Ontem teve festa pelo lado da oposição ao prefeito Edgar Bueno em Cascavel, dentro e fora da Câmara. Há quem diga que na segunda-feira decisão do TSE vai jogar mais lenha na fogueira na disputa pela Prefeitura de Cascavel que começou na campanha de 2012 e ainda não terminou…

Conversando com leitor da Gazeta do Paraná, que também passeio aqui pelo blog, escutei com atenção os seus reclames. O “Seu Zé” , vamos chamar assim o cidadão que é um velho eleitor de Cascavel, me disse que quando a nova Câmara de Cascavel assumiu em janeiro de 2013, já ficou assustado com a forma com que a eleição da Mesa Diretora se procedeu. Porém, ainda deu um voto de confiança porque dos 21, 5 ainda traziam as heranças do passado, mas os outros 16 poderiam fazer muita diferença… Porém, depois do primeiro ano, a atual legislatura mostrou pouco diferença das anteriores e o compadrismo e a subserviência ao Executivo continua como sempre foi…

Bem, o (e)leitor em questão, tem mais de 60 anos, dos quais 45 vividos em Cascavel. Logo, tem vasta experiência e vivência… Agora, como o “Caso Riviera”, ou “Bebbergate”, há pouco a dizer. Particularmente, acredito que a Câmara, aos poucos vai se desnudando e o que se assiste em Brasília e Curitiba, acaba tendo seus respingos por aqui também. Na reunião de pauta de hoje, aqui na Gazeta, o consenso foi de que o Carnaval passou, mas para a Câmara de Cascavel o trabalho, de fato ainda não começou. Se é verdade ou não, a questão fundamental é que ao invés de ser notícia por produzir algo de grande relevância para sociedade, infelizmente, o que projetou a Câmara neste ano, por enquanto, foi só o aspecto negativo da classe política. De foram geral, políticos gastam demais  e contribuem pouco com a sociedade. Até agora, aquele (e)leitor só se decepcionou com o Legislativo e com o vereador no qual votou que, claro, manteve em segredo. E você, esta feliz com o seu vereador?

O caso é sério…

A atual legislatura da Câmara de Cascavel, protagonizou ontem (24), mais algumas ações inéditas em sua história, apesar das votações integrarem um cotidiano “comum” e “previsto” dentro do cenário Legislativo, mesmo que seja para votar se aceita ou não uma denúncia e abertura de processo de cassação de um vereador não seja algo tão comum, isto também fazer parte do trabalho dos parlamentares. A ‘notoriedade’ referida, entretanto, se refere ao fato de o presidente da Casa, bem como outros três vereadores terem se ausentado da discussão e votação de um dos projetos mais polêmicos deste início de ano, certamente o mais “conturbado” da atual legislatura.

O presidente Márcio Pacheco (PPL) e os vereadores Rui Capelão (PPS), Jorge Menegatti e Paulo Porto, todos integrantes da oposição ao prefeito Edgar Bueno, se ausentaram (abstiveram) do processo de votação por entenderem que não havia “segurança jurídica” para a tramitação da matéria – há que se considerar recomendações do Ministério Pública que indicam “problemas” para formulação do projeto de lei. Do outro lado, a base de sustentação do Executivo, garante que está tudo na mais perfeita ordem e não há qualquer impedimento para o trâmite do projeto que trata da área para construção de 2.089 moradias através do Minha Casa, Minha Vida.

Nesse imbróglio todo, a insegurança maior fica para a população. Afinal, mesmo que as opiniões e posições sejam contrárias na Câmara, o que faz parte do processo democrático natural e necessário, a “insegurança jurídica” traz outras preocupações. Neste caso, não se trata de ‘julgar’ o voto do vereador, mas a posição da Câmara enquanto poder. Ora, se vereadores e o próprio presidente da Casa optaram por ficar de fora do processo de votação da matéria “temendo” incorrerem em erros que possam responsabilizá-los no futuro, por que o projeto foi votado? Isso, sim, gera insegurança, especialmente para aqueles que serão beneficiados com o projeto das moradias. Todas as explicações dadas pelos vereadores, tanto da base, quanto da oposição, ainda não foram suficientes para restabelecer a “segurança”. Hoje, há nova votação e aí, as abstenções serão mantidas? E, se aprovado em segunda votação, é seguro sancionar a lei? E, se em um futuro, próximo o MP encontrar problemas ou, então, afirmar que tudo estava realmente correto, quem vai sair perdendo?

Contudo, antes de sair “atirando” ou “batendo” em quem foi contra ou a favor do projeto, é preciso manter o foco no “Caso Bebber” e nos “500 paus”. Isso também é um caso muito sério! (Editorial publicado nesta terça-feira, 25/03/14, na Gazeta do Paraná)

A ausência dos vereadores Paulo Porto, Jorge Menegatti, Rui Capelão e também o presidente da Câmara de Cascavel, sob qualquer justificativa e argumento é lamentável. São representantes do povo e não poderia, jamais, abrir mão do debate, da manifestação pública e da votação do projeto que envolve o Loteamento Riviera… Lamentável. Só o desconto do “dia de trabalho” é pouco. Porém, os discursos ‘inflamados’ sob o óbvio e o puxa-saquismo é tão lamentável quanto!

E a “casinha caiu”… Ficou mais que comprovado, agora, que a Câmara de Cascavel, neste caso do Loteamento do Riviera, gerenciado pelo vereador Paulo Bebber, negocia a aprovação de projetos. O Paulo Bebber foi muito claro na conversa que veio à tona, hoje, que precisa dos “500 paus para acertar com todo mundo”. Ora, o Bebber foi o “negociador”, fato! Mas,e esse “todo mundo”? Quem são? Será que a renúncia vai ser coletiva? Só o Bebber é o vilão da história ou será que os R$ 500 mil seriam exclusivos para o vereador do PR?

Bebber também é muito claro que o projeto não vai passar se não for feito o pagamento antecipadamente. Ora, quantos são os que votam para aprovar? quem é o “gordinho” citado na conversa?  Há um acordo entre os vereadores para segurar o projeto se o pagamento não acontecesse? Como escrevi na capa da Gazeta do Paraná desta terça-feira, nunca a sessão da Câmara de Vereadores de Cascavel foi tão aguardada? Agora, resta saber qual será postura do Legislativo. A “Casa” literalmente caiu. Agora é saber quem vai juntar os cacos, que cacos sobraram e como a Justiça vai tratar a questão.

Mais uma vez, Cascavel vai ser notícia nacional…

Os discursos finais da sessão de hoje da Câmara de Vereadores, com Paulo Bebber, Rui Capelão, Luiz Frare e Marcio Pacheco, são dignos de registro e profunda análise. O Frare subiu o tom contra o procurador jurídico da Casa, Pascoal Muzeli Neto; o Pacheco e o Bebber trocaram farpas e ataques diretos sobre achacadores e armas dentro da Câmara; e o Rui Capelão queria reproduzir promessas de campanha do prefeito Edgar Bueno para cobrar a Prefeitura e a base de apoio na Casa, mas, segundo ele, foi boicotado! Amanhã tem mais… Não percam os próximos episódios!

No editorial desta sexta-feira, na Gazeta do Paraná, escrevi sobre o “ano novo”. Afinal, como dizem, o Brasil começa a funcionar somente depois do Carnaval. Porém, em ano de Copa do Mundo, a grana corre solta o tempo todo. No Paraná, por exemplo, onde a “Arena” era o estádio em estágio mais adiantado de obras, agora foi o vexame e, para escapar dele, mais dinheiro… Mas, o povo sério saiu das ruas e o #vemprarua morreu… Ninguém protesta como aconteceu no ano passado… E com os 5 a 0 do Brasil contra a Africa do Sul, só pensa que a “Copa do Mundo é nossa”… Nem adianta mais gritar acorda Brasil!… Na sequência, a íntegra do editorial…

 

Pão e circo, de novo!

 

E o resumo da crônica do irreverente José Simão, da Folha, depois do Carnaval é o seguinte: “ACAAAABÔ! Acabou a Grande Festa da Esculhambação Nacional! Chega de bunda! Agora tem que encarar o Brasil de frente! Com ou sem tapa-sexo? Rarará! E como eu digo todo ano: agora é rebolar pra pagar o cartão. Passa cinco dias rebolando nos blocos e um ano rebolando pra pagar o cartão! E hoje cedo um pernambucano levantou a placa: ‘Faltam 364 dias pro Carnaval!’ (…) E o site “OCocoTaSeco” fez uma lista das coisas que se precisa recuperar depois do Carnaval: os pés, a carteira, o fígado, o juízo, o caráter e o bom gosto musical!”

Brincadeiras e ironias à parte, o fato é que uma parcela bem robusta de brasileiros continua alimentando a nossa “terrível” fama. O comentarista Carlos Prates (SDB de Santa Catarina) é um daqueles que, sem “papas na língua”, desce o relho na hipocrisia de quem lucra com a desgraça alheia. É dele um dos posts mais compartilhados da semana em que afirma: “Nove em cada dez estrangeiros vem ao Brasil para o turismo sexual”, alimentados pelas “nádegas” em close fechado em todos os canais de televisão (abertos ou fechados).

E, se o Carnaval passou, a fama brasileira continua e, além de ter que se virar para explicar porque gastou bilhões e não conseguiu dotar o país da infraestrutura mínima necessária para a “festa da Fifa”, ainda tem que “se virar nos 30” para tentar reduzir o já esperado problema com a exploração e abuso sexual que vai ser cometido durante a Copa de 2014, além de ter que juntar os cacos pós-Carnaval. E o pior de tudo é que a conta vai ficar para o explorado contribuinte. Legado? Qual legado que a “Copa das Copas” deixará aos brasileiros? Os aeroportos continuam à mingua, não temos mais metrôs, nem trem-bala, muito menos rodovias decentes. O legado, caro (e)leitor, é um enorme rombo nas contas públicas que, sem a menor sombra de dúvida, vão procurar tapar sugando ainda mais do seu, do nosso sangue. Futebol é bom, quando se pensa no esporte. Porém, quando a reflexão pende para o lado da razoabilidade, quase se pode utilizar como sinônimo para esta “Copa das Copas” a “desgraça das desgraças”. Para um povo sem educação e cultura, continua valendo a velha política do “pão e circo”. Qualquer semelhança não é mera coincidência!

O feriadão de 13 dias dos deputados e senadores é tão vergonhoso quanto ‘fétido’… Pior ainda, é quando você vai conferir o quanto nossos ‘nobres parlamentares’ trabalharam e descobre que são ‘gazeteiros’, ou seja, faltaram às sessões, deixaram de trabalhar, mas claro, não deixaram de receber os salários, as verbas de gabinete e de ressarcimento… E, mesmo depois do carnaval, quando dizem que o Brasil volta a funcionar, já se tem a previsão de que em 2014 vão trabalhar ainda menos… Afinal, tem Copa do Mundo e eleições… Como eles vão cuidar do trabalho com tantos compromissos… É como dizem alguns: “vai povo, vota!”