Invariavelmente, a TIM e a Vivo me deixam na mão, claro, não tendo sinal nem para mandar um oi para ninguém… Brincadeiras e trocadilhos à parte, o fato é que a telefonia móvel no Brasil é uma vergonha… Tira a paciência e o dinheiro do consumidor sem revolver o problema, especialmente, porque nós, cidadãos mais que comuns não temos ‘amigos/companheiros’ com poder de fogo e a “caneta cheia” dentro das operadoras e da agência reguladora. Se tivéssemos, certamente uma antena teria sido instalada aí no quintal da sua casa ou na sede da sua empresa… “Feliz é o Lula”!

Confira editorial da semana passada (18/02) da Gazeta do Paraná que explica melhor a felicidade do ex-presidente e a Dona Marisa ou o “chefe” e a “madame”.

lula

“Amigos para sempre”

O Brasil é mesmo um país engraçado, caracterizado ainda pelas “laranjas”, “bananas” e “abacaxis” na cabeça da Carmen Miranda. E como nos falta “seriedade”, as pérolas produzidas aqui são inigualáveis. No país do “todo mundo sabe” mas que não tem como provar, os “reis” e seus “amigos/asseclas” continuam nadando na riqueza enquanto o povo vai afundando na lama e na miséria.

A mais recente notícia nababesca – que não será a última –  foi a de que o “amigo” do ex-presidente Lula, o ex-sindicalista José Zunga Alves de Lima foi o responsável por conseguir a instalação, em 2010, de uma antena de celular da Oi próxima ao sítio frequentado pelo petista e sua família em Atibaia, no interior de São Paulo. Segundo a reportagem da Folha de São Paulo, de acordo com pessoas que acompanharam a operação, Zunga, funcionário da Oi, fez gestões internas na empresa para que a antena fosse colocada como um “presente” para o petista. Na Oi, o pedido foi conduzido pelo então diretor João de Deus Pinheiro Macedo e teve aval de Otávio Marques de Azevedo, presidente da AG Telecom, uma das controladoras da Oi e parte do grupo Andrade Gutierrez.

A Andrade é acusada de participar do esquema de corrupção na Petrobras investigado na Operação Lava Jato. Azevedo, principal executivo do grupo, ficou preso por quase oito meses e é réu sob acusação de corrupção e lavagem de dinheiro. As acusações que, por enquanto, não envolvem a Oi. A instalação da torre próxima ao sítio pela Oi foi revelada nesta semana pelo jornal “Valor Econômico”.

Para construir a antena, a operadora – que tem o BNDES e fundos de pensão estatais como sócios – precisou alugar um terreno a cerca de 100 metros da entrada da propriedade rural frequentada pelo presidente. Cálculos de engenheiros de telecomunicações indicam que a obra custou cerca de R$ 1 milhão entre equipamentos, licenças e taxas.

A antena da Oi é mais um indício, difundido por testemunhas ouvidas pela Folha e depoimentos colhidos pelo Ministério Público de São Paulo, de que uma espécie de consórcio informal de empresas dirigidas por amigos do ex-presidente bancou obras e melhorias no sítio. Segundo a Anatel, a antena está equipada com tecnologias 2G e 3G, que permite chamadas de voz e acesso à internet. Só as estações da Oi espalhadas pela área urbana de Atibaia têm a mesma especificação. Nenhuma concorrente –Vivo, TIM, Claro e Nextel– cobre a zona rural da cidade.

E, “concluindo”, caro (e)leitor, todos os envolvidos são “inocentes” até que se prove o contrário (e como é difícil enfrentar a lei brasileira) e se você não tem amigos junto as operadoras de telefonia fixa, móvel e provedores de internet, continue reclamando. Quem sabe, um dia, alguém também lhe dê um presente!

Diz-se que não se deve discutir política, futebol e religião… Verdade… Política deve ser praticada com decência; futebol deve ser jogado com arte, técnica e determinação; e, finalmente, e não menos importante, religião é uma questão pessoal… Melhor que discutir religião é viver fé com coerência…

Mas, aproveitando o ensejo da “crise” brasileira e também do FCC – esperança cascavelense na elite do futebol do Paraná, refletir é bom… bem melhor que discutir… Confira o editorial  deste sábado da Gazeta do Paraná…

Nem sempre quem é o dono da bola sabe exatamente o que fazer com ela!

Nem sempre quem é o dono da bola sabe exatamente o que fazer com ela!

 

 

Trocar o “chefe” resolve?

No Brasil, há tempo, se discute a troca de comando no Palácio do Planalto. O impeachment da presidente Dilma Rousseff, que comanda o quarto mandato consecutivo do PT, tem sido palco de batalha, discursos e até de esfarrapadas esperanças. Porém, outras linhas de pensamento trazem outra vertente também pertinente: mudar o chefe sem troca de peças e, especialmente, de comportamento e atitude não resolve nada.

E o brasileiro entende bem desse assunto quando relacionado ao futebol. Quando um time está em baixa, a primeira cabeça que rola é a do treinador, o “professor” acaba pagando pelo mau desempenho da equipe, pela ausência de vitória que, de fato, é o que realmente importa no meio. Porém, o “professor” pode ensinar direcionar e oferecer os melhores caminhos e se o elenco não “decidir” fazer o melhor e cumprir o que lhe é determinado, esqueça: nada muda!

Por outro lado, há uma linha de raciocínio que diz que o técnico (professor, comandante ou presidente) precisa ter sensibilidade para montar o “quebra-cabeça” e colocar cada peça (jogador, secretário ou ministro) no seu devido lugar para fazer a máquina funcionar de forma adequada para produzir os resultados necessários e esperados. Mas, ainda há que se considerar que se não há peças com “qualidade mínima”, então o “milagre” fica ainda mais difícil talvez, impossível.

Em Cascavel, a notícia da semana no meio esportivo foi o “rebaixamento” do técnico Charles Gbeke que agora é o novo auxiliar do “professor” Karmino Colombini que assumiu o comando do FCC depois de três rodadas onde a Serpente teve um desastroso desempenho com duas derrotas e uma vitória. E que um time que em apenas três jogos sofre 9 gols, precisa mesmo de mudanças. Agora é esperar o desempenho do time contra o Londrina, no domingo para conferir se algo mudou, especialmente na atitude do grupo em campo. Contudo, o Tubarão não é uma parada dura e há quem diga que a nova derrota é uma grande possibilidade. Será?

E, voltando para esfera política federal, recentemente, a “professora” Dilma fez trocas, mexeu nas peças do primeiro escalão na esperada reforma ministerial que, até agora não surtiu nenhum efeito. O “time” do Planalto continua perdendo o jogo contra a crise e a grande “torcida brasileira” continua absolutamente insatisfeita com a “técnica” e seus “jogadores”. Na próxima semana os “folgados” parlamentares voltam ao campo do Congresso Nacional onde o jogo vai recomeçar e, aí, promete a “professora” mudanças positivas foram prometidas. E quem acredita?

politicoE então o Brasil começa a funcionar depois do Carnaval… E antes, funcionava? O fato é que o “brasileiro comum” nunca para de trabalhar… Se parar não come, não (sobre)vive… Nos palácios do poder isso é um pouco diferente, seja em Cascavel, Curitiba ou Brasília, não é? No editorial ‘pós-carnaval’ da Gazeta do Paraná pontos interessantes para uma boa discussão (de ideias)…

 

E agora? O que vai começar?

E então o Brasil vai começar a girar… Pelo menos esse é o dito popular: “o Brasil só funciona depois do carnaval!” Porém, muita coisa continuou e vai continuar exatamente igual. Depois do carnaval de 2013, 2014 e 2015, o balanço dos acidentes na BR-277 foi o mesmo. Alguns números diferentes, mas a imprudência e a falta de duplicação na principal rodovia do Oeste ainda continuam ceifando vida, mutilando pessoas e famílias e também o “bolso” (pedágio exorbitante) da população oestina, do Paraná e de qualquer outro rincão que não tem rota alternativa para chegar, por exemplo, a Foz do Iguaçu.

Em Cascavel, a Câmara de Vereadores já voltou ao trabalho, ainda antes do Carnaval e o que há de novo? Por enquanto nada! Uma “fiscalização” de asfalto aqui, uma visita à unidade de Saúde ali e solução efetiva de problema ainda no discurso. Cascavel continua com seus “23” vereadores com Mário Seibert e Paulo Bebber afastados do mandato por ordem judicial, mas ainda recebendo seus salários (R$ 9,6 mil) sem trabalhar e onerando um pouco mais os cofres públicos. E as obras do PDI (Programa de Desenvolvimento Integrado) financiadas pelo BID seguem com pouca gente entendendo como, de fato, todo este projeto vai beneficiar a sociedade hoje e amanhã. Por enquanto, só há reclamação – toda obra causa transtorno natural e, sem entender como vão funcionar as coisas, a reclamação acaba sendo sempre maior.

No Paraná, os cofres do governo vão sendo abastecidos pelo IPVA, que neste ano chegou bem mais cedo ao bolso do contribuinte que, se não foi previdente e ‘pulou’ menos neste carnaval, vai fazer crescer a inandimplência e lotar pátios dos Detrans porque a fiscalização não vai dar trégua para que todos fiquem em dia com sua “par$ela” com o Tesouro Estadual. Enquanto isso, o ano letivo de 2015 vai sendo concluído agora, já comprometendo 2016, isso, se nenhuma nova paralisação azedar as relações entre os professores e o governador Beto Richa.

Em Brasília, o ‘carnaval’ ainda não acabou. A ‘turba’, oficialmente, só volta a trabalhar dia 16, ou seja, na terça-feira da próxima semana, enquanto nos bastidores todos correm para tentar aplacar seus asseclas e garantir o menor prejuízo político (Dilma x Cunha), porque prejuízo financeiro estes não têm. Brasília continua sendo a ilha da fantasia onde falta dinheiro para o resto do Brasil, mas sobra para bancar as mordomias e “sucessos” pessoais e empresarias dos “notáveis”, sejam da situação, independentes ou da oposição.

Por isso, tem coisa que vai continuar não funcionando e outras vão funcionar do mesmo jeito que era antes do carnaval… Mas, para os municípios há uma esperança. 2016 é ano eleitoral em que o cidadão pode dar uma resposta rápida e direta à prefeitos e vereadores que foram e continuam incompetentes no exercício dos seus mandatos, não é mesmo?