A história de que existem remédios amargos, mas necessários, como recentemente disse a presidente Dilma Rousseff é do tipo que não dá para contestar. Porém, para ser eficaz, os componentes da medicação precisam ser exatos em suas medidas, bem como “verdadeiros”. E para entender isso, basta comparar a composição da velha e “repugnante”, mas “milagrosa” “Emulsão Scott”, o velho óleo de fígado de bacalhau que aterrorizou a infância de muita gente, mas era garantia de saúde e e reforço vitamínico a quem consumia. Agora, nova composição deixou o produto ‘saboroso’, mas eficácia nem de longe é a mesma. Talvez por isso, seguindo na comparação, é que os ‘remédios’ aplicados pelo governo Dilma contra a crise, até agora, não fizeram efeito, embora possuam até “boa embalagem”.

scott2

“Emulsão Scott” neles!

Sem norte, sem posição e com sua credibilidade política e administrativa em “frangalhos’ – sem nenhum demérito aos frangos – o Palácio  do Planalto dá um passo para frente e três ou quatro para trás. Mal anunciou seu novo pacote de medidas para salvar as contas públicas e contornar a crise, e já tem que recuar. E o recuso mostra, no mínimo que os cálculos estavam errados quanto a aceitação e articulação política necessária para aprovar as medidas no Congresso.

A começar pela volta da CPMF, quando mais uma vez a presidente Dilma tem que engolir seus discursos anteriores à reeleição de 2014, o governo petista se debate de forma cada vez mais perigosa no foço (sem fundo) de areia movediça que ele mesmo produziu. Isto faz lembrar o velho “óleo de fígado de bacalhau”.

Na história de muitos, é possível identificar, na infância ou na rotina dos pais ou avós, o hábito de utilizar diariamente, uma colherada grande da “Emulsão de Scott”, que até hoje se encontra disponível no mercado. Porém, sua composição atual está muito distante daquela do puro óleo de fígado de bacalhau. No rótulo de hoje, a velha “Emulsão” contém óleo de soja, sabor artificial, entre outros aditivos nada recomendáveis, além do desejável óleo de fígado de bacalhau – cuja proporção não se encontra especificada. A ideia do óleo até pareça nojento consumir, uma boa razão levou seus avós e bisavós a terem usado: ele é uma excelente fonte de benefícios para saúde. Quem tomou a “colherada” vai lembrar que o gosto da verdadeira “Emulsão” era absolutamente repugnante, mas os efeitos benéficos compensavam o sacrifício. O mesmo produto, com dezenas de novas marcas, embalagens e sabor, hoje, apesar de manter a “fama”, não tem a mesma pureza e eficácia, logo, não passa de um engodo.

Assim tem sido a eficácia das medidas anunciadas pelo governo. Não tem a “pureza” do produto original que produzia efeitos e proporcionava “saúde”. Agora, tudo bem maquiado, com produtos adicionais para disfarçar o sabor e, do remédio original que era bom nem o gosto amargo tem mais, que dirá a eficácia. Por isso mesmo, é possível recuar, mudar e até eliminar algumas medidas que, de fato, pouco ou nada alterariam o quadro atual.scott

Porém, o resultado disso é que para o povo, sobra a “amarga” e pesada conta para pagar todos os meses, aliás, todos os dias. Poder de compra o brasileiro não tem mais, renda mínima é um sonho (ou pesadelo) e a qualidade de vida é apenas uma figura de linguagem que ninguém mais conhece, a não ser, é claro, alguns “amigos do rei” que ainda não foram pegos pela Lava Jato, mas isso nem faz tanta diferença. O Zé Dirceu, mesmo preso (em casa) faturou milhões com suas consultorias…

Não vou compartilhar o vídeo com as “sabias” palavras do cantor Fábio Jr, o “rei dos casamentos” – casou tantas vezes que perdeu a conta e a noção do  que significa casamento e família” – porque já viralizou na rede… Mas, como muitos já disseram, deixando de lado a falta de educação do cantor e do povo que o assistia, é preciso concordar com a manifestação e revolta. Pior é que, para um povo que tem que ter como ‘porta voz’ alguém como o cidadão em questão, imagine-se, então, a pobreza que nos encontramos… Parafraseando o ‘guru’ de Dilma, passamos por um vexame como nunca aconteceu, “antes na história deste país”… Todos queremos ver a Pátria Amada passada a limpo…

 

Pátria, que te quero limpa! (Editorial Gazeta do Paraná, 06/09/15)

Quando Evaristo da Veiga escreveu e D. Pedro I musicou o “Hino da Independência”, certamente, estava nascendo um sentimento “genuinamente” brasileiro e patriótico, mesmo que os interesses que levaram o Brasil a declarar (e pagar) sua “independência” de Portugal não sejam tão diferentes daqueles que, hoje, trazem à nação o rubor: dinheiro e poder!

“Os grilhões que nos forjava/ Da perfídia astuto ardil…/ Houve mão mais poderosa: Zombou deles o Brasil.” O memorável 7 de setembro de 1822, na verdade não foi bem como o imaginário popular desenha até hoje. E note, caro (e)leitor, que os grilhões pérfidos (sem fé, que faltam com a verdade) que de forma astuta e ardilosa zombava do Brasil àquela época – que vinham de Portugal, não são diferentes ou menos danosos que a corrupção instalada hoje, nas entranhas do governo da “Terra de Vera Cruz”. O que também não muda, é o bordão “brava gente brasileira”, porque tanto nos idos de 1800 como nos de 2013, 14 ou 15, é preciso coragem e bravura para enfrentar as dificuldades impostas por quem “explora” o Brasil.

O famoso quadro que traz a imagem de D. Pedro I desembainhando a espada no alto do Ipiranga, uma das representações mais populares da história do Brasil, estabelecendo o “marco zero” da Independência, é apenas fruto da imaginação de um artista que nem mesmo tinha nascido no momento em que o episódio ocorreu, constatação que é uma unanimidade entre diversos e renovados historiadores.

O Brasil chega a mais um aniversário de sua independência, totalmente “aprisionado” por estruturas corruptas criadas e nutridas porque deveria manter a “pátria livre ou morrer pelo Brasil”. Chega-se ao “marco” da Independência, a grande data história brasileira com um civismo raquítico e um patriotismo anêmico, completamente desnutrido por um governo que tem projetos de poder e de não de povo. A “mãe gentil” anda entristecida, sem poder contemplar “raios de liberdade no horizonte”.

Atualmente, a Presidência da República, temporariamente ocupada por Dilma Rousseff – temporário porque o cargo não é vitalício, embora o PT tenha um projeto para se manter no poder por pelo menos 30 anos, segundo fontes oficiosas, é sinônimo de chacota, com a “república da mandioca” e as “metas que não se estabelecem, mas se dobram a partir do dentifrício”. É também a “casa dos ignorantes”. Tanto Dilma quanto Lula, sempre “juram” quem não sabiam de nada que acontece e aconteceu em seu governo quando bilhões e bilhões foram roubados e sustentaram esquemas de propina que alimentaram campanhas eleitorais e sucessos empresarias sempre coroados de êxito a custa do dinheiro público.

Amanhã, segunda-feira, 7 de setembro, é dia de… “continuar a festa de domingo; dormir até mais tarde ou levantar mais cedo para fazer fogo na churrasqueira e – quem pode – fazer um a carninha”. Infelizmente, as iniciativas cívicas e realmente patriótica se resumem a alguns protestos de alguns heróis… Porém, quem já não acreditava no “Grito do Ipiranga”, agora, nem acredita mais nas instituições oficiais…

É fato que as rodovias pedagiadas do Paraná são uma piada muito sem graça. O exorbitante valor cobrado no famoso “anel de integração” já tirou dinheiro suficiente do bolso dos paranaenses para duplicar, triplicar as rodovias, porém, nada aconteceu. Contudo, como escrevi no editorial desta quinta-feira, pouco adiantam as obras de “segurança” que tanto se cobra, se os condutores não colocarem a mão na consciência de forma urgente, passarem a ter real respeito à vida, se não pela sua, pelo menos pela de sua família e dos outros…

 

Deveres intransferíveis!

Não é a primeira vez que a Gazeta do Paraná faz cobranças ao Governo do Estado e à Viapar, concessionária que fatura milhões todos os anos, sobre a necessidade urgente, também, da duplicação da rodovia que tem se somado ao “Corredor da Morte”, a BR-277, em número de acidentes, vítimas fatais, feridos graves e grandes prejuízos ao conjunto da sociedade. Na manhã de ontem, um acidente envolvendo três veículos comprova, mais uma vez a necessidade da duplicação da via que faz a ligação do Oeste e Sudoeste com o Norte e o Centro-Oeste do Paraná.

Já existem diversos estudos e estatísticas que comprovam que a duplicação das rodovias, no plano material, é a ação mais efetiva para ampliar a segurança e o fluxo do tráfego. Manter a sinalização adequada e correta não pode ser considerado “grande investimento”, isso é tarefa e obrigação mínima que as concessionárias têm que cumprir, bem como a manutenção da pista de rolamento e do acostamento. Obras, sim, são terceiras faixas e a conclamada duplicação.

No Oeste do Paraná, as BR-277, 163 (essa ainda não privatizada e de responsabilidade integral do governo federal) e a 369, são gargalos conhecidos e “esquecidos”. Em quase 20 anos de exploração do pedágio nas rodovias do Paraná, muito já poderia e deveria ter sido feito, porém, diante do que já foi arrecadado, “nada” foi feito. Na BR-277, sequer completaram a duplicação entre Cascavel e Foz do Iguaçu. E, na BR-369, sem se cogitou discutir a questão e, enquanto isso, vidas vão sendo ceifadas, prejuízos acumulados e o sistema de saúde cada vez mais carregado pela necessidade de atender as vítimas. E, no final das contas, além do pedágio, o cidadão tem pagar por toda essa conta…

Mas, e quando a rodovia é duplicada, como no caso da BR-467, e os acidentes e mortes continuam acontecendo? Primeiro, é preciso reconhecer que a gravidade dos acidentes diminuíram, bem como o número deles. Porém, algo que obras não mudar, a não ser a consciência de cada cidadão, é a obediência às leis de trânsito e às normas de segurança. O motorista imprudente e inconsequente provoca acidentes, colocando a sua própria vida, a de sua família e de terceiros em risco em qualquer via, seja ela bem sinalizada, com terceiras faixas e duplicadas ou não.

Cobrar obras que já deveriam estar prontas é obrigação, bem como executá-las. Mas, ser consciente e respeitar a vida em qualquer situação é um dever pessoal e intransferível.