Quem escolhe de qualquer jeito tem grande possibilidade de errar. Por isso, mesmo que o período da campanha eleitoral seja indigesto para alguns, não há como fugir deles, especialmente porque quem for eleito no próximo dia 2 de outubro vai comandar o Executivo Municipal e ocupar o Legislativo por quatro ano… E, como se sabe, tirar alguém do cargo depois de eleito não é nada fácil, então, faça a sua parte e escolha direito!

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Atenção eleitor!

 

Mais uma vez, é preciso reforçar o alerta de que a campanha eleitoral deste ano tem diferenças substanciais em relação aos últimos pleitos, não apenas em relação a controversa questão da doação financeira para as campanhas, como pelo tempo reduzido e as mudanças na dita propaganda eleitoral gratuita. Por isso, também, o comportamento do eleitor precisa mudar. Com o início da propaganda eleitoral gratuita, o “tradicional” comportamento que impõe a troca compulsiva de canal para as mais diversas opções oferecidas pela TVs por assinatura, cada vez mais populares, também começou.

Porém, diante do cenário político e institucional pelo qual, vergonhosamente, o Brasil atravessa atualmente, mesmo que os programas eleitorais tentem “vender” os candidatos como um “bom produto”, procurando mais apresentar o candidato como “solução perfeita” e não se propondo a discutir de forma prática o que se pretende fazer para resolver ou minimizar os reais problemas da cidade, é preciso atenção ao que se apresenta. Para o eleitor mais atento e que, minimamente, acompanha a vida pública dos candidatos, o programa eleitoral pode mostrar, por exemplo, a desfiguração ou não do candidato.

Produto de marqueteiros tem vida útil curta e se denuncia com facilidade. Quem acompanha os programas eleitorais e também as mídias sociais alimentadas “oficialmente” pela equipe de produção do candidato analisado, consegue perceber as diferenças entre o “produto fabricado” e o personagem autêntico. Estes detalhes, como se sabe, são importantes na hora de estabelecer os critérios para definir o voto. Mas, sobretudo, o eleitor precisa comparar discursos e práticas, currículo e fábulas.

A democracia se constrói pelo debate e a comparação, mas para debater e comparar é preciso conhecer. Assim, toda e qualquer possibilidade de buscar conhecimento sobre o candidato, suas propostas e quem o acompanha, se torna condição mínima para fazer escolhas. Infelizmente, na questão do Legislativo, há voz corrente de que a cada legislatura a qualidade fica cada vez mais comprometida e, uma das expressões da famosa “Lei de Murphy”, acaba se aplicando com muita propriedade: “nada é tão ruim que não possa piorar”.

Mas, caro eleitor, é preciso compreender com muita clareza que quem escolhe vereador, prefeito, deputados, governadores, senadores e o Presidente da República é você! Por isso mesmo, se você já errou, procure se corrigir agora e participe mais ativamente  do processo e se esforço para acertar suas escolhas!

O debate desta sexta-feira (26) da Rádio Independência aqueceu ‘um pouco’ o debate entre os candidatos a prefeito de Cascavel, porém, a campanha propriamente dita não está na rua. E, ainda tem candidato (prefeito e vereador) pensando como na campanha de 2012. Esta “eleição/laboratório” vai trazer muitas surpresa ainda. Por isso, caro (e)leitor, aproveite os programas eleitorais, os debates e tudo o que for veiculado na imprensa e nas mídias sociais para fazer suas escolhas com coerência e consciência. Lembre-se: se escolher errado vai ter que esperar mais quatro anos!!! Este ano é tudo muito rápido e não espaço para erros!

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“Entre no clima”

Em primeiro lugar, preste atenção caro (e)leitor: as eleições 2016 já começaram! Sim, a campanha pela busca do voto para garantir uma vaga na Câmara de Vereadores e a cadeira de prefeito já está oficialmente valendo. Porém, a não ser quem está diretamente envolvido na eleição, parece que a campanha ainda não começou. Mesmo nas mídias sociais, a presença dos candidatos ainda é tímida e a expectativa fica mesmo para o início dos programas eleitorais “nada gratuitos” de rádio e TV. Quando este programas começarem a ser veiculados, então, a rotina da maioria da população começa mudar por conta da alteração dos horários do telejornais e das novelas.

Contudo, mesmo assim, o “tiro é curto”. Não é mais uma “maratona” eleitoral como 90 dias com a tropa na rua, mas, talvez uma disputa de 200 ou 400 metros rasos. Esta é uma realidade que, para muitos, ainda parece ignorada. A campanha deste ano será muito mais curta e quem ainda mantém o pensamento seguindo a campanha de 2012, por exemplo, já está em grande desvantagem. O candidato que não trabalhou seu nome, imagem e propostas muito antes do início desta campanha só terá sucesso nas urnas se todo seu staff de campanha for absolutamente eficiente ou se tiver muita sorte.

Além das mudanças gerais das regras da campanha deste ano, há outro fator que também é preciso considerar. Em tese, o leitor está mais crítico e com predisposição bem menor para ouvir e “aceitar” as promessas que tradicionalmente os candidatos fazem. Com toda repercussão dos escândalos quase que semanais desnudados pela Operação Lava Jato, comandada pelo juiz federal Sergio Moro, na “República de Curitiba”, aliada ao conturbado processo de impeachment de Dilma Rousseff, que está entrando na reta final e deverá ter seu desfecho ainda neste mês de agosto, a “esperança” é que o cidadão esteja ainda mais criterioso na escolha dos seus candidatos. Mas, há um risco por trás deste cenário. Com este tempo reduzido de campanha e exposição dos candidatos, talvez – e isso vem sendo considerado com certa relevância – o eleitor opte por escolher o “menos ruim” dentre aqueles que ele já conhece. Assim, novos e talvez mais interessantes projetos políticos poderão ficar pelo metade do caminho.

Outro risco gerado por esta “campanha relâmpago” é o eleitor “menos avisado” engolir qualquer “drops adocicado” preparado por marqueteiros pagos a “peso de ouro” para “vender um produto” e não apresentar um candidato preparado e com boas propostas para o cargo que se propôs disputar. Assim, caro (e)leitor, é hora de “entrar no clima” da campanha e focar no futuro que se pretende traçar para sua cidade. Depois, como já se sabe, vai ser preciso esperar mais quatro anos para mudar alguma coisa.

Esse “mimimi’ de que Temer não tem legitimidade já encheu o saco. No Brasil, são eleitos presidente e vice, governador e vice, prefeito e vice. Logo, os dois são legitimados pelo voto popular. Agora, se são dignos de estarem onde estão é outro caso. Dilma faltou com a verdade, Temer foi omisso… farinhas do mesmo saco! No editorial desta terça-feira, reflexões a respeito do tema.

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Por que não fez antes?

O Brasil vai vendo seus dias de “antagonismo”. A presidente afastada Dilma Rousseff prepara sua ofensiva final para tentar escapar do impeachment e, agora, tem propostas “firmes” para deixar seu governo mais “confiável”. Segundo a mídia nacional divulgou ontem, em crítica indireta ao interino, Michel Temer, Dilma deve se comprometer com o Senado a assegurar a independência das investigações da Polícia Federal e a não indicar para a sua equipe de governo condenados por corrupção caso retorne ao cargo. Segundo relatos de petistas e aliados, com os quais Dilma conversou sobre a carta que enviará nesta semana aos senadores, ela também pretende defender o amplo direito de defesa e irá chamar de “golpe” o seu afastamento.

As estocadas são feitas depois de dois ministros da atual gestão terem deixado os cargos por críticas à Lava Jato. Porém, são os membros do staff do PT e do próprio governo de Dilma e Lula que estão presos ou são réus na Justiça Federal. Três tesoureiros do PT  e diversos homens da cúpula dos governos Dilma e Lula são réus ou estão na cadeia, mostrando que “lisura”  é algo que Dilma não pode usar como “moeda de troca” nesta altura dos acontecimentos. Após ter adiado a divulgação da carta, a presidente afastada passou o final de semana revisando a documento e ainda pretendia fazer ajustes de última hora. Agora, no texto em sua cartada final, Dilma reconhece que a crise atual é grave, mas que somente pode ser superada com alguém que tenha a legitimidade do voto popular – ladainha que cansa a opinião pública. Onde lançou candidatos a prefeito, na maioria das cidades o PT buscou alianças para tentar se viabilizar, assim como Dilma fez em sua duas campanhas (2010 e 2014). Por que, então, não optou por chapas “puro-sangue”? Se vice não tem legitimidade de voto quando escolhido pelo titular, então melhor é não fazer alianças, não é mesmo?

Ainda sobre a “mea-culpa”, segundo relatos de petistas e aliados, a presidente afastada também reconhece que cometeu erros à frente do Planalto, mas que não praticou nenhuma ilegalidade, e prometerá medidas para a retomada imediata do crescimento e a recuperação do emprego. Para isso, se dispõe a ouvir previamente a sociedade. E por que não fez isso quando os sintomas da crise já eram percebidos por todos? Por último, e não menos hilariante, Dilma mantém a defesa enfática da convocação de um plebiscito para consultar a população sobre uma nova eleição presidencial e sobre uma reforma política. Ela quer deixar claro, contudo, que a prerrogativa é do Congresso, mas que endossará a iniciativa.

A ideia inicial era que o texto fosse divulgado na semana passada, quando foi votada a pronúncia, penúltima etapa do processo de impeachment no Senado. O adiamento foi criticado até mesmo por congressistas petistas, segundo os quais a presidente afastada “perdeu o timing”. Aliás, para muitos, Dilma perdeu o “bonde da história” há muito tempo…

Depois de um curto ‘inverno’, volto a movimentar o blog que passou por ajustes técnicos. E, neste retorno, nada melhor do que falar do orgulhar brasileiro nas olimpíadas: as mulheres. A primeira medalha de ouro veio com a garra da judoca Rafaela Silva. E, no futebol, as meninas lideradas por Marta mostram como que se deve vestir a camisa da Seleção.  Já o time de Neymar, está bem pertinho de um novo “7 a 1″…camisa-selecao-marta-neymar

 

Como no futebol de Marta e de Neymar…

Toda semana, se não todo dia, quem acompanha o noticiário político/policial fica esperando o ‘novo’ acusado, indiciado ou preso em algum esquema de corrupção desvendado pela Lava Jato ou em seus desdobramentos ou ainda, em outras operações da Polícia Federal. Mas, a semana começou com a notícia de que a juíza federal Maria Cristina de Luca Barongeno, da 23ª Vara Cível de São Paulo, foi condenada a seis anos e oito meses de prisão e multa, além da perda do cargo, sob a acusação de corrupção. A ação ainda tramita sob sigilo no Tribunal Regional Federal da 3ª Região (SP-MS) e cabe recurso da decisão, tendo como relator o desembargador Peixoto Júnior. Para ex-magistrada’, foi estabelecido o regime semi-aberto para início do cumprimento da pena.

Segundo a denúncia, a juíza agia em cumplicidade com advogados ao direcionar ações para a sua vara e proferir sentenças que favoreciam empresas com dívidas milionárias junto à Previdência Social e ao fisco. O advogado Joaquim Barongeno, pai da magistrada, prestou serviços à Friboi, uma das supostas beneficiadas pelo esquema. Em julgamento a portas fechadas em junho, o Órgão Especial do TRF-3 –colegiado do tribunal responsável por casos envolvendo juízes federais– entendeu que ficou comprovado o recebimento, pela juíza, de um veículo de um dos advogados. A ação teve origem na Operação Têmis, deflagrada em 2007 para investigar uma suposta quadrilha suspeita de negociar venda de sentenças para fraudar a Receita Federal e, em menor escala, permitir a abertura de bingos. A Têmis foi extinta em 2010.

A condenação da juíza, que não teve como “sentença” sua aposentadoria compulsória com todos os direitos, como “normalmente” acontece, alimenta a esperança dos brasileiros em ver suas instituições funcionando como devem funcionar, apesar da grande demora entre o início das investigações e a decisão do TRF-3. Ministério Público Federal, Polícia Federal, Procuradora-Geral da República e o próprio Judiciário, sempre foram cercados de “nuvens de dúvidas”. Por isso, a cada decisão que demonstra que há uma vontade “política e prática” de sanear a coisa pública em todas as suas vertentes, há esperança se renova.

É como tem acontecido nas Olimpíadas Rio-2016 em relação ao futebol masculino e feminino. O time de Neymar pode ser comparado ao Legislativo e ao Executivo. Todos os nomes são bastante conhecidos e, deles, apesar de saber que podem fazer muito, pouco pode se esperar. Estão preocupados com o próprio umbigo e mais nada, apesar do velho discurso. Já alguns setores do Judiciário são, de fato, o time de Marta. A Seleção feminina tem entrado em campo, jogado com raça e “patriotismo”, indo pra cima dos adversários com simplicidade e foco. Como resultado, são goleadas e vitórias convincentes. Pode até acontecer de não chegar ao ouro olímpico, mas sairão da competição com sentimento de dever cumprido e o respeito da nação… Ainda tem brasileiro que dá o sangue e faz a sua parte como deve fazer.