O leitor mais atento tem observado que a Gazeta do Paraná tem mostrado realidades no mercado financeiro e de trabalho no Brasil que são muito, mas muito preocupantes. Apesar disso, o governo tenta “maquiar” o cenário afirmando que nossa economia é forte e tem robustez suficiente para se reerguer. Porém, o que se pode verificar, bem aqui no “quintal de casa” é que a classe empresarial já não suporta mais a crise instalada há muito tempo que inviabiliza negócios e determina fechamento de empresas, alguma até tradicionais na praça cascavelense, que o próprio leitor sabe que fecharam as portas.

O período eleitoral já passou e todo aquele cenário de “guerra” entre tucanos e petistas também se foi. Mas, mesmo naqueles dias, o embate entre os candidatos e seus projetos não apresentavam sinais de mudanças e recuperação imediata. A campanha passou, Dilma Rousseff e sua proposta de continuidade venceram de forma apertada e o país segue apreensivo e com sinais claros de recessão.

Pior que nos anos anteriores, o empresariado (e os trabalhadores como consequência) chega a este fim de ano com desafios ainda mais difíceis para pagamento do 13º e fechar as contas do ano pelo menos “empatando” ou perto dele. Mas, além desta tensão de fim de ano, as incertezas e o cenário pouco promissor podem determinar mais portas fechadas. E aí, sem uma ação governamental rápida e eficaz, não adianta apelar para o discurso de que o “brasileiro não desiste nunca”. Às vezes, empresário são forçados a recuar e novos empreendimento “morrem na casca” exatamente pela falta de incentivos mínimos.

Os exemplos estão espalhados por Cascavel, pelo Paraná e no Brasil. Exceções existem e são raras. Em regra geral, a recessão, antes mascarada agora aflora e precisamos de respostas rápidas e concretas. E se o problema empresarial é má gestão, como chegam a afirmar algumas fontes governamentais, o exemplo tem vindo de cima. Mas, o empresário não tem o poder de mudar as regras do jogo para melhorar o seu demonstrativo financeiro como o governos está fazendo  em Brasília. Aqui em baixo, a nossa única alternativa é trabalhar e apertar o cinto, coisa que o governo pouco faz e, quando pensa em fazer, demora demais para executar!

 

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(texto publicado no último sábado, no Espaço Aberto, da Gazeta do Paraná