macacoTem gente reclamando e falando que a administração de Leonaldo Paranhos frente a Prefeitura de Cascavel, que começa dia 1º de janeiro, não tem nada de mudança… Ledo engano… Só o ‘descontentamento’ de alguns da terrinha mostra que já tem coisa diferente no ar e que velhas práticas não terão vez… É o que espero, junto com a maioria dos eleitores que garantiu a vitória de Paranhos no primeiro turno de 2 de outubro. Será que não estão tentando desacreditar Paranhos e sua equipe ainda antes de assumir por causa daquela velha “dor de cotovelo”?

Se Paranhos errar, apontem… Se ele acertar, reconheçam… Se não fizer nada, reclamem! Porém, sejamos todos justos e honestos! Sempre… E que venha 2017!

Bom, eu sempre brinco que “só Deus é eterno”… E, de fato é! Hoje, queridos amigos e leitores, encerro meu tempo como editor-chefe da Gazeta do Paraná! Foram 9 anos e 8 meses para arredondar a conta… O texto abaixo não é o editorial de domingo, mas um breve artigo de agradecimento. Mais uma vez, meu muito obrigado à Família Formighieri, a “Família Gazeta do Paraná”, a minha família e, sobretudo, a Deus, meu baluarte!

Na foto, a visão que tive durante muito dias e que, certamente, marcou minha vida, assim como também sentirei muita saudade!

redacao

 

Muito obrigado!

 

 

Nove anos e 8 meses, em números redondos. Este foi o tempo que estive à frente da Gazeta do Paraná como seu editor-chefe. Exatamente no dia 19 de julho de 2007, chegava à redação por indicação e para ocupar o lugar do jornalista Alexandre Moura. À época, o primeiro ano do segundo mandato de Lula, a realidade nacional era outra, muito diferente deste 11 de dezembro. Mas, a vida é assim, dinâmica. Não se pode ficar parado, inerte, acomodado, conformado. Muita coisa mudou de lá para cá. Na própria Gazeta, este período foi de intensa mudança: conteúdo, formato, equipe, conceitos. Porém, algo que permaneceu imutável foi o meu, o nosso compromisso de oferecer o melhor ao leitor.

Participei com satisfação da discussão que promoveu uma radical transformação do jornal. Neste processo, todos os profissionais envolvidos tiveram que “reaprender” muita coisa, deixando antigos conceitos e “costumes” de lado para buscar o novo. Era mais trabalho, mais dedicação, porém, mais satisfação a cada edição fechada. E é assim, cada página fechada, cada capa finalizada é, sim, como um “filho” que trazemos para “o dia seguinte”. Evidentemente, nem tudo acontece exatamente como queremos ou projetamos. Há contrariedades e limitações, porém, a vida é assim. Dia após dia aprendemos, reaprendemos, erramos, consertamos e avançamos.

Faço estas considerações porque, hoje, ao finalizar esta edição junto com a redação, agora mais diminuta, finalizo também esta etapa da minha vida profissional e pessoal. Naquele 19 de julho, fechamos a edição de número 5.249. Hoje, 3.167 edições depois, concluindo a 8.416, encerro este ciclo em minha carreira. Assim, agradeço a oportunidade e confiança que recebi do empresário Marcos Formighieri e seu filho, o também empresário e jornalista Guilherme Formighieri. Sem dúvida alguma, a Gazeta do Paraná foi uma grande escola de onde levo preciosas lições para minha vida profissional, mas também pessoal.

Não vou citar o nome de todos com que trabalhei durante esse período para não incorrer no erro de esquecer quem quer que seja. A todos os jornalistas, diagramadores, fotógrafos, estagiários e outros colaboradores com os quais trabalhei, não tenho outra coisa a dizer: Muito obrigado! Chegou o tempo de percorrer outros caminhos, ainda dentro do jornalismo/comunicação. Novos desafios nos fazem voltar a sonhar, estimular aprender ainda mais, obriga a sair da “zona de conforto”.

Nos últimos anos, com a popularização da internet e o crescimento das chamadas “redes sociais”, mesmos os “dinossauros” da comunicação foram e estão sendo obrigados a se reinventarem. Não me considero um “dino”, mas chegou tempo de inovar, reciclar, crescer. Além de agradecer aos Formighieri e todos os profissionais que comigo atuaram nestes longos anos de Gazeta do Paraná, não posso deixar de agradecer a Deus, meu baluarte, e minha família (Rose, Laís e Paulo Asafe), porto seguro e que sempre me motiva a dar o melhor de mim em tudo o que faço e a enfrentar todo e qualquer desafio. Por fim, deixo uma palavra que sempre levo comigo e que está registrada no livro histórico de Josué, o sucessor de Moisés: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”. (Josué 1:9)

 

* Paulo Alexandre Oliveira, jornalista e cidadão cascavelense

 

Sem dúvida, a chuva torrencial em Chapecó durante o velório dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense na Arena Condá representa as muitas lágrimas derramadas pelo Brasil por conta desta tragédia. E, fatos como como este, servem como nova oportunidade que pensar na vida, refletir no tipo de conduta que temos adotado e a forma que temos aproveitado nosso tempo, as vezes, correndo atrás do vendo… Antecipo o editorial da Gazeta do Paraná deste domingo, também, como forma de homenagear as vítimas… Destaco do texto esta passagem: A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”. Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas.

 

“…”

Pode parecer estranho não ter título neste editorial, sendo substituído apenas por “…”. Segundo os dicionários e as normas técnicas do português, “reticências” é um sinal de pontuação que indicam uma interrupção da frase e que podem exprimir dúvida, surpresa, hesitação ou assinalar uma “interrupção”… O dia 3 de dezembro fica marcado na história brasileira como o dia em que todos os brasileiros se uniram em um único lamento, em um único choro. A chegada dos corpos dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas que perderam a vida no trágico acidente aéreo da última terça-feira, na Colômbia.

A partir da queda e tudo o que decorreu, para todas as vítimas e suas famílias e amigos mais próximos, foi determinada uma “interrupção” de sonhos, planos, alegrias, relacionamentos e da própria vida. As muitas homenagens registradas por toda a cidade de Chapecó e, especialmente, na Arena Condá, bem como nas outras cidades e locais onde os corpos foram velados e as despedidas finais realizadas, são uma clara demonstração da comoção, da compaixão e solidariedade que tomou conta do Brasil, da Colômbia e tantos lugares do mundo.

Diante de tamanha tragédia e tristeza, o consolo que surge é exatamente a esperança de ainda existe nos seres humanos a essência que, por vezes, parece estar esquecida, escondida, extinta. As lágrimas derramadas nestes dias também são reveladoras. Quando um homem ou uma mulher choram, acabam por evidenciar suas fragilidades, carências e necessidades de acolhimento. Ontem, em frente às televisões, computadores e smartphones, milhões de pessoas choraram comovidos pela perda, extravasando também suas tristezas pessoais e também arrependidos pelo “tempo perdido”, gasto correndo atrás do vento, em busca do nada enquanto o tempo passa e as relações familiares se esfacelaram…

É muito fácil identificar as falhas cometidas diante de situações como estas. E, por fim, caro leitor, a vida continua. A mãe do Danilo, a Dona Alaídes, emocionou o Brasil e o mundo com o gesto que teve durante a entrevista ao repórter Guido Nunes, reconheceu que o jornalista também estava triste e sofrendo com a perda dos seus colegas de profissão. Ela tinha e tem todos os motivos para necessitar de amparo, porém, mesmo diante do sofrimento de perder um filho, não foi egoísta, ofereceu solidariedade e afeto a quem também estava sofrendo, talvez em profundidade menor, mas não menos dolorosa… Todos têm suas lutas e tragédias e, verdadeiramente, o “calor humano” torna possível superar toda e qualquer dificuldade.

A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”.

Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas… E que a homenagem de cada cidadão, torcedor, dirigente esportivo, gestor público e político seja a transformação do seu caráter para que tragédias como essas não sejam vãs em tudo o que significam! Deus nos abençoe!