Últimas de Cotidiano
  • Há 2 Minutos Cão 'vela' corpo de cachorro atropelado e comove web
  • Há 34 Minutos PRF recupera no Paraná carro roubado no Rio Grande do Sul
  • Há 44 Minutos Motorista bêbado é preso no centro
  • Há 44 Minutos Bandidos explodem agência bancária e levam dinheiro
  • Há 48 Minutos Homem é flagrado furtando transformador de energia
  • Há 54 Minutos Greve, fura-catracas e assédio: transporte público vive um ‘inferno astral’
  • Há 57 Minutos Foragido da Justiça é flagrado com faca perto da delegacia
  • Há 1 Hora Coreia do Norte ameaça testar bomba nuclear de hidrogênio no Pacífico
  • Mariana Lioto
  • UOL

09 Janeiro 2017 | 18h46min

A presidente de uma associação de defesa dos animais no sul da Espanha foi condenada a três anos e nove meses de prisão por matar milhares de cachorros e gatos, que agonizaram dolorosamente, anunciou um tribunal nesta segunda-feira.

Além da pena de prisão, o juizado criminal nº 14 da cidade de Málaga condenou Carmen Marín Aguilar, de 72 anos, a pagar una multa de 19.800 euros. A ré foi considerada culpada pelos delitos de maus-tratos a animais domésticos e falsificação de documentos.

Felipe Barco Gómez, de 55 anos, empregado do abrigo Parque Animal em Torremolinos, Málaga, onde funcionava a associação sem fins lucrativos que supostamente cuidava de animais abandonados, recebeu uma pena de um ano de prisão e uma multa de 3.600 euros por cooperar com o crime.

A sentença, que data de 4 de janeiro mas foi divulgada nesta segunda-feira, afirma que Marín Aguilar injetava produtos eutanásicos em gatos e cães sem sedá-los antes, enquanto Barco Gómez os segurava. Os animais afetados eram "tanto exemplares adultos saudáveis de qualquer raça (...) quanto ninhadas de filhotes de cães ou fêmeas grávidas".

Marín Aguilar usava doses dos medicamentos inferiores às recomendadas, o que, unido ao fato de que a injeção era aplicada em músculos e não por via intravenosa, "provocava ao animal, geralmente, uma morte lenta e com agonia dolorosa e prolongada", segundo a sentença.

Os fiscais tinham acusado ambos os réus de matar 2.183 animais entre janeiro de 2009 e outubro de 2010, quando uma inspeção do abrigo revelou os crimes.

Segundo os promotores, os animais teriam sido sacrificados para poupar custos e privilegiar as atividades privadas lucrativas do local, que funcionava também como cabeleireiro, residência e clínica privada para animais, quando Marín Aguilar ainda não tinha diploma de veterinária.

A dupla desligava as câmeras de segurança e colocava a música em volume alto quando matava os animais para disfarçar seus uivos, detalhou a sentença.

Durante o julgamento, tanto Marín Aguilar como Barco Gómez negaram as acusações.

A presidente da associação alegou que não poderia ter administrado as injeções porque tinha "fobia" a elas.

As informações são do UOL.

Carregar mais notas ao vivo
1 comentário
Mostrar Mais
Envie seu comentário