cascavelense custou à administração R$ 7,31.

O custo da ação soma R$ 254.481,55 e os pagamentos ocorreram em dezembro. A título de comparação com o valor seria possível comprar uniformes escolares para 1.200 alunos ou pagar merenda para toda a rede municipal, incluindo creches, por cerca de uma semana.

Para a atual gestão, os valores são substanciais mas a produção deste tipo de material tem previsão legal.

“Este tipo de ação está contemplada no contrato de publicidade que foi aditivado pela administração anterior em outubro de 2016, no valor e R$ 2,49 milhões. Para efeito de comparação, informamos que a campanha preventiva de acidentes de trânsito que a Secom fará em fevereiro vai custar R$ 89 mil reais. Portanto, considerando esses valores, poderíamos fazer quase três campanhas de conteúdo educativo-informativo”, disse o município em nota.

O Município afirma que o gasto feito em dezembro interfere nas ações este ano, pois o valor já gasto está subtraído do total do contrato e “poderiam ser melhor utilizados em campanhas educativas-orientativas ou de prestação de serviço, como as  que serão feitas neste ano, apesar dos poucos recursos restantes”.

O município promete “equacionalizar e racionalizar os recursos disponíveis”, até fazer uma nota licitação.

Propaganda de fim de gestão custou mais de R$ 250 mil ao cascavelense

Cada revista entregue pelo Município custou R$ 35 e cada jornal mais de R$ 7

Muitos cascavelenses receberam, desde o final do ano passado, um material de divulgação das ações de gestão realizadas pela prefeitura entre 2009 e 2016. O que quem recebe o material não sabe é que ele custou mais de R$ 250 mil para a prefeitura. Cada revista impressa custou ao contribuinte R$ 35,44 e cada jornal custou, considerando o custo de entrega, cerca de R$ 7,31.

O material do impresso e da revista é bem semelhante tem pouco menos de 200 páginas e traz muitas fotos e números sobre o que cada secretaria ou serviço público desenvolveu durante a gestão de Edgar Bueno. No expediente consta que a edição foi feita pela secretaria de comunicação e o projeto gráfico por agência contratada.

A revista tem material de boa qualidade e aplicação de verniz na capa, o que encarece a impressão. Todas as páginas são coloridas e foram impressas 1 mil unidades. Considerando que a nota fiscal da Blanco Lima tem valor de R$ 35.443,80, cada revista custou R$ 35,44 e entrega foi feita pelo próprio município. No evento da prestação de contas realizado em dezembro, por exemplo, os presentes receberam exemplares.

Já o jornal teve 30 mil unidades impressas. A nota fiscal à agência By Vivas é no valor de R$ 129.417. A entrega foi feita pelos Correios por inexigibilidade de licitação, a previsão inicial era que o custo fosse de R$ 100 mil, mas foram pagos R$ 90 mil. Assim, cada jornal que chegou à casa do Cascavelense custou à administração R$ 7,31.

O custo da ação foi de R$ 254.481,55 e os pagamentos ocorreram em dezembro. A título de comparação com o valor seria possível comprar uniformes escolares para 1.200 alunos ou pagar merenda para toda a rede municipal, incluindo creches, por cerca de uma semana.

Para a atual gestão, os valores são substanciais mas a produção deste tivo de material tem previsão legal.

“Este tipo de ação está contemplada no contrato de publicidade que foi aditivado pela administração anterior em outubro de 2016, no valor e R$ 2,49 milhões. Para efeito de comparação, informamos que a campanha preventiva de acidentes de trânsito que a Secom fará em fevereiro vai custar R$ 89 mil reais. Portanto, considerando esses valores, poderíamos fazer quase três campanhas de conteúdo educativo-informativo”, disse o município em nota.

O Município afirma que o gasto feito em dezembro interfere nas ações este ano, pois o valor já gasto está subtraído do total do contrato e “poderiam ser melhor utilizados em campanhas educativas-orientativas ou de prestação de serviço, como as  que serão feitas neste ano, apesar dos poucos recursos restantes”.

O município promete “equacionalizar e racionalizar os recursos disponíveis”, até fazer uma nota licitação.

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