Enquanto os “lobos” continuarem cuidando do galinheiro, a vida (dos lobos) será sempre farta… Já da galinha e do dono do galinheiro está ‘condenada’! Dia 2 de outubro dê uma rasteira nos lobos!

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Mais força para limpar

A chamada “Lei da Ficha Limpa” deixa muita gente irritada. Com “ficha suja” ou seja, condenações, políticos ficam impedidos de disputar eleições. Logo, o que não faltam são políticos “prejudicados” criticando a lei. Na semana que passou, em palestra ministrada em Curitiba, o ex-juiz eleitoral, Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, afirmou que a legislação só existe porque a sociedade participou massivamente desde a elaboração do texto e reconheceu que “o incômodo que existe em relação à Lei da Ficha Limpa é que deveria ser ainda mais rígida”. Reis destacou a importância da lei para a justiça eleitoral já que antes do texto passar a vigorar, não existiam instrumentos efetivos para a inelegibilidade.

Mas, como o próprio magistrado disse, a lei ainda pode ser considerada “branda” e oferece muitas “brechas” para que corruptos ainda consigam disputar as eleições. Mesmo assim, de acordo com Reis, em 2016, segunda eleição municipal em que a Ficha Limpa é aplicada, números preliminares mostram que mais de 2 mil pessoas tiveram registro indeferido, sendo mais da metade barrada pela lei. A previsão de Reis é que o número final fique em torno de 1.220 inelegíveis, superior ao de 2012, quando 900 candidatos não puderam concorrer.

Para o idealizador da Lei, se não houvesse a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir que apenas as Câmaras de Vereadores analisem as contas de prefeitos, os números seriam maiores: em torno de 5 mil inelegíveis.

O magistrado destacou que a passagem mais importante na Lei não é no campo do direito eleitoral, mas para a própria democracia. “[A lei] é profundamente democrática. Nesse caso temos uma lei feita de baixo para cima, isto é, das ruas para o Congresso. Participamos de um caso muito raro, a ponto da legislação chegar no Poder Legislativo com energia social acumulada a ponto de barrar resistências”. O ex-juiz ainda apontou que a lei da Ficha Limpa é uma prova de que podemos alterar as coisas sem depender da boa vontade de alguém encastelado no Poder: “É uma prova pequena, mas uma prova de que podemos fazer isso. A principal lição é a articulação em rede. Construir o projeto e não buscar adesão ao projeto”.

E, finalmente, cabe ao eleitor, no próximo dia 2 de outubro, fazer sua parte para ‘limpar’ a política. Se a Lei da Ficha Limpa ajuda, o voto consciente ainda é maior e mais eficaz instrumento direto para promover a “higienização” da política. Por isso, caro (e)leitor, pense bem e escolha melhor!

 

É fato que não há o mesmo apelo “comercial” que as Olimpíadas normais, porém, os jogos Paralímpicos são, na minha opinião até mais emocionantes. As histórias de superação e o esforço especial e excepcional de cada atleta supera quase tudo que entendemos como ‘determinação’. Tenho acompanhado e recomendo… Vale a pena! Não é preciso muito para entender o porquê eles nos enchem de orgulho…

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Orgulho

Estudo realizado desde janeiro do ano passado pela agência de publicidade Nova/SB e pela plataforma de monitoramento digital Torabit, divulgado quinta-feira, no início das competições da Paralimpíada, revela a mudança de opinião do brasileiro em relação aos Jogos Rio 2016, de pessimismo, antes, para orgulho após o evento. A sondagem acompanhou 4,9 milhões de postagens sobre os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na internet, em todo o Brasil, organizando mais de 140 grupos de discussão com homens e mulheres da classe C, na faixa dos 18 aos 50 anos de idade, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. O estudo foi concluído em agosto deste ano.

O diretor de Planejamento da agência de publicidade Nova/SB, Sérgio Silva, disse que, ao começar a pesquisa, seis meses após a Copa do Mundo de Futebol, pôde perceber a evolução da opinião pública desde aquela época. O discurso era crítico em relação à Olimpíada, demonstrando preocupação com a realização dos Jogos Rio 2016, diante da crise econômica no país, e afirmando que havia um desvio de prioridades. As pessoas comparavam a falta de legados após a Copa de 2014 e mostravam temor de que isso se repetisse na Olimpíada. 002Durante os 19 dias da Olimpíada, a plataforma Torabit analisou quase cinco milhões de postagens em redes sociais, blogs, portais e sites, escritas por 1,374 milhão de pessoas, lideradas pelo Rio de Janeiro (26% do total).

Neste sábado em que a Paralimpíada chama a atenção do mundo para o Brasil mais uma vez, é pertinente pensar e repensar os dados levantados pela pesquisa. Ninguém, brasileiro nato ou “adotado”, deixa de ter orgulho do Brasil, da sua gente. O que, inegavelmente, deixa o brasileiro pessimista e o mundo desconfiado da ‘incapacidade’ é o quadro real existente. As Olimpíadas de 2016 foram preparadas sob a sombra dos escândalos da Lava Jato, as inconsistências da ex-presidente Dilma e a “guerra” institucional. Porém, mesmo que escândalos como as obras inacabadas e superfaturadas da Copa do Mundo de 2014 venham a manchar (e dificilmente não aparecerão) sobre os gastos com a Rio-2016, nossos atletas superaram tudo isso e a si mesmo para conquistarem suas medalhas, suas colocações ou simplesmente suas participações nos jogos, ajudando, sem dúvida, o cidadão a extravasar suas frustrações e decepções cotidianas. O ouro do vôlei masculino, do salto com vara, do vôlei de praia masculino; as medalhas de prata e bronze na ginástica olímpica e o judô, fizeram renascer o sentimento nacionalista, patriótico que os “inquilinos do poder”, em Brasília, fizeram desaparecer. O ouro inédito do futebol é um caso a parte e não merece, segundo muitos, inclusão na lista anterior. E, finalmente, a Paralimpíada é, de fato, espetacular. A superação destes atletas é incontestável, estimulante e revigorante. Eles, sem dúvida, mostram que não há limites para a determinação, a força de vontade e o amor próprio. Não tem como não ter orgulho dessa gente!

Não poucas vezes alertei os leitores da Gazeta do Paraná e quem navega por aqui que, antes de entrarem na briga por figura “A”  ou “B”, não se deve esquecer que em geral, como raríssimas e cada vez mais escassas exceções, são tudo “farinha do mesmo saco”… Ninguém ou quase ninguém se salva…

Na “troca” de presidentes ocorrida na quarta-feira (31) quando, quando Dilma saiu e Temer sentou de vez na cadeira presidencial, não há dúvida que a retórica melhorou, as ideias são mais facilmente entendíveis e, até agora quase não se ouviu ele falar “essa é uma questão que…” Mas, e a conduta será que mudou para melhor mesmo?

#partiuportoalegre!tchau

O que esperar?

Página virada da história, página negra, nova página… O que não faltaram, ontem, foram nomenclaturas para o dia do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. Por 61 votos a 20, os senadores decidiram a favor do impeachment da agora ex-presidente, mas mantiveram os direitos políticos da petista em outra votação mais apertada, 42 votos a 36. Com isso, ela pode ocupar cargo público. Aliás, nesse quesito em especial, a senadora Katia Abreu, ao defender a manutenção dos direitos políticos de Dilma declarou: “Peço aos colegas que não apliquem essa pena de inabilitação (dos direitos políticos) pela sua honestidade e idoneidade, independentemente de erros que alguns concordam que ela tenha cometido. A presidente já fez as contas de sua aposentadoria e deve se aposentar com cerca de R$ 5 mil. Então, precisa continuar trabalhando para suprir as suas necessidades”. Ah… Se essa fosse a média da aposentadoria de todo brasileiro….

Mas, voltando ao dia histórico, o que se presenciou, ontem, foi o fim da “Era Petista” no comando. Um projeto de poder que durou por irônicos “13” anos e deixou o Brasil em condições delicadas política, econômica e institucionalmente. O jogo de regras regimentais do Senado e da própria Constituição, feitas ontem de forma a procrastinar a votação final do impeachment e dar uma espécie de “prêmio de consolação” a ex-presidente não caçando seus direitos políticos, que criou o primeiro embaraço na base de Michel Temer no Congresso, mostra com clara e incontestável exatidão, que senadores e deputados não estão preocupados, de fato, com a nação, mas em manter o Executivo refém de suas vontades e projetos pessoais e de grupelhos. O PT (leia-se Dilma e Lula) colheram a derrota exatamente cumprindo este roteiro. Para manter seu projeto a tudo custo, as concessões e desvios de foco e conduta levaram a ‘desgovernabilidade’ e ao descontrole de quase tudo.

Temer, ontem, logo após a posse, em sua primeira reunião ministerial que foi transmitida pelo Facabook, disse que “agora que as coisas estão definidas, (…) não vamos levar desaforo para casa”. Temer recomendou aos ministros que não partam para o ataque contra Dilma, Lula e todos os seus apoiadores, mas respondam e sejam firmes. “E a firmeza vem pela elegância da conduta e não com xingamentos”. Disse ainda que “não vamos caçar bruxas, mas não vamos deixar de responder” ao se referir a alcunha de “governo golpista” utilizadas desde que Dilma foi afastada do cargo.

Ainda deu um recado claro à sua base no Congresso Nacional: “Quem é governo é governo. E, se alguém não quer que este governo dê certo, que se declare contra o governo, mas não desmereça a conduta governamental”. O recado foi dado ao falar sobre a decisão de parte de sua base em decidir manter os direitos políticos de Dilma sem a consulta do governo. Segundo Temer, até poderia ter sido feito um acordo com um “ato generoso” que tivesse partido de “nós” e não fosse encarada uma “derrota” do governo o que, garante, “não foi”. Agora Temer está a caminho da China e o Brasil ainda não se sabe para onde vai. Porém, o “leme” saiu da mão do PT.