A decisão da Justiça que “cancelou” a lei que reajustou os salários e reorganizou o quadro de cargos em comissão da Prefeitura de Cascavel ainda vai render muita dor de cabeça para o prefeito Edgar Bueno e alguns dos seus secretários. A pouco mais de um ano do pleito eleitoral de 2014 que já será um preparativo para as eleições municipais de 2016, os vereadores que compõem a base (folgada) de apoio de Bueno na Câmara estão irritados com as lambanças jurídicas do Jurídico do Paço. Primeiro foi a derrota do IPTU, agora os cargos e reajustes.

Acontece que a Câmara teve um grande desgaste ao aprovar o projeto do prefeito, exatamente no mento em que o Brasil foi às ruas para protestar com a corrupção, os desmandos políticos e a “farra” com o dinheiro público. Era voz corrente, na época, que a aprovação deste projeto que Justiça “cancelou” agora, caminhava na contramão do anseio popular. Agora, os vereadores da base estão preocupados porque com a derrota na Justiça (mais uma), o prefeito terá que mandar novo projeto e o desgaste vai ser maior e natural. Pior é que tem vereador da base reclamando que ainda não foi atendido pelo prefeito em suas “poucas reivindicações” e, uma nova votação do polêmico projeto que reajusta gratificações dos servidores investidos de cargos de chefia e aos salários dos “nomeados”, sem o “retorno” vai ser mais complicado agora

 

E o secretário?

E além da reclamação da “falta de prestígio” da base junto ao Executivo, os vereadores alinhados com o Paço ainda reclamam da “incompetência” do Secretário de Assuntos Jurídicos, Welton de Farias Fogaça. Alguns vereadores disseram que a administração está “sem proteção jurídica” pela “fraca” atuação do secretário. A troca do secretário seria uma das exigências que a base começa a fazer para manter o “suporte completo” ao prefeito na Câmara. Vale lembrar que os últimos três vetos de Edgar Bueno apreciados pelos vereadores foram derrubados com facilidade. Recados e mais recados…

 

Pergunta…

Não é no segundo semestre do ano que o Poder Público paga o 13º? Então, como se pode comprar os gastos do primeiro semestre de 2013 com o segundo semestre de 2012? Ah, vale lembrar ainda que no caso da Câmara de Cascavel, ainda no final do exercício de 2012 pesam ainda as recisões tradicionais de final de legislatura…

E mesmo antes das forças políticas de Cascavel tentarem viabilizar a municipalização do Hospital Santa Catarina, hoje o chefe da 10ª Regional de Saúde de Cascavel, Miroslau Bailak, anunciou durante entrevista a CBN Cascavel, que o Hospital Nossa Senhora Salete “bateu o martelo” e comprou o falido hospital. A informação dada pelo chefe da regional é que a dívida do Santa Catarina beira os R$ 21 milhões e a negociação foi fechada ainda na sexta-feira. De acordo com Bailak, há compromisso do Governo do Estado, através da palavra do próprio secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto, do estado comprar todos os serviços que o Santa Catarina deve passar a oferecer dentro de 30 ou 40 dias. Ao que parece, dada a seriedade do grupo que administra do Hospital Nossa Senhora Salete, que a novela do Santa Catarina cegou ao seu capítulo final… Boa notícia também para os funcionários do SC que agora podem voltar a ter esperanças de receberem seus salários atrasados e voltarem a trabalhar de forma digna.

Estou falando do Hospital Santa Catarina. Não é de hoje que as notícias deste hospital sempre são “complicadas”. Desde sempre, a Vigilância Sanitária não “consegue” conceder a licença dizendo que está tudo “ok” para o hospital funcionar. E, nos últimos anos, a questão financeira acabou com a fama do hospital que já não era das melhores. Agora, com as portas fechadas e o funcionários de plantão sem trabalhar apenas para tentar receber os salários atrasados, a situação ficou ainda pior. Sem pacientes, o hospital que era a maior referência SUS de Cascavel, depois do sempre lotado Hospital Universitário, ficou sem receitas e em situação ainda mais difícil.

Hoje, a UPA Pediatria funciona em parte da área que o Santa Catarina alugou para a Prefeitura, apesar das condições serem bastante precárias (duvido que passe por uma inspeção da Vigilância Sanitária) e, por isso mesmo, muita gente quer que o Município assuma toda a estrutura e reabra o hospital

 

Nova bandeira

Mas, municipalizar o Hospital Santa Catarina não é tarefa fácil. Além de todas as implicações jurídicas e de recursos públicos, é preciso “convencer” o prefeito Edgar Bueno que esse é um bom negócio – não financeiro, mas para o atendimento da população, especialmente da região norte de Cascavel. E essa tarefa, ao que tudo indica foi assumida pelo deputado estadual Adelino Ribeiro (PSL), que esteve reunido com o secretário de Estado da Saúde, Michele Caputo Neto que é totalmente a favor da municipalização e até garante o apoio do Estado.

E o Adelino disse que já procurou os outros deputados por Cascavel (Leonaldo Paranhos-PSC, André Bueno-PDT, que é filho do prefeito Edgar Bueno, e Professor Lemos-PT) para que também comprem e ajudem a “vender” a ideia. E, nisso tudo, uma coisa é certa. Independente de quem consiga o que, se o Hospital Santa Catarina reabrir suas portas com um estrutura mínima decente de atendimento, a população agradece!

Já tenho escrito por aqui que a corrida eleitoral de 2014 começou ainda em 2010. Quem perdeu a disputa no pleito estadual/nacional passado começou a ‘matutar’ a campanha do ano que vem logo depois do resultado. E quem venceu entrou com  pé embaixo no acelerador, já pensando na reeleição. E, por isso mesmo, as pesquisas já estão “pipocando” por aí. No Paraná, segundo pesquisa do Instituto Paraná Pesquisas, Beto Richa (PSDB) seria o favorito para vencer as eleições estaduais em 2014. O levantamento mostra  Richa à frente nos seis cenários pesquisados, com até 41% dos votos, e também em uma simulação de segundo turno contra Glesi Hoffmann (PT), em que Richa venceria por 52% contra 34%. O levantamento, do Instituto Paraná Pesquisas, também mostra que o governo Beto Richa tem aprovação de 67% em todo o Estado, e que é maior ainda no interior, com 72%.
Cenários
Na pesquisa espontânea, em que o nome dos candidatos não é apresentado, Beto Richa também está bem à frente, com 12% das intenções, contra 4% de Roberto Requião (PMDB) e 3% de Gleisi Hoffmann. Requião lidera a pesquisa em rejeição, com 34% dos paranaenses dizendo que não votariam nele de forma alguma. No primeiro cenário, com cinco candidatos, Richa lidera com 39%, seguido de Gleisi com 24%, Requião com 21% e Joel Malucelli (PSD), com 2%. Sem Malucelli, num segundo cenário, os números não se alteram. Gleisi e Requião oscilam um ponto. Sem Gleisi, mas com o ex-senador Osmar Dias (PDT) no páreo, a vantagem de Richa cresce para 41%, Osmar tem 23% e Requião, 22%.
No quarto cenário da pesquisa, com o deputado federal Ratinho Jr (PSC), na lista, Richa faz 33%, Ratinho Jr (21%), Osmar Dias (18%) e Requião, 17%.Com o senador Álvaro Dias (PSDB) na lista, Richa continua na frente com 27%, seguido de Ratinho Jr com 17%, Gleisi (16%), Álvaro Dias (16%), Requião 13% e Malucelli, 1%. Nota-se que Ratinho Jr – secretário de Desenvolvimento Urbano do Paraná – e o senador tucano são aliados deRicha na disputa do governo do Estado em 2014.
Mesmo assim, a pesquisa lista todos os pré-candidatos num sexto cenário, e os números ainda são favoráveis a Richa. O tucano tem 25%, seguido de Ratinho Jr (16%), Gleisi (14%), Requião (12%), Álvaro Dias (12%), Osmar Dias (10%), Joel Malucelli  (1%) e Paulo Bernardo (PT), com 1%.
Avaliação do governo
A pesquisa também avaliou a aprovação do governo Beto Richa, que é de 67%. Este número oscilou dentro da margem de erro do mesmo levantamento da Paraná Pesquisas do ano passado, quando Richa tinha aprovação de 70%. A aprovação de Richa aumenta quando somente o interior do Estado é levado em conta, onde Richa é aprovado por 72% dos moradores. Na capital, a aprovação é de 56%. A pesquisa foi realizada entre 10 e 14 de agosto. O instituto entrevistou 1.503 eleitores em 72 cidades paranaenses. A margem de erro é de 2,5 pontos percentuais.
Pesquisa é pesquisa
Mas, caro (e)leitor e internauta, como todos sabemos pesquisa é pesquisa, faz o tal “recorte” do momento e nem sempre se confirma no dia eleição. Então, o melhor é continuar sendo um cidadão consciente, acompanhado tudo de perto, dentro do possível, e qualificar o voto.

O presidente da Câmara de Cascavel, Marcio Pacheco, bateu valendo no presidente da CPI da Pedras, vereador Claudio Gaiteiro. Pacheco, como se diz no popular, “desceu o relho” no Gaiteiro que teria reclamado da falta de “boa vontade” da Mesa Diretora da Casa em “ajudar” os trabalhos da comissão. Segundo Pacheco, faltou competência do presidente da CPI que até teve que pedir ajuda para um ex-servidor da Câmara (seria o Mario Galavoti?) para produzir a resolução… Se tudo isso e outra farpas lançadas na sessão desta terça-feira é verdade ou não, o fato é que os “pratos” da casa estão quebrados!!! E vai ser complicado ajuntar estes cacos!!!

 

Só alegria…

Mas, tirando as agruras do plenário, o Paço e a base aliada na Câmara de Cascavel é só alegria. Egar Bueno foi absolvido no TRE-PR e o vice, Maurício Theodoro, também foi “absolvido” pelo plenário da Câmara que aprovou o projeto de resolução que determinou o arquivamento da CPI

E repercute nas redes sociais a relação (que não é nova) entre os doadores de campanha e os fornecedores do Poder Pública. Qual a relação? Bem íntima… são os mesmos! Acontece que quem vende serviços e produtos ao Poder Público (Legislativo e Executivo), quase sempre foi doador de campanha do prefeito, do vereador, do deputado estadual e federal, também figura entre aqueles que o Poder Público transaciona. Assim, não é nenhuma surpresa – não no Brasil ou no Paraná –  que o adorar de campanha agora receba suas cotas do Poder Público…

 

Solução até teria…

Se existe uma relação de “promiscuidade” nisso, até que seria “fácil” resolver a questão. Bastaria o Legislativo federal editar uma lei – com efeito cascata – determinando que os doadores de campanha ficassem impedidos de firmar contratos e convênios com  o Poder Público em caso de eleição daqueles que por eles fossem “ajudados”. Evitaria a tal “moeda de troca”… Agora, em um país que ainda precisa de discussão para decidir se quem foi condenado pela Justiça deve ou não perder automaticamente o cargo para o qual foi eleito, é difícil uma proposta como esta passar, não é?

A notícia oficial, naturalmente publicada no Diário Oficial do Município de Cascavel trazendo as nomeações “autorizadas” pelo prefeito Edgar Bueno para recompor sua equipe de trabalho, mas só o básico necessário para “tocar a máquina” não fez a alegria de ninguém. Quem esperava ser premiado pelo esforço que fez na campanha eleitoral de 2012 que garantiu a reeleição de Bueno, bem como aqueles que ajudaram a engrossar o discurso do começo do ano que era preciso “fugir do índice prudencial’, ainda estão na “rua da amargura”, salvo raríssimas exceções já conhecidas. Mas, a choradeira maior está na conta da base de apoio do prefeito na Câmara de Vereadores.

 

“Sorriso amarelo”

Tem vereador com o famoso “sorriso amarelo”. Sem conseguir  apadrinhar as “tradicionais”  nomeações esperadas e prometidas antes, durante e depois da campanha eleitoral, tem vereador da base reclamando que só está levando o “ônus” de votar com o Paço, sem ter nenhum “bônus” até agora. É… tem coisa que não muda mesmo, mesmo na Câmara que se diz “nova”…

 

Finalizando…

Tem gente que, como se diz popular, que vai “perder a esportiva” se Cascavel confirmar uma decisão pouco louvável para a cidade que é a “metrópole do Oeste”. Aguardem….