onçaA política brasileira é uma piada ou será que o Brasil não é mesmo um país sério, como sugeriu aquele presidente francês. Ontem, o líder do PT na Câmara, Afonso Florence (BA), “denunciou”, na Comissão de Ética Pública da Presidência da República, dez ministros do governo interino Michel Temer por terem votado a favor do pedido e da abertura do processo de impeachment da presidente afastada, Dilma Rousseff. Ele pede a abertura de procedimento administrativo e sugere a exoneração por violação ao código de conduta da administração federal.

Segundo a Folha de São Paulo são citados: Blairo Maggi (Agricultura), Bruno Araújo (Cidades), Maurício Quintella (Transportes, Portos e Aviação Civil), Mendonça Filho (Educação), Osmar Terra (Desenvolvimento Social e Agrário), Ricardo Barros (Saúde), José Sarney Filho (Meio Ambiente), Fernando Coelho Filho (Minas e Energia), Ronaldo Nogueira (Trabalho), José Serra (Relações Exteriores).

Também menciona na representação o ex-ministro Romero Jucá (Planejamento). Ao justificar as representações, Florence destacou que, ao votarem a favor da abertura do processo de impeachment, os 11 citados –oito são deputados e três, senadores– se valeram dos cargos que então ocupavam para fins particulares, já que, antes mesmo do afastamento de Dilma Rousseff da Presidência da República, já negociavam nomeações para o governo Temer.

E ninguém vai denunciar os ministros que deixaram o cargo para votarem contra o impeachment. Note, ainda, que os denunciados hoje eram os “companheiros” de ontem…  Mas que barbaridade!

Lembram-se do “Amigo da Onça”… Então, esses os “onças” sem amigos…

O presidente interino Michel Temer, sem dúvida, é mais eloquente e tem retórica mais rebuscada que a presidente afastada Dilma Rousseff, porém, isso não fez a menor diferença nas trapalhadas dos seus ministros na arrancada do “novo” governo. Os ministros da Saúde, Ricardo Barros, e Alexandre de Moraes (Justiça) tiveram que recuar em suas declarações. Suas posturas “desencontradas” com a vontade do “chefe” rederam polêmica e declarações mais acentuadas sobre o “golpe”… São trapalhadas que fazem o trapalhão Mussum (para mim o mais interessante do quarteto) ficar em desvantagem no cargo: “Cacildis!!!”mussum

 

Não combinaram antes?

O novo e “esperançoso” novo governo de Michel Temer, em apenas dois dias, deu sinal de desarmonia ou, pelo menos, que as mensagens do “chefe” não chegaram ou não foram bem entendidas pelos seus “colaboradores”. Na segunda-feira, o primeiro episódio de desentendimento interno, Temer discordou da declaração dada pelo ministro da Justiça, Alexandre de Moraes, sobre a defesa na mudança no critério de escolha do procurador-geral da República. Em posição divulgada por sua assessoria, Temer disse que pretende manter a tradição de escolher o mais votado da lista tríplice do Ministério Público Federal e ressaltou que “quem escolhe o procurador-geral da República é o presidente da República”.

Em sua declaração, Moares defendeu que o governo federal não nomeie obrigatoriamente, para a chefia da Procuradoria-Geral da República, o mais votado em uma lista tríplice por integrantes da carreira. Ele disse ainda que o poder do Ministério Público é grande, mas não pode ser “absoluto”. Depois do “desencontro”, através de nota o ministro disse que não falou com o presidente interino Michel Temer sobre a proposta de alteração no processo de escolha do procurador-geral da República e que, “tão somente fez uma análise da previsão constitucional que garante plena autonomia da Chefia do Ministério Público da União”.

Na terça-feira, foi a vez do ministro da Saúde, o paranaense Ricardo Barros afirmar que era preciso “rever o tamanho do SUS” porque o Estado atual não tem condições de suportar todas as garantias previstas na Constituição. Barros afirmou que seria necessário repactuar, “como aconteceu na Grécia que cortou aposentadorias, e em outros países que tiveram que repactuar as obrigações do Estado (saúde é uma delas) porque ele não tinha como sustenta-las”. Mas, ontem, em sinal claro de recuo (e talvez de “puxão de orelha”) o ministro da Saúde, afirmou que o SUS “está estabelecido” e que não vai rever (ou mudar) as coberturas do sistema que são constitucionais.

Nos dois casos, da Justiça e da Saúde, ficou evidente que a palavra dos ministros não encontrou eco no presidente interino Michel Temer que já assumiu que não é candidato a reeleição em casa de assumir definitivamente a Presidência – pelo menos em primeira análise – e que não tem “problemas” com a impopularidade. Porém, também não quer ser tão impopular assim a ponto de criar celeumas como uma mudança drástica com “cortes” profundos em questões tão delicadas como a saúde. E, para evitar maiores desconfortes e polêmicas absolutamente desnecessárias, é vital que os ministros combinem (e peçam aval) as suas declarações, especialmente aquelas que atingem em cheio a opinião pública… Chega de “mais do mesmo”!

De forma incomum, estou adiantando o editorial de domingo da Gazeta do Paraná para fazer correção ao erro que cometi ao fazer a manchete de ontem. Por erro de digitação, escapou “Mirelles” ao invés de “Meirelles”. Por respeito aos nossos leitores e também à tradição do jornal, é preciso, além de corrigir, admitir o erro. Feito o registro e o reparo, aproveito o ato falho para propor uma reflexão que segue…

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“Mirelles”, o que fazer diante de um erro?

 

Perceber que um erro “escapou” à correção ou passou despercebido na digitação é, sem dúvida alguma, frustrante para todo jornalista da área de impressos ao ver seu trabalho na rua no outro dia. E aí, o que fazer? No caso dos impressos, não há o que fazer. Depois de impresso e distribuído, não há como corrigir o erro a não ser reconhecer e admitir o erro, restabelecer o correto e recobrar a atenção para que novos erros não se repitam. Isso inclui mudança de posturas e rotinas. Não há demérito em reconhecer os erros. Assim, o título da manchete de ontem – Para Mirelles, se CPMF voltar será “temporária” – sábado, está errado. O correto é “Meirelles”.

Reconhecido o erro e feito o reparo, o exemplo (da própria carne) serve como reflexão para outros erros que o Brasil vem acompanhando e aguardando reconhecimento e reparação. Como registrado inicialmente, não há demérito algum em se reconhecer o erro. O demérito vem quando, mesmo diante do flagrante erro, se tenta “maquiar”, esconder e ainda, jogar a responsabilidade para terceiros.

Hoje, no Brasil, agora sob o governo interino de Michel Temer, se assiste uma avalanche de declarações, de todos os lados, atribuindo erros e culpas a terceiros. Ninguém veio a público dizer que o impeachment de Dilma, a crise econômica e de credibilidade do Brasil e suas instituições foi ‘minha culpa’ ou é resultado de ‘erros que cometi’. Ninguém assume nada. Do maior ao menor, todos se esquivam e as mazelas nacionais, talvez, vieram do “além”…

Pelas redes sociais, tem sido compartilhada uma entrevista concedida pelo senador Cristovam Buarque (PPS), na qual, o político de rara voz e consciência lúcida declara: “estamos nisso por causa de erros que nós cometemos; eu disse nós! Claro que tem uma hierarquia dos erros. A presidente Dilma, eu colocaria em primeiro lugar, junto com o presidente Lula, o Partido dos Trabalhadores, os outros partidos da base e a oposição também; eu também”. E completou: “Quando um país chega a fazer impeachment, é porque nós todos que fazemos política, erramos. Então, minha mensagem é que vai ter eleição esse ano, não errem tanto”. Vai ter eleição em 2018, não errem tanto”.

Assim, caro (e)leitor, com sua devida permissão, usando texto em primeira pessoa, “peço perdão pelo erro flagrante na manchete de ontem”. Há compromisso de todos, especialmente deste editor, em redobrar a atenção e cuidado (pessoal e profissional) em buscar o aperfeiçoamento e caminhar rumo à perfeição, mesmo que seja um objetivo utópico para alguns. Da mesma forma, o Brasil e sua gente, aguardam maior e urgente lucidez dos políticos e gestores públicos em se reconhecer os erros e repará-los antes que seja realmente tarde demais.

Pelo menos não deveria ter festa diante da triste situação nacional. Tirar a PRESIDENTE da República do seu cargo, independente dos motivos, é dia de lamentar, de ter vergonha da situação em que o país chegou ou que a gente deixou ele chegar. Pior, hoje é 13 de maio. Alguém lembrou o que significa? É, Dia da Abolição da Escravatura… Será que 12 de maio vai ter sentido libertador? Será lembrado como dia de “alforria”? A história vai dizer.

E, para quem me ataca por eu ter posição clara e definida – e nem por isso saio atirando contra tudo e todos -, quero lembrar também que o fato de Temer não ter chamado nenhuma mulher ou negro para seu ministério, para mim pouco importa. Decência, competência, honra, honestidade e inteligência não tem cor ou sexo…  Mas, se posso homenagear negros e mulheres, faço através do reconhecimento do talento incontestável da cantora baiana Sarah (gospel) que tem um swing e uma inteligência em suas canções como pouco se encontra.

Por fim, no editorial publicado hoje na Gazeta do Paraná, uma reflexão de que não há vencedores neste cenário nacional… De certa forma, todos perdemos!

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Acesse o site da cantora Sarah e conheça um pouco da beleza de sua voz e da mensagem que canta e encanta: www.sarahoficial.com

 

Sem vencedores…

 

Em Cascavel, como em outras cidades pelo País, acredite, o resultado da votação que determinou o afastamento temporário de Dilma Rousseff da Presidência da República, por volta das 6h30 da manhã de ontem, foi saudado com queima de fogos. Seria isso motivado por “ódio” à petistas que manteve “presidenta” em seu vocabulário “dilmal”? Seria ódio do PT e a conversão desastrosa de sua identidade história com os trabalhadores e o trabalhismo em um partido de poder pelo poder? Certamente, não!

Naturalmente, muitos extravasaram o descontentamento e desilusão com sua própria frustração pessoal com sua atual situação. Dez entre dez brasileiros, hoje, estão lutando para preservar seus empregos, fazendo malabarismos para fazerem frente às contas do mês e “andando para trás”, em alguns casos, voltando para moradias mais simples e menores, carros mais populares e velhos para não perderem tudo para a “busca e apreensão” ou
“despejo”. Empresários, que há três ou quatro anos atrás estavam animados com seu crescimento e expansão dos negócios e que foram obrigados a “encolher” novamente, também bradaram com a proclamação do resultado no Senado. Há, inegavelmente, uma “brisa” bem suave de esperança com a mudança de comando, mesmo que os atores e agentes sejam bem conhecidos e, até outrora, membros do mesmo governo. A farinha, sem dúvida, é do mesmo saco, mas os ingredientes, se espera, sejam outros mais fortes, menos “estragados” e com sabor menos amargo. Por isso, a comemoração.

A maioria dos que ‘festejaram’ a saída provisória (que tem grande chance de se tornar permanente) de Dilma não tem cor ou bandeira partidária, nem estão ligados a movimentos sociais e sindicais, são brasileiros comuns que estão cansados de arrogância, insensatez, enganação e corrupção. Não que isso não vai estar presente no “novo” governo com Temer, mas, a empáfia, por hora, dá uma trégua. A Lava Jato, como outras operações ao longo da Era Petista, mostraram que a corrupção existente antes da chegada de Lula ao Planalto em 2003, não foi combatida e extirpada. Antes, porém, foi “aperfeiçoada” e “institucionalizada” para financiar projetos pessoais e de grupos em detrimento da nação. Dizer que “eles também faziam e nós fazemos menos” ou “não foi a gente que começou” não serve como argumento e ainda se poderia enumerar uma série de argumentos para mostrar que não há “santos” e “incólumes” neste cenário degradante.

Dilma perdeu apoio popular e político e as tantas conquistas que dizem ter alcançados desde 2003, inegavelmente, esfarelaram. Dizer que agora o governo Temer ameaça direitos trabalhistas e sociais é zombar da inteligência alheia. Sem emprego, como bem sabem os 11  milhões de desempregados, segundo os números oficiais  – realidade é bem maior – não há ameaça. Sem emprego, simplesmente não há direito trabalhista…

E, por fim, mesmo com a queima de fogos, não há motivo para festejar, apenas lamentar. Nesta página da história brasileira, todos perdermos! E não faz diferença se hoje é “sexta-feira 13”.

Com o afastamento de Dima Rousseff da Presidência da República, há quem jure que o Brasil vira uma página da história e que teria chegado ao fim o “lulopetismo”. Acredito que a Era Lula, sem dúvida está fadada ao fim, já o PT ainda tem força com os movimentos sociais e pode se reorganizar para 2018 com força política e militância para fazer muito barulho ainda. O que, sem dúvida, vamos ter uma trégua não nos “marcos dilmais”. Fora do poder e sem microfones à sua frente, Dilma, que já estava tomando mais cuidado com seus pronunciamentos, tendo abandonado os “improvisos”, não será mais ‘castigada’ pelo ‘dilmês’ que alcunhou algumas pérolas nos últimos anos… No editorial desta quinta-feira da Gazeta do Paraná, lembranças e algumas análises dos ‘marcos’ do Governo Dilma!

 

Quais são os marcos?

Saudação a mandioca, ao milho, à “mulher sapiens”, metas não estabelecidas mas dobradas, deboísmo (A assessoria de Comunicação do Ministério do Trabalho abriu uma polêmica nas redes sociais ao publicar no Twitter um post com um desenho de um bicho-preguiça afirmando que a pasta aderiu ao “deboísmo”. Autointitulado uma “filosofia de vida”, o movimento, que surgiu no Facebook, divulga memes pregando a tolerância e tem um bicho preguiça com símbolo), Arca de Noé (Em discurso durante cerimônia de entrega do XXVIII Prêmio Jovem Cientista em Brasília, Dilma disse que a ciência leva melhores condições de vida às pessoas desde a Arca de Noé, famosa passagem bíblica), criança comparada a um cachorro, estocagem de vendo e outros…

Estes, por enquanto, são os conhecidos “marcos” que presidente Dilma Rousseff está deixando. Há também o aumento da energia elétrica, a volta da inflação e os escândalos dos ministérios em seu primeiro governo e a Lava Jato que, como nunca antes na história deste país, está mostrando a lama da corrupção que se acumulou debaixo do tapete de dos governos petistas e, claro, dos que os antecederam.

Neste contexto da Lava Jato, por exemplo, ainda tem o “vazamento” – controverso, mas providencial, das conversas entre Dilma e Lula que mostraram, flagrante e incontestavelmente, que tratavam das suas “confusões” imobiliárias (tríplex, sítio e etc) como quem trata de assuntos de fundo de quintal, mandando e desmandando (ou pelo menos querendo) em tudo e em todos. Se Moro ‘errou’ ao permitir o vazamento, fez o favor de mostrar um pouco do que a população “jamais imagina” que acontece. Fez com que o Legislativo, mesmo ainda sob o comando de Eduardo Cunha, e o próprio Judiciário, personificado pelo STF (Supremo Tribunal Federal) acordasse e rebuscasse sua independência. Há, sem dúvida, no Brasil de hoje, desarmonia dos poderes e interdependência corrosiva, porém, novos ares – ainda com aromas viciantes e viciados – começam a sobrar sobre o país. A Câmara não acelerou o processo de impeachment. O Brasil era que estava acostumado com sua morosidade. Os deputados “apenas” trabalharam e cumpriram com seu papel – sem se ater ao mérito. No Senado, o mesmo está acontecendo. Não há açodamento, mas “normalidade” que fez com que muita coisa tivesse “aparência” veloz. O Brasil tem pressa em virar esta página, não por derrubar este ou aquele, mas porque a situação insustentável precisa ser revertida, a água parada de Brasília precisa ser extinta, junta com suas larvas e insetos indesejados… O Brasil precisa, sim, de novos e alvissareiros marcos… Chega de “memes”, piadas e ironias… O Brasil precisa de vacinas, remédios e ação para se recuperar… Antes tarde, que mais tarde!

Na verdade é preciso deixar “brincadeiras” de lado em um assunto tão sério como este do impeachment de Dilma Rousseff, que também se transformou em um impeachment de “Lula” e do “PT”. É fato que Dilma foi eleita de forma legítima em uma votação apertada que, literalmente, dividiu o Brasil. Também é fato concreto que Dilma não conseguiu impor seu governo de forma a construir a unidade nacional e cortar seu cordão umbilical com Lula que, além de fragilizar, acabou por minar o poder de decisão da presidente… Mas, as manobras para tentar impedir o impeachment tem se configurado artimanha ainda mais promíscua que as acusações levantadas pela diminuta base de Dilma que se  procede um “golpe” à democracia. A história mostra que nem Dilma, nem Lula são “ícones da luta pela democracia”, mas, sim, simbolos de um projeto de poder… Mas, o Maranhão, com sua “maranhada” ganhou a cena do início da semana… Confira o editorial publicado nesta quarta-feira, na Gazeta do Paraná.

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Se não foi brincadeira, o que foi?

E o “Macaco Simão” está mesmo na eminência de perder o cargo de “Esculhambador Geral da Repúblicva”. No país da piada pronta, o presidente interino da Câmara, Waldir Maranhão, veterinário por formação, conseguiu “esculhambar” o que já não se imaginava ficar pior. Sua decisão de “anular” as sessões da Câmara e, por consequência, o processo de impeachment autorizado pelos 367 deputados, não teve explicação, nem pé, nem cabeça, assim como a sua decisão de anular a decisão que tentava anular o processo. As conversas com o governador do Maranhão, Flávio Dino (PCdoB), e com o advogado-geral da União, José Eduardo Cardoso, não ajudaram Maranhão a fundamentar e sustentar sua decisão.

A trapalhada deixou para trás “Didi, Dedé, Mussum e Zacarias”… E a as redes sociais ainda flagraram Maranhão indo ter um “dedinho de prosa” com Lula, no famoso hotel. Lula deve ter reclamado que não deu “tempo de reorganizar” a bagunça no Planalto e na Alvorada. Temer, assistiu tudo de camarote no Jaburu, tendo a certeza de que Dilma não poderia estar pior assessorada e o Brasil pior governador. Mas, caro (e)leitor, Temer é parte da bagunça e seu governo não será menos desastroso, a não ser que ele tenha coragem de tomar decisões que se sustentem por si mesmo.

Pior ainda que a “maranhada”, sem demérito algum ou desrespeito aos bons maranhenses, é assistir um “tipo de caos” se instalando no país. Em vários pontos da nação, ontem, confrontos, barricadas, barreiras e ações sem nenhum espírito cívico ou democrático produziram baderna e mais prejuízo interno e externo ao Brasil. “Não vai ter golpe, vai ter luta”. A frase é tardia. Deveria ter sido proferida logo depois da eleição de 2014, ou ainda antes, para que todos os candidatos – incluindo Dilma – alertasse a não sobre as reais condições do governo, da economia, da política. Hoje, o golpe já está dado em quem perdeu o emprego, em quem teve que aceitar corte no salário para não ter demitido – mesmo com o custo de vida subindo 15%, 20% e 30%. O golpe foi dado no aumento da energia elétrica, no combustível, no juros… Quem perdeu casa, carros e outros bens porque não conseguir honrar compromissos com financiamentos foram “golpeados” sem dó… E para eles, vai ter luta? E que tipo de luta é essa?

Não se viu ou ouvir uma luta com ações para recuperação do país, mas, somente um ‘luta’ para um partido se manter no poder, mesmo contra tudo e todos. Será que hoje seriam os mesmos 54 milhões de votos em Dilma? Nenhum eleitor dela mudou de ideia? Não se faz, aqui, defesa de bandeira “A” ou “B”, mas uma breve leitura da realidade contra a qual ninguém luta. Todos, por enquanto, têm lutado pelo “poder”… E isso, realmente, não é brincadeira. É piada de muito mal gosto, não Waldir Maranhão?

A Câmara de Cascavel protagonizou nesta terça-feira, um daqueles debates de importância questionável. Perdeu-se tempo, ontem, discutindo se no projeto que trata de políticas públicas da mulher deveria se usar “presidente” ou “presidenta”. Ora… Nem merece comentário… Tanta coisa séria e urgente para debater, cobrar e fiscalizar e os nobres parlamentares pedem até votação nominal para saber quem concorda com “ente” ou “anta”… Respeitar a mulher por sua importância na família e nos diversos setores da sociedade não se traduz em apontar que aquela cidadã é “presidenta” do conselho ou de qualquer outra entidade… Lamentável!