Bom, eu sempre brinco que “só Deus é eterno”… E, de fato é! Hoje, queridos amigos e leitores, encerro meu tempo como editor-chefe da Gazeta do Paraná! Foram 9 anos e 8 meses para arredondar a conta… O texto abaixo não é o editorial de domingo, mas um breve artigo de agradecimento. Mais uma vez, meu muito obrigado à Família Formighieri, a “Família Gazeta do Paraná”, a minha família e, sobretudo, a Deus, meu baluarte!

Na foto, a visão que tive durante muito dias e que, certamente, marcou minha vida, assim como também sentirei muita saudade!

redacao

 

Muito obrigado!

 

 

Nove anos e 8 meses, em números redondos. Este foi o tempo que estive à frente da Gazeta do Paraná como seu editor-chefe. Exatamente no dia 19 de julho de 2007, chegava à redação por indicação e para ocupar o lugar do jornalista Alexandre Moura. À época, o primeiro ano do segundo mandato de Lula, a realidade nacional era outra, muito diferente deste 11 de dezembro. Mas, a vida é assim, dinâmica. Não se pode ficar parado, inerte, acomodado, conformado. Muita coisa mudou de lá para cá. Na própria Gazeta, este período foi de intensa mudança: conteúdo, formato, equipe, conceitos. Porém, algo que permaneceu imutável foi o meu, o nosso compromisso de oferecer o melhor ao leitor.

Participei com satisfação da discussão que promoveu uma radical transformação do jornal. Neste processo, todos os profissionais envolvidos tiveram que “reaprender” muita coisa, deixando antigos conceitos e “costumes” de lado para buscar o novo. Era mais trabalho, mais dedicação, porém, mais satisfação a cada edição fechada. E é assim, cada página fechada, cada capa finalizada é, sim, como um “filho” que trazemos para “o dia seguinte”. Evidentemente, nem tudo acontece exatamente como queremos ou projetamos. Há contrariedades e limitações, porém, a vida é assim. Dia após dia aprendemos, reaprendemos, erramos, consertamos e avançamos.

Faço estas considerações porque, hoje, ao finalizar esta edição junto com a redação, agora mais diminuta, finalizo também esta etapa da minha vida profissional e pessoal. Naquele 19 de julho, fechamos a edição de número 5.249. Hoje, 3.167 edições depois, concluindo a 8.416, encerro este ciclo em minha carreira. Assim, agradeço a oportunidade e confiança que recebi do empresário Marcos Formighieri e seu filho, o também empresário e jornalista Guilherme Formighieri. Sem dúvida alguma, a Gazeta do Paraná foi uma grande escola de onde levo preciosas lições para minha vida profissional, mas também pessoal.

Não vou citar o nome de todos com que trabalhei durante esse período para não incorrer no erro de esquecer quem quer que seja. A todos os jornalistas, diagramadores, fotógrafos, estagiários e outros colaboradores com os quais trabalhei, não tenho outra coisa a dizer: Muito obrigado! Chegou o tempo de percorrer outros caminhos, ainda dentro do jornalismo/comunicação. Novos desafios nos fazem voltar a sonhar, estimular aprender ainda mais, obriga a sair da “zona de conforto”.

Nos últimos anos, com a popularização da internet e o crescimento das chamadas “redes sociais”, mesmos os “dinossauros” da comunicação foram e estão sendo obrigados a se reinventarem. Não me considero um “dino”, mas chegou tempo de inovar, reciclar, crescer. Além de agradecer aos Formighieri e todos os profissionais que comigo atuaram nestes longos anos de Gazeta do Paraná, não posso deixar de agradecer a Deus, meu baluarte, e minha família (Rose, Laís e Paulo Asafe), porto seguro e que sempre me motiva a dar o melhor de mim em tudo o que faço e a enfrentar todo e qualquer desafio. Por fim, deixo uma palavra que sempre levo comigo e que está registrada no livro histórico de Josué, o sucessor de Moisés: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”. (Josué 1:9)

 

* Paulo Alexandre Oliveira, jornalista e cidadão cascavelense

 

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