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  • Mariana Lioto
  • CGN

11 Janeiro 2017 | 15h24min

O Sinttracovel, sindicato que representa os trabalhadores do transporte coletivo de Cascavel, já notificou as duas empresas que operam o serviço sobre a possibilidade de greve da categoria. Segundo o presidente do Sindicato, Nelson Mendes Borba, o aviso foi entregue na tarde de hoje (11). Depois de 72 horas do aviso, a categoria pode entrar em greve a qualquer momento.

“Tivemos uma nova rodada de negociação ontem, sem avanço na proposta da empresa. Se nestas 72 horas não houver uma proposta que seja aceita pela categoria, nós convocamos a assembleia para votar a greve”, afirma.

Segundo Nelson a negociação do reajuste salarial começou em setembro e a data base da categoria era novembro. Eles pedem 6% de ganho real e a reposição de 7,21% de perdas inflacionárias, além da revisão no valor do vale-alimentação, que hoje é de R$ 200. Segundo Nelson, as empresas ofereceram reajuste de 6,5% - e portanto abaixo da inflação – tanto no salário quanto no vale.

Considerando a data da notificação, a greve pode ocorrer a qualquer momento a partir da tarde de sábado.

“Ainda não definimos uma data para a assembleia, mas percebemos que existe uma insatisfação da categoria. Se não houver nova proposta, acredito que haverá greve e com grande adesão”, afirma. 

O Sinttracovel representa cerca de 600 trabalhadores do transporte coletivo. A assessoria da Capital do Oeste e Pioneira afirmou que por enquanto as empresas não irão se manifestar sobre o assunto.

Valor da passagem

Atualmente a tarifa do transporte coletivo em Cascavel é de R$ 3,30, mas já existe um pedido de revisão do valor. As empresas pediram ao muncípio aumento para R$ 4,06, caso o número de trabalhadores seja mantido, ou R$ 3,55 se houver um programa de demissão voluntária dos antigos cobradores.

A justificativa para o valor seria a queda do número de passageiros, as gratuidades e o custo de manutenção dos cobradores. Há cerca de um ano os ônibus deixaram de contar com os profissionais, mas muitos seguem no quadro. O contrato com o município prevê revisão anual do valor. 

No ano passado a greve durou cerca de 10 dias até que o tribunal decidisse sobre o reajuste. Os trabalhadores conseguiram 12% de reajuste e pagamento de R$ 300 de abono.

Outro ponto que pode influenciar a negociação e o valor da passagem é a inclusão de um agente de bordo em 30% dos ônibus, um profissional para auxiliar os passageiros. A lei foi aprovada pelos vereadores e vetada pelo então prefeito Edgar Bueno no final do ano passado.

Caberá aos novos vereadores discutirem o tema e decidem se derrubam o veto. Já existe uma articulação, por parte do sindicato, para que o veto seja derrubado e a lei entre em vigor. 

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