Sem dúvida, a chuva torrencial em Chapecó durante o velório dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense na Arena Condá representa as muitas lágrimas derramadas pelo Brasil por conta desta tragédia. E, fatos como como este, servem como nova oportunidade que pensar na vida, refletir no tipo de conduta que temos adotado e a forma que temos aproveitado nosso tempo, as vezes, correndo atrás do vendo… Antecipo o editorial da Gazeta do Paraná deste domingo, também, como forma de homenagear as vítimas… Destaco do texto esta passagem: A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”. Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas.

 

“…”

Pode parecer estranho não ter título neste editorial, sendo substituído apenas por “…”. Segundo os dicionários e as normas técnicas do português, “reticências” é um sinal de pontuação que indicam uma interrupção da frase e que podem exprimir dúvida, surpresa, hesitação ou assinalar uma “interrupção”… O dia 3 de dezembro fica marcado na história brasileira como o dia em que todos os brasileiros se uniram em um único lamento, em um único choro. A chegada dos corpos dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas que perderam a vida no trágico acidente aéreo da última terça-feira, na Colômbia.

A partir da queda e tudo o que decorreu, para todas as vítimas e suas famílias e amigos mais próximos, foi determinada uma “interrupção” de sonhos, planos, alegrias, relacionamentos e da própria vida. As muitas homenagens registradas por toda a cidade de Chapecó e, especialmente, na Arena Condá, bem como nas outras cidades e locais onde os corpos foram velados e as despedidas finais realizadas, são uma clara demonstração da comoção, da compaixão e solidariedade que tomou conta do Brasil, da Colômbia e tantos lugares do mundo.

Diante de tamanha tragédia e tristeza, o consolo que surge é exatamente a esperança de ainda existe nos seres humanos a essência que, por vezes, parece estar esquecida, escondida, extinta. As lágrimas derramadas nestes dias também são reveladoras. Quando um homem ou uma mulher choram, acabam por evidenciar suas fragilidades, carências e necessidades de acolhimento. Ontem, em frente às televisões, computadores e smartphones, milhões de pessoas choraram comovidos pela perda, extravasando também suas tristezas pessoais e também arrependidos pelo “tempo perdido”, gasto correndo atrás do vento, em busca do nada enquanto o tempo passa e as relações familiares se esfacelaram…

É muito fácil identificar as falhas cometidas diante de situações como estas. E, por fim, caro leitor, a vida continua. A mãe do Danilo, a Dona Alaídes, emocionou o Brasil e o mundo com o gesto que teve durante a entrevista ao repórter Guido Nunes, reconheceu que o jornalista também estava triste e sofrendo com a perda dos seus colegas de profissão. Ela tinha e tem todos os motivos para necessitar de amparo, porém, mesmo diante do sofrimento de perder um filho, não foi egoísta, ofereceu solidariedade e afeto a quem também estava sofrendo, talvez em profundidade menor, mas não menos dolorosa… Todos têm suas lutas e tragédias e, verdadeiramente, o “calor humano” torna possível superar toda e qualquer dificuldade.

A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”.

Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas… E que a homenagem de cada cidadão, torcedor, dirigente esportivo, gestor público e político seja a transformação do seu caráter para que tragédias como essas não sejam vãs em tudo o que significam! Deus nos abençoe!

One thought on ““O choro pode durar uma noite…”

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *