• Mariana Lioto
  • CGN

03 Novembro 2015 | 11h45min

O Siprovel (Sindicato dos Professores Municipais de Cascavel) entrou na última quinta-feira (29) com uma ação na Vara da Fazenda Pública onde tenta receber valores não pagos em 2015 para 2,2 mil professores. Segundo o presidente do Sindicato, Amilton Piletti, todos os professores estão tendo perdas devido ao não cumprimento do piso nacional e da data base da categoria.

Sobre a data base o questionamento refere-se ao fato de o município ter repassado apenas 6% de aumento, quanto a inflação do período foi de 8,34% e também pela data do repasse.

“Os professores só começaram a receber em agosto aquilo que teriam direito desde maio”, argumenta Amilton.

Sobre o piso nacional do magistério, que hoje é de R$ 1.917,78 para 40 horas, o Siprovel afirma que no município o piso é de R$ 1.815,05 e que a diferença vem sendo paga por meio de abonos.

“Entendemos que o uso de abonos para pagar a diferença é ilegal, pois isso não incorpora na carreira do professor”.

O montante que cada professor teria a receber é variável, de acordo com a carreira de cada um. O Siprovel também não tem uma estimativa do valor total que estão sendo cobrados.

“Nosso objetivo com a ação é que cada professor receba os valores que foram perdidos. Acreditamos que a média seja de 7%. Nós tentamos inúmeras vezes o diálogo com o Município mas, diante do insucesso, a categoria optou por levar para a esfera judicial. Não houve qualquer tipo de interesse da Prefeitura em resolver a situação”, afirma.

Outro lado

A juíza responsável pelo caso é Sandra Dal Molin, que deve intimar o Município a apresentar defesa. A reportagem solicitou um posicionamento do município, que deve ser encaminhado nas próximas horas.  

Carregar mais notas ao vivo
4 comentários
Mostrar Mais
Envie seu comentário