• Maycon Corazza
  • Assessoria

22 Março 2016 | 15h19min

Com o objetivo de propor um espaço para visitação, principalmente de crianças, para serem instigadas a pensar história, ciência e tempo, o professor da Universidade Estadual do Oeste do Paraná (Unioeste), Vilmar Malacarne, está executando um projeto de pesquisa denominado “Linha do Tempo” no Campus da Universidade, por meio do Grupo de Pesquisa de Formação de Professores de Ciência e Matemática.

De acordo com o professor Vilmar, o espaço é aberto para a comunidade interna e externa da Universidade, sendo um complemento do complexo onde está instalado o relógio do sol – que também objetiva divulgar a ciência -  e está sendo concebido com a perspectiva de que até as crianças possam o entender, por isso, será alto explicativo.

O grupo de pesquisa decidiu criar um projeto que as crianças possam estar acompanhadas do professor ou dos pais para instigá-las a imaginar o que tem dentro da caixa, o que as pessoas imaginarão quando colocaram seus pertences e o que irá acontecer quando for aberto. “Conseguindo esse contexto histórico e esse processo de evolução tudo será mais fácil, e é isso que queremos, fazer com que imaginem como a ciência se constrói, se desenvolve e porque é importante olhar para as coisas do passado, pensar no presente e imaginar o futuro. É nesse sentido que estamos trabalhando”, explica Malacarne.

O complexo será no formato de uma ampulheta, ao redor serão colocados dois bancos e no centro terá uma caixa de mais ou menos 1m³, feita com várias camadas de materiais para impedir que entre umidade e lixos, pois dentro da caixa existirá vários pertences.

O professor relata que cada um dos cinco centros do Campus de Cascavel, a direção geral, o grupo de pesquisa e uma escola do bairro, receberam uma caixa de arquivo para conservar objetos pessoais de interesse. “Por exemplo, a escola municipal Dilair Silvério Fogaça, no Bairro Universitário, fornecerá materiais pessoais escolhidos pelas crianças que serão recolhidos para darmos o devido tratamento, separando papeis, metais e plásticos, na capsula. Esses materiais podem ser qualquer coisa, desde que não sejam perecíveis, como um brinquedo, carta, foto, entre outros, pois a caixa só será aberta daqui 56 anos, quando o Campus de Cascavel completar 100 anos em 16 de agosto de 2072. Esse ano, o Campus faz 44 anos dia 16 de agosto”.

Durante o período que a cápsula estiver fechada as crianças, adolescentes, jovens e adultos serão estimulados a refletir o quanto a evolução da ciência é importante no contexto social, declara Vilmar.

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