Semana passada, no editorial da Gazeta do Paraná, fiz um reflexão sobre o atual estado de “greve” do Paraná… Será que tem alguma coisa a nosso favor, a favor do povo!?

 

 

E se o povo fizer greve?

 

O “pós-carnaval” ainda não fez o Brasil, de fato, começar a girar. O que se tem observado é a “inércia” do nada… Nada a favor do povo. As greves do funcionalismo público em “nada” ajuda a população. Aulas em atraso, saúde ainda pior, serviços como os do Detran mais lentos que a morosidade habitual e nada de notícia que diga ao cidadão: as coisas vão melhorar!

Se na esfera estadual e federal os impostos e taxas, bem como os produtos com preços controlados pelo governo como os combustíveis, tudo vai subindo (juntos com os juros ao consumidor e a inflação), na municipal, depois do reajuste do IPTU, agora vem a “campanha” para volta da cobrança da taxa de sinistro ou a “taxa dos bombeiros”. E a carga sobre o trabalhador vai pesando. Porém, em sentido oposto, os serviços públicos ficam cada vez mais distantes e de qualidade questionável.

Em Cascavel, apesar de “alguns números” até serem favoráveis, a ‘insegurança pública’ continua deixando o cidadão de bem apreensivo. O Cadeião da 15ª SDP (Subdivisão Policial) permanece um barril de pólvora com estopim curto e aceso. O clamor da sociedade para que providências sejam tomadas em favor da segurança de todos remonta há décadas e, até hoje, nada… Alguns esforços isolados dos chefes da 15ª SDP que passaram por ela e ajudas da própria sociedade (através do Conseg) vêm remendando a velha estrutura.

Mas, a superlotação do Cadeião não significa menor quantidade de marginais nas ruas. O problema é que a estrutura da segurança pública local não tem acompanhado o crescimento de Cascavel, nem faz frente à problemática do posicionamento estratégico da cidade, entroncamento das principais artérias rodoviárias do Paraná e do Sul, do próprio Mercosul.

E, neste contexto, a greve dos servidores públicos estaduais, que pode ser engrossada pela saúde local, podem deixar o cenário ainda mais preocupante. Agora, caro (e)leitor, e se a população se organizasse de tal forma e também fizesse uma “greve geral”, deixando, por exemplo de pagar seus impostos? Será que os governos iriam proceder da mesma forma que deixam as greves conhecidas se arrastarem da mesma forma? Já passou da hora do “gigante acordar” e permanecer acordado!

É impressionante o péssimo nível do debate na Assembleia Legislativa do Paraná nesta tarde… Oposição aproveitando a galeria lotada de professores e servidores revoltados (e com razão), para “jogar para plateia” e alguns deputados que sempre foram fisiológicos (sempre ao lado do governo, independente de partido e ideologia) aproveitando a mesma onda… É como diz o senador Magno Malta: “Misericórdia”!

Acompanhe o debate pelo link:

http://new.livestream.com/accounts/9579554/events/3763381

Editorial que publicamos hoje na Gazeta do Paraná trata um pouco da “negociata” política que acontece em todas as esferas do poder… Eu, enquanto brasileiro, queria aproveitar um pouco o fato de o Brasil estar produzindo petróleo a rodo… Gostaria de chegar no posto de combustíveis e mandar ‘completar’ sem ficar preocupado com a fatura do cartão de crédito ou com a “queima” do meu parco dinheiro… Mas, o Brasil vende gasolina a preço de banana para os vizinhos e a peso de ouro para os brasileiros… Já os políticos com cargo ou amigo de quem tem cargo, estes sim, aproveitam bem o lugar onde estão, não é mesmo?

 

Tudo igual, como sempre!

É natural que os analistas e cientistas políticos de plantão invistam tempo falando da Dilma, da Lava Jato, da Foster e dos bilhões que foram roubados da Petrobras. Também alimentam os debates sobre o “eterno Mensalão” a troca de favores/cargos que o Palácio do Planalto “tem” que fazer em nome da governabilidade no tal governo de coalizão que, como se sabe, só faz aumentar a “dependência” dos poderes e dificulta, em muito, a transparência na coisa pública.

E o Brasil está mesmo atônito (pelo menos a parcela da população que procura acompanhar o que está acontecendo e busca ler um pouco mais que as notícias oficiais) com a profundidade do fosso de corrupção que se instalou na Petrobras e outros braços da estatal (e governo) na era petista, como está sendo divulgado até agora. Pode até ser que antes do domínio do PT no governo federal, a coisa já estava instalada, porém, ninguém falou nada sobre isso “ainda”.

Mas, caro (e)leitor, é preciso começar  que cada um comece a olhar melhor para o próprio quintal para a própria cozinha. No Paraná, a crise no caixa do governo parece ser uma das maiores dos últimos antes. E se, o governo tucano teve que pagar as contas do último mandato de Requião (PMDB), ou a conta era muito grande ou não se conseguiu sanar as finanças estaduais como se propagou na campanha de 2014.

E, em Cascavel, as contas públicas, ao que tudo indica, estão equilibradas. Fornecedores estão recebendo em dia e os salários dos servidores não têm sofrido ameaças. Mas, a relação entre o Poder Executivo e Legislativo Municipal tem dado demonstrações de que por aqui não é tão diferente de “lá”. A “revolta” dos vereadores da base governista que estão “reclamando” da perda de cargos dentro da administração municipal mostra que a qualidade da política local não é lá grande coisa. Afinal, por que vereadores precisam de cargos na administração para integrarem a base governista? Quais interesses “públicos” são defendidos pelos vereadores que brigam por indicações de seus apaniguados em cargos em comissão, pagos com o suado dinheiro do contribuinte? E não se pode esquecer o fato que os vereadores já possuem um bom número de cargos disponíveis em seus próprios gabinetes para “acomodarem” seus “colaboradores”, sem falar que aqueles que integram a Mesa Diretiva da Casa ainda têm “vagas adicionais” para contemplarem seus “indicados”…

É Brasil… Parece que é sempre tudo igual, em todo lugar…