Infelizmente, o cartão posta de Cascavel, o Lago Municipal, apesar de ser um local de tradicional aglomeração de pessoas e ponto de encontro de famílias (e também baderneiros) não tem um plano de ação de que garanta a segurança no local. A guarda patrimonial não tem poder de política, nem preparo ou aparato para coibir problemas como o registrado no último domingo (20) quando dois menores de idade foram baleados. Não há policiamento preventivo, muito menos a presença permanente da Polícia Militar nos fins de semana quando o número de pessoas no local aumenta. E aí? Não é preciso fazer nada mesmo? Confira o editorial da Gazeta do Paraná desta terça-feira sobre o tema. Manchete de hoje, também aborda a questão e propõe a discussão:

 

Promessa feita tem que ser cumprida, não é?

Como foi seu fim de semana? A resposta, para alguns, pode ser absolutamente simples ou totalmente “complicada”. Acidentes de trânsito, brigas, baleados, drogas… Em apenas dois dias, Cascavel consegue “produzir” mais de uma dezena de fatos trágicos, tristes e que não mostram o quanto a Capital do Oeste é promissora e pujante. Aliás, essa pujança toda deveria fazer com que os olhos de alguns setores bem específicos do Poder Público se voltassem com mais atenção e respeito para esta cidade que já passou dos 300 mil habitantes há muito tempo, mesmo que o IBGE tente “segurar” os números.

E, dentre todas as situações registradas no fim de semana, excluindo as barbáries do trânsito onde a fatalidade é o último item a ser considerado, sendo precedida pela imprudência, irresponsabilidade e total falta de respeito ao semelhante e à vida, a situação no Lago Municipal de Cascavel, onde dois menores foram baleados no início da noite de domingo. Com a chegada do horário brasileiro de verão, as “festas” na região do Lago, já bem conhecidas da população e da própria polícia, tendem a aumentar, tanto na aglomeração quanto na duração, e consequentemente, os problemas também.

No ano passado, pelo menos aos domingos, um esquema de organização na Avenida Rocha Pombo, no trecho em frente à barragem do lago, tinha garantido um pouco mais de ‘ordem’ na bagunça. Mas, o esquema foi abandonado e a folia voltou e continua aumentando. Este é apenas um dos aspectos da questão que precisa ser revisto.

Outro aspecto de fundamental importância e que jamais poderia passar despercebido dos responsáveis pela Segurança Pública é o fato indiscutível de que, nos finais de semana, o Lago Municipal se torna ponto de grande aglomeração de pessoas. Sendo assim, por que ainda não existe um programa de policiamento ostensivo e preventivo permanente no local? Agora, depois dos baleados – e o indício é que se trata de briga motivada por uso de droga -, há promessa de que o policiamento na região será reforçado… É, esta é uma promessa que precisa ser cumprida e mantida, sem novos retrocessos… A presença da polícia, sem dúvida alguma, é fator inibidor de problemas…

Raposas no galinheiro…

 

Conhece a história das “raposas cuidando do galinheiro” e ainda aconselhando o “dono das galinhas” a comprar ração de melhor qualidade para que o produto final seja melhor? Então, apesar da ironia bem humorada, a ilustração popular serve para retratar com “maestria” o cenário da votação da reforma eleitoral, desta vez batizada de “minirreforma”. Na manchete de ontem desta Gazeta do Paraná, a realidade: “Reforma eleitoral ainda longe de ser real”. Tudo não passa de bravatas que são lançadas, ao que parece, como forma de “despistar” a atenção da sociedade.

O “debate” (que ninguém viu e ouviu) sobre o tema já foi concluído pelo plenário da Câmara Federal, mas a votação não pode prosseguir por falta de quórum e a falta de consenso sobre os destaques apresentados por deputados. O texto principal foi aprovado na quarta-feira, meio da semana quanto todos deveriam estar “trabalhando”. Ora, se o quórum foi baixo para a votação, então como se procedeu o “debate”?

E, pior ainda, é que o texto que vai ser votado apenas limita a propaganda em bens particulares, proibindo placas, cavaletes e envelopamento de carros, e fixa teto para gastos com alimentação e aluguel de veículos em campanhas.  O texto considera crime a contratação de pessoas para ofender a honra de adversários na internet e libera os candidatos a se manifestar sobre temas políticos em redes sociais, sem que isso seja configurada propaganda fora de época… Em resumo, estão apenas “engordando o galinheiro” sem exterminar as raposas que representam risco real e constante às aves…

E tudo vai “ajudando” aos candidatos facilitando a quitação de multas impostas pela Justiça Eleitoral aos candidatos: o pagamento poderá ser dividido em 60 vezes, e as parcelas não poderão ultrapassar 10% da renda do candidato multado. E o jogo de cena continuou. Apesar de os senadores terem dito ao longo da votação da minirreforma na Casa que as propostas estavam sendo acordadas com a Câmara, na votação de ontem, o deputado Eduardo Cunha (PMDB-RJ) não incluiu em seu relatório final as mudanças votadas no Senado. Entre as partes recusadas estão a que limitava a contratação de cabos eleitorais e a que previa a substituição de candidato na chapa até 20 dias antes do pleito. Entenderam a trama?

Quem disse que o “gigante acordou” esqueceu de falar para ele continuar acordado e não deixar as “galinhas e os ovos” serem gerenciados pelas raposas…

 

Paulo Alexandre de Oliveira

Editor-chefe/Gazeta do Paraná

Esta semana foi divulgada mais uma pesquisa da Paraná Pesquisas, que foi realizada entre os entre os dias 30 de setembro e 6 de outubro e, se as eleições fossem hoje, o governador Beto Richa, seria reeleito. A pesquisa foi feita com 2.512 eleitores em 90 municípios do Estado do Paraná. Na pesquisa espontânea, sem a apresentação de uma lista de nomes de “possíveis” candidatos, mais de 70% dos entrevistados disseram que ainda não sabem em quem votar. Richa aparece com 13,2% das intenções de voto, Roberto Requião com 3,7% e a ministra Gleisi Hoffmann aparece com 3,6%. Alvaro e Osmar Dias, também foram citados com apenas 0,7% das intenções de voto. Na pesquisa estimulada, aquela com a lista de nomes apresentada ao entrevistado, Beto Richa aparece com 43,8%, Gleisi Hoffmann com 23,2% e Roberto Requião com 20,7%. Em um possível segundo turno entre Beto Richa e Gleisi Hoffmann o atual governador também aparece na frente com 53,3% das intenções de voto, contra 32,5% da ministra da Dilma… Como se vê as figuras para 2014, no Paraná, são as mesmas de sempre… O que me “assusta” um pouco (eu eleitor e não jornalista) é o Requião ainda aparecer com ‘destaque’ nas pesquisas…