A Gazeta do Paraná editou nova coluna na edição desta quinta-feira. A coluna “Espaço Aberto” não será diária, mas estará presente no caderno público todas as vezes que um tema merecer considerações mais pontuais como este da estreia!

 

 

Mais dinheiro na mão deles…

Esta semana, a Gazeta do Paraná trouxe matéria adiantando o “presente de grego” que os cascavelenses recebem todo mês de dezembro: o reajuste da tarifa do transporte coletivo. Hoje, a passagem está em R$ 2,60 e as concessionárias (Capital do Oeste e Pioneira), afirmam que há tempo o valor está defasado e deveria já estar em R$ 2,80 para usuário, isso sem contar o reajuste do salário dos trabalhadores do setor e o novo aumento dos combustíveis, presente petista “pós-reeleição”. Isso significa dizer que a negociação vai ser tensa e, com certeza, vai sobrar para a população pagar toda a conta, que já anda alta.

Em 2011, no apagar das luzes da gestão anterior (Executivo e Legislativo), o prefeito Edgar Bueno, renovou o contrato de concessão com as duas empresas por mais 10 anos, ou seja, vão continuar explorando o transporte coletivo urbano de Cascavel até 2021. Detalhe: a renovação do contrato aconteceu sem nova licitação, o que foi autorizado pela Câmara de Vereadores – aquela legislatura que está sendo investigada no caso dos “funcionários fantasmas”.

E aí cabe mais um questionamento. Sabendo-se que os proprietários das empresas não são de Cascavel, qual a vantagem para o município renovar esta concessão sem fazer nova licitação? Afinal, havendo concorrência, pode-se ganhar no preço e na qualidade dos serviços.

Em 2001, as mesmas empresas pagaram “luvas” de R$ 4,5 milhões à Cettrans e os grandiosos projetos anunciados nunca aconteceram e o dinheiro entrou para o caixa geral da Prefeitura e “evaporou”. Em 2011, as “luvas” passaram dos R$ 4 milhões outra vez e o sistema continua tudo igual – com muita reclamação do usuário. E o pior é que a Câmara de Vereadores que deveria fiscalizar e cobrar mudanças profundas e práticas em beneficio da população vai de mal a pior. Tem vereador na cadeia (Paulo Bebber), vereador afastado por conta dos “servidores fantastas” (Mário Seibert), vereador investigado por compra de votos (Ganso Sem Limite), vereador que perdeu todos os assessores por ordem judicial, também por causa dos “fantasmas” (Marcos Rios), vereador com direitos políticos cassados, mas no exercício do mandato (Rui Capelão)… Que lástima. Enquanto isso, os terminais de transbordo são inadequados, localizados em locais estrategicamente “inconvenientes” para a cidade, os serviços ainda deixam a população insatisfeita e novo aumento vem sem atraso.

E aí, a história de quem nem todos os “custos” que incidem sobre o preço da tarifa do transporte coletivo estão registrados na planilha fica sem ser investigada e contada direito. Se alguém quiser contar, o espaço está aberto!

 

editorchefe@gazetadoparana.com.br

Na edição de ontem da Gazeta do Paraná, o exemplo de um adolescente cascavelense repercutiu de forma positiva. (Copie e cole este link para ler a matéria www.cgn.uol.com.br/noticia/112550/adolescente-monta-e-doa-computadores-pela-internet). Sem dúvida o Cascavel, o Paraná e o Brasil precisam mais disso…

 

O mundo precisa mais …

“Ser voluntário é uma relação humana, rica e solidária. Não é uma atividade fria, racional e impessoal. É relação de pessoa a pessoa, oportunidade de se fazer amigos, viver novas experiências, conhecer outras realidades. O voluntário doa sua energia e criatividade, mas ganha em troca contato humano, convivência com pessoas diferentes, oportunidade de aprender coisas novas, satisfação de se sentir útil. Não há hierarquia de prioridades. As formas de ação são tão variadas quanto às necessidades da comunidade e a criatividade do voluntário. Não há fórmulas nem modelos a serem seguidos. Alguns voluntários são capazes, por si mesmos, de olhar em volta, arregaçar as mangas e agir. Outros preferem atuar em grupo, juntando os vizinhos, amigos ou colegas de trabalho. Por vezes, é uma instituição inteira que se mobiliza, seja ela uma entidade beneficente, um clube de serviços, uma igreja ou uma empresa.

Cada um contribui na medida de suas possibilidades, mas cada compromisso assumido é para ser cumprido. Uns têm mais tempo livre, outros só dispõem de algumas poucas horas por semana. Alguns sabem exatamente onde ou com quem querem trabalhar. Outros estão prontos a ajudar no que for preciso, onde a necessidade é mais urgente. A ação voluntária contribui para ajudar pessoas em dificuldade, resolver problemas, melhorar a qualidade de vida da comunidade. Voluntariado é uma ferramenta de inclusão social. Todos têm o direito de serem voluntários. As energias, recursos e competências de crianças, jovens, pessoas portadoras de deficiência, idosos e aposentados podem e devem ser mobilizadas. Ser voluntário é um hábito do coração e uma virtude cívica. É algo que vem de dentro e faz bem aos outros. No voluntariado todos ganham: o voluntário, aquele com quem o voluntário trabalha, a comunidade.”

Este compilado sobre “voluntariado”, assinado do pelo Instituto Presbiteriano Mackenzie, deve servir como inspiração para a atitude de todo cidadão que deseja, de fato, contribuir para um presente digno que projeto um futuro melhor. Vitor Rafael Bandeira, 14 anos, morador do bairro Presidente em Cascavel, é personagem da edição deste domingo da Gazeta do Paraná. Ele está fazendo a parte dele! E você?