macacoTem gente reclamando e falando que a administração de Leonaldo Paranhos frente a Prefeitura de Cascavel, que começa dia 1º de janeiro, não tem nada de mudança… Ledo engano… Só o ‘descontentamento’ de alguns da terrinha mostra que já tem coisa diferente no ar e que velhas práticas não terão vez… É o que espero, junto com a maioria dos eleitores que garantiu a vitória de Paranhos no primeiro turno de 2 de outubro. Será que não estão tentando desacreditar Paranhos e sua equipe ainda antes de assumir por causa daquela velha “dor de cotovelo”?

Se Paranhos errar, apontem… Se ele acertar, reconheçam… Se não fizer nada, reclamem! Porém, sejamos todos justos e honestos! Sempre… E que venha 2017!

Bom, eu sempre brinco que “só Deus é eterno”… E, de fato é! Hoje, queridos amigos e leitores, encerro meu tempo como editor-chefe da Gazeta do Paraná! Foram 9 anos e 8 meses para arredondar a conta… O texto abaixo não é o editorial de domingo, mas um breve artigo de agradecimento. Mais uma vez, meu muito obrigado à Família Formighieri, a “Família Gazeta do Paraná”, a minha família e, sobretudo, a Deus, meu baluarte!

Na foto, a visão que tive durante muito dias e que, certamente, marcou minha vida, assim como também sentirei muita saudade!

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Muito obrigado!

 

 

Nove anos e 8 meses, em números redondos. Este foi o tempo que estive à frente da Gazeta do Paraná como seu editor-chefe. Exatamente no dia 19 de julho de 2007, chegava à redação por indicação e para ocupar o lugar do jornalista Alexandre Moura. À época, o primeiro ano do segundo mandato de Lula, a realidade nacional era outra, muito diferente deste 11 de dezembro. Mas, a vida é assim, dinâmica. Não se pode ficar parado, inerte, acomodado, conformado. Muita coisa mudou de lá para cá. Na própria Gazeta, este período foi de intensa mudança: conteúdo, formato, equipe, conceitos. Porém, algo que permaneceu imutável foi o meu, o nosso compromisso de oferecer o melhor ao leitor.

Participei com satisfação da discussão que promoveu uma radical transformação do jornal. Neste processo, todos os profissionais envolvidos tiveram que “reaprender” muita coisa, deixando antigos conceitos e “costumes” de lado para buscar o novo. Era mais trabalho, mais dedicação, porém, mais satisfação a cada edição fechada. E é assim, cada página fechada, cada capa finalizada é, sim, como um “filho” que trazemos para “o dia seguinte”. Evidentemente, nem tudo acontece exatamente como queremos ou projetamos. Há contrariedades e limitações, porém, a vida é assim. Dia após dia aprendemos, reaprendemos, erramos, consertamos e avançamos.

Faço estas considerações porque, hoje, ao finalizar esta edição junto com a redação, agora mais diminuta, finalizo também esta etapa da minha vida profissional e pessoal. Naquele 19 de julho, fechamos a edição de número 5.249. Hoje, 3.167 edições depois, concluindo a 8.416, encerro este ciclo em minha carreira. Assim, agradeço a oportunidade e confiança que recebi do empresário Marcos Formighieri e seu filho, o também empresário e jornalista Guilherme Formighieri. Sem dúvida alguma, a Gazeta do Paraná foi uma grande escola de onde levo preciosas lições para minha vida profissional, mas também pessoal.

Não vou citar o nome de todos com que trabalhei durante esse período para não incorrer no erro de esquecer quem quer que seja. A todos os jornalistas, diagramadores, fotógrafos, estagiários e outros colaboradores com os quais trabalhei, não tenho outra coisa a dizer: Muito obrigado! Chegou o tempo de percorrer outros caminhos, ainda dentro do jornalismo/comunicação. Novos desafios nos fazem voltar a sonhar, estimular aprender ainda mais, obriga a sair da “zona de conforto”.

Nos últimos anos, com a popularização da internet e o crescimento das chamadas “redes sociais”, mesmos os “dinossauros” da comunicação foram e estão sendo obrigados a se reinventarem. Não me considero um “dino”, mas chegou tempo de inovar, reciclar, crescer. Além de agradecer aos Formighieri e todos os profissionais que comigo atuaram nestes longos anos de Gazeta do Paraná, não posso deixar de agradecer a Deus, meu baluarte, e minha família (Rose, Laís e Paulo Asafe), porto seguro e que sempre me motiva a dar o melhor de mim em tudo o que faço e a enfrentar todo e qualquer desafio. Por fim, deixo uma palavra que sempre levo comigo e que está registrada no livro histórico de Josué, o sucessor de Moisés: “Não to mandei eu? Esforça-te, e tem bom ânimo; não temas, nem te espantes; porque o Senhor teu Deus é contigo, por onde quer que andares”. (Josué 1:9)

 

* Paulo Alexandre Oliveira, jornalista e cidadão cascavelense

 

Sem dúvida, a chuva torrencial em Chapecó durante o velório dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense na Arena Condá representa as muitas lágrimas derramadas pelo Brasil por conta desta tragédia. E, fatos como como este, servem como nova oportunidade que pensar na vida, refletir no tipo de conduta que temos adotado e a forma que temos aproveitado nosso tempo, as vezes, correndo atrás do vendo… Antecipo o editorial da Gazeta do Paraná deste domingo, também, como forma de homenagear as vítimas… Destaco do texto esta passagem: A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”. Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas.

 

“…”

Pode parecer estranho não ter título neste editorial, sendo substituído apenas por “…”. Segundo os dicionários e as normas técnicas do português, “reticências” é um sinal de pontuação que indicam uma interrupção da frase e que podem exprimir dúvida, surpresa, hesitação ou assinalar uma “interrupção”… O dia 3 de dezembro fica marcado na história brasileira como o dia em que todos os brasileiros se uniram em um único lamento, em um único choro. A chegada dos corpos dos jogadores e comissão técnica da Chapecoense, além de jornalistas que perderam a vida no trágico acidente aéreo da última terça-feira, na Colômbia.

A partir da queda e tudo o que decorreu, para todas as vítimas e suas famílias e amigos mais próximos, foi determinada uma “interrupção” de sonhos, planos, alegrias, relacionamentos e da própria vida. As muitas homenagens registradas por toda a cidade de Chapecó e, especialmente, na Arena Condá, bem como nas outras cidades e locais onde os corpos foram velados e as despedidas finais realizadas, são uma clara demonstração da comoção, da compaixão e solidariedade que tomou conta do Brasil, da Colômbia e tantos lugares do mundo.

Diante de tamanha tragédia e tristeza, o consolo que surge é exatamente a esperança de ainda existe nos seres humanos a essência que, por vezes, parece estar esquecida, escondida, extinta. As lágrimas derramadas nestes dias também são reveladoras. Quando um homem ou uma mulher choram, acabam por evidenciar suas fragilidades, carências e necessidades de acolhimento. Ontem, em frente às televisões, computadores e smartphones, milhões de pessoas choraram comovidos pela perda, extravasando também suas tristezas pessoais e também arrependidos pelo “tempo perdido”, gasto correndo atrás do vento, em busca do nada enquanto o tempo passa e as relações familiares se esfacelaram…

É muito fácil identificar as falhas cometidas diante de situações como estas. E, por fim, caro leitor, a vida continua. A mãe do Danilo, a Dona Alaídes, emocionou o Brasil e o mundo com o gesto que teve durante a entrevista ao repórter Guido Nunes, reconheceu que o jornalista também estava triste e sofrendo com a perda dos seus colegas de profissão. Ela tinha e tem todos os motivos para necessitar de amparo, porém, mesmo diante do sofrimento de perder um filho, não foi egoísta, ofereceu solidariedade e afeto a quem também estava sofrendo, talvez em profundidade menor, mas não menos dolorosa… Todos têm suas lutas e tragédias e, verdadeiramente, o “calor humano” torna possível superar toda e qualquer dificuldade.

A chuva que caiu em Chapecó durante toda a cerimônia simbolizou as lágrimas de todos que choraram com a tragédia. Mas, como a chuva alimenta o ciclo da vida, também as lágrimas alimentam o sentimento humano mais sublime que é o “amor ao próximo”.

Mais uma vez, a família Gazeta do Paraná, ou mais, a família chamada Brasil, clama pelo consolo Divino às famílias enlutadas. O Livro Santo diz: “o choro pode durar uma noite inteira, mas a alegria vem pela manhã”. Assim, que se respeite essa ‘noite’ desejando #ForçaChape, mas que o brilho de uma nova manhã traga de volta o calor da alegria à Arena Condá, a Chapecó e a família de cada uma das vítimas… E que a homenagem de cada cidadão, torcedor, dirigente esportivo, gestor público e político seja a transformação do seu caráter para que tragédias como essas não sejam vãs em tudo o que significam! Deus nos abençoe!

Acredito que nesta terça-feira, nos lembramos um pouco o que é ser gente, ser um “ser humano”… Não pensar apena em “coisas”, mas em gente que sofre, que sonha, que morre… E, se a maior decepção da década era aquele “7 a 1” de 2014, vindo então do futebol a tristeza e a vergonha, também veio do futebol o orgulho e a esperança, mas também a dor. A tragédia com a delegação da Chapecoense, ou a “Chape” para os mais íntimos, fez todo mundo parar e pensar, pelo menos quem tem um pouco de sensibilidade, no tipo de vida que se vive. A equipe da Chape foi superação, sangue e suor… Não tinha estrelas, nem jogadores com “mega salários”, mas eram “mega determinados”… Um pequeno grande entre os grandes… Agora, são a história que eles mesmo escreveram, homenageados com justiça, laureados com mérito… No editorial desta quarta-feira (30-11) da Gazeta do Paraná, um pouco do que aprendemos com eles!

 

Humanidade: #ForçaChape 

Que a tristeza da criança com a camisa da Chape seja transformada em esperança e inspiração para superar todas as adversidades da vida que ainda virão!

Que a tristeza da criança com a camisa da Chape seja transformada em esperança e inspiração para superar todas as adversidades da vida que ainda virão!

A bandeira ainda é verde, porém, ontem o dia foi cinzento. A cidade de Chapecó, o estado de Santa Catarina e o Brasil acordaram, ontem, mais escuro, sem o brilho no olhar dos atletas, comissão técnica e dirigentes da equipe da Chapecoense que, pela primeira vez em sua história, chegava a final de um torneio internacional, a Copa Sul-Americana que poderia levar a equipe para a Libertadores da América. Mas, este sonho ‘acabou’ a 30 quilômetros do aeroporto onde a aeronave deveria chegar e pousar. Todos correram para a internet, televisores e rádios para saber detalhes de uma das maiores tragédias envolvendo atletas e, mais, brasileiros.

Difícil alguém não ser tomado de compaixão, de comoção. Enquanto a comoção é um sentimento de emoção forte e repentina, compaixão é um sentimento que leva à solidariedade para com a tragédia de outras pessoas, acompanhado de um desejo de ajudar, participar de forma altruísta e terna para aliviar a dor de quem sofre. É a compaixão que renova o que se conhece por “espírito humano”, aquele sentimentos que diferencia homens de “máquinas”.

A equipe da Chapecoense ganhou a simpatia e a torcida de todos por ser considerado “pequeno” disputando e conquistando espaço entre os “grandes”. Era formado por “ilustres desconhecidos”, comandados em campo e fora dele pelo conhecido ex-jogador e técnico Caio Junior, um cascavelense de sucesso, acostumado a grandes conquistas e ao preço que elas exigem. Assim, a “Chape”, que hoje deveria estar em campo brigando pelo título, representava também o desejo e a necessidade que o cidadão brasileiro tem de “superação”; de buscar ir além do que a situação projeta, das forças e condições que possui, daquilo que, dizem, o destino lhe teria traçado. É exatamente por isso que atletas como os jogadores da Chape se transformam em “heróis” e fazem brotar lágrimas de emoção, de alegria, de vitória.

Agora virão as homenagens, justas. As lembranças necessárias. Mas, não pode parar por aí. Tragédias como essa precisam gerar, além da comoção e compaixão, ações transformadoras, renovadoras e restauradoras. O sentimento de tristeza e perda visível nos rostos dos familiares e amigos próximos das vítimas fatais do acidente mostra que, de fato, a vida é como um “sopro”, fácil e breve. Assim, valorizar família, amigos e as atitudes e virtudes que transcendem o espaço compreendido entre o dia em que se nasce e o final da vida, deve ser uma meta e uma realização diária. As causas do acidente precisam ser esclarecidas para que as falhas previsíveis não sejam motivadoras de nova dor, porém, contra a fatalidade e a força da natureza (havia registro de mau tempo na rota e na hora do acidente) não há o que fazer, se não viver cada dia de forma mais humana, solidária e fraterna. O desejo de toda família Gazeta do Paraná é que Deus abençoe, conforte e fortaleça todas as famílias enlutadas e que os bons exemplos da “Chape” e sua história sejam inspiração para esta e para as futuras gerações, não apenas de atletas, mas de homem e mulheres de bem!

O cantor e compositor Belchior, famoso, sumiu do mapa, desapareceu. Porém, sua obra continua sendo consumida e ainda é muito atual, realmente contemporânea. Muita gente que antes andava com a mão “molhada” pelas propinas, agora anda “molhado de medo”… E, na “hora do almoço”, todos ficam de olho no “prato principal”, mas ninguém se entende quando abrem a boca, seja para comer, seja para falar… Deus salve o Brasil! Sem dúvida, precisamos de um milagre!!! Além de relembrar a ‘vibe’ de Belchior, confira a reflexão proposta pelo editorial desta quinta-feira da Gazeta do Paraná…

“Na hora do almoço”

“Cada um guarda mais o seu segredo / A sua mão fechada, a sua boca aberta / O seu peito deserta, sua mão parada / Lacrada e selada / E molhada de medo”. O trecho da música “Na hora do almoço” do “desaparecido” cantor e compositor Belchior que ontem completou 70 anos de idade sugere algumas reflexões a respeito da segunda votação da PEC 241, a “PEC do Teto dos Gastos” na terça-feira que adentrou madrugada adentro de quarta.

O comportamento dos parlamentares, com raríssimas exceções, foi e é vexatório, remontando completa quebra de decoro e, ao final, cada um com seu segredo e as mãos “lacradas e seladas”, talvez “molhadas de medo” votaram, não pelo entendimento real da PEC e seus efeitos, mas por “esquemas” partidários e disputas. Petistas e os antigos aliados de Dilma que ainda levantam o discurso do ‘golpe’, agora, são vigorosos defensores da população e seus interesses, sem dúvida, distorcendo informações e números de acordo com a conveniência do momento. De fato, pouco reclamaram da falta de investimentos na saúde, educação e infraestrutura quando estavam no poder, elaboravam orçamentos fabulosos dos quais, 15% ou 20% eram efetivamente cumpridos e traziam real benefício ao cidadão.

Nos tempos do ‘reinado petista’, tudo o que estes parlamentares queriam eram seus pleitos atendidos, seus cargos, dinheiro e influencia dentro e fora do governo. Controlar a ‘gastança’ era discussão de quarto ou quinto plano. Agora, a conversa mudou. E mudou também para quem era governo, mas não tinha poder e quem era oposição e estava completamente alijado de qualquer discussão de primeiro plano. No Governo Temer, o PMDB ‘manda’, o PSDB tem força e os demais aliados querem se “ajeitar”: “que se corte a carne dos outros, mas não a minha” e a vida segue. Mas, voltando análise da fatídica sessão, os descontrole, destempero e imaturidade dos parlamentares que faziam provocações a níveis menos inteligíveis que se fazem no jardim de infância, revela mais uma vez ao Brasil que o destino da nação está nas mãos de incautos que recorrem ao sofisma (argumento ou raciocínio concebido com o objetivo de produzir a ilusão da verdade, que, embora simule um acordo com as regras da lógica, apresenta, na realidade, uma estrutura interna inconsistente, incorreta e deliberadamente enganosa) para fazerem conquistar seus objetivos.

O Congresso Nacional tinha que dar exemplo e cortar, pelo menos, 50% dos seus gastos e ser referencial de lisura e parcimônia. Aí sim, poderiam estufar e bater no peito. Hoje, recorrendo mais uma vez ao “desaparecido” Belchior “No centro da sala, diante da mesa / No fundo do prato, comida e tristeza/ A gente se olha, se toca e se cala / E se desentende no instante em que fala.” A mesa está posta diante do Congresso, porém, além do medo dos segredos revelados, quando se abre a boca, ninguém se entende!

Milhares ou milhões de alunos sem aula em pleno mês de outubro… Escolas e universidade ocupadas… Quem lucra com isso? Quem fica no prejuízo? A luta por melhores SALÁRIOS e condições de trabalho é, sim, uma causa justa. Porém, injusto são os alunos serem prejudicados. Mesmo que agora estejam na ‘festa’ das ocupações, o período sem aula vai fazer falta. Como aconteceu na greve do ano passado, os conteúdos perdidos, infelizmente, perdidos foram… Mas, como escrevi no editorial da Gazeta do Paraná do último sábado, a luta precisa ser unificada em ação e essência. Do jeito que está, hoje, não ajuda, pelo contrário, atrapalha e muito!

 

Luta precisa ser ‘unificada’

Pai de aluno que, naturalmente quer preservar sua identidade e também a deu seu filho(a) manifesta profunda preocupação com a nova greve dos professores estaduais. Em que pese muitas das reivindicações terem sua razão de ser, a indagação e indignação deste pai, que reflete a de muitos, diz respeito ao prejuízo incalculável à preparação do seu filho/aluno para o Enem (Exame Nacional do Ensino Médio). “O conteúdos pedidos em 2015 com a triste greve que culminou com o fatídico 29 de abril não foram repostos de forma adequada. O calendário de reposição das aulas perdidas no papel foi perfeito, mas na prática foi uma piada. Tem professor comprometido, preocupado com o prejuízo dos alunos, mas tem aqueles que só se preocupam com a estabilidade de emprego e o salário”.

É fato que compromisso firmado tem que se horando. O que foi ‘combinado’ e ‘formalizado’ não é alto ou baixo é o ajustado e precisa ser horando, seja pelo Poder Público em fazer valer sua palavra no trato com os servidores, sejam os servidores em primar pela qualidade dos serviços que prestam. Na pauta de reivindicações elencada pela APP-Sindicato na quarta-feira (feriado), estão a retirada da Mensagem 043/2016 da Assembleia Legislativa em que o volta atrás no seu compromisso de pagamento da data-base para janeiro de 2017, conforme conquista da última greve da categoria; pagamento das progressões e promoções; equiparação dos salários dos(as) funcionários(as) Agente 1 ao piso mínimo regional; reajuste do auxílio transporte para os(as) funcionários(as) PSS e retirada da falta do dia 29 de abril de 2016.

É justa a reivindicação que, em suma, trata da remuneração dos servidores da educação. Mas, e quem fará justiça aos alunos que, mais uma vez, serão prejudicados e, pelo retrospecto, não terão a devida compensação? Não se desconsidera aqui, o fato de que um professor com um giz e uma lousa resolverá o problema da educação, muito menos dará ao aluno condições para que ele supere, pura e simplesmente, suas limitações impostas pela condição social imposta pela situação nacional. Porém, enquanto se busca equalizar minimamente as condições salarias e de trabalho dos servidores da educação pública, há que se olhar com mais responsabilidade para a condição dos alunos, em análise final, vítima que arca com os prejuízos de todo esse processo.

Há exemplos de professores que fazem a diferença na comunidade escolar onde decidem ser o diferencial, independente do seu contracheque. Por fim, que a luta seja única, de professores, alunos e sociedade em geral para que o resultado final de tudo isso sejam cidadãos mais bem preparados para a vida, conscientes dos seus direitos e responsabilidades!

Isso é o que a maioria espera… Não fosse assim, a vitória não teria vindo no primeiro turno… Mas, mais que vencer eleição, agora vem a ‘hora da verdade’ para colocar em prática os compromissos assumidos… Na Câmara, só 7 vão continuar na Casa, o resto que tentou a reeleição acabou sendo reprovado. Alguns casos, a votação foi até expressiva, porém, a legenda partidária não ajudou… De qualquer forma, dois terços da Câmara de Cascavel “renovou” com “gente nova”… Agora é esperar e ver se vai ser melhor ou pior que a atual…

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“A mudança que a gente quer”

Este foi o slogan de campanha do deputado estadual Leonaldo Paranhos (PSC), agora prefeito eleito de Cascavel com 86.099 votos. Na Capital do Oeste, a disputa política acabou já no domingo e não haverá segundo turno. Já na capital de todos os paranaenses, Rafael Greca (PMN), com 356.539 votos, e Ney Leprevost (PSD), com 219.737, vão disputar o segundo turno das eleições.
Mas, retomando a questão local, em Cascavel, para alguns eleitores e candidatos (naturalmente), há frustração pela não realização do segundo turno. Com apenas dois candidatos na disputa, sem dúvida, o debate se torna mais intenso e os pretendentes ao cargo precisam ser ainda mais claros em suas ideias e propostas ao eleitor. Entretanto, em muitos casos, aumentam também as negociatas para quem não quer perder a oportunidade de chegar ou continuar no poder. Com Paranhos vencendo no primeiro turno, se Cascavel perde no aprofundamento do debate de alguns temas, ganha em acelerar o processo de transição dos governos.
O desejo da população de Cascavel expresso nas urnas é de mudança. Paranhos se colocou como a mudança desejada e fez várias propostas que agradaram a maioria dos eleitores que compareceram às urnas no domingo. É preciso lembrar que 6.312 eleitores votaram em branco, outros 10.507 anularam o sufrágio e outros 21.622 sequer apareceram para votar. Quase 40 mil eleitores de Cascavel, pouco menos de 20% do total, não acreditaram que seu voto poderia mudar alguma das realidades que vivem. Agora, cabe ao eleito, provar que valeu a confiança da maioria dos cascavelenses.
Pelos lados da Câmara de Vereadores, com apenas sete reeleitos, dos 18 que tentaram a a permanência, ficou a comprovação da reprovação da sociedade com o atual legislativo. Sem dúvida, o desejo de mudança para a Casa do Povo a partir de janeiro de 2017, foi ‘muito forte’. E toda renovação sugere melhor qualidade e caberá aos 14 novos vereadores mostrar que, desta vez, o povo não errou.
E, o último ponto deste breve arrazoado, diz respeito à família. Leonaldo Paranhos, prefeito eleito, e Romulo Quintino (PSL), que foi o vereador mais votado deste pleito, reeleito com 3.397 votos, tiveram uma bandeira comum nesta eleição: a defesa pela família tradicional.

Sem dúvida, a postura clara e definida a respeito deste tema rendeu aos dois eleitos “votos extras” que lhes garantiram a vitória no primeiro turno e a liderança de votos entre os vereadores. Agora, é trabalhar e mostrar que o eleitor não errou!

Enquanto os “lobos” continuarem cuidando do galinheiro, a vida (dos lobos) será sempre farta… Já da galinha e do dono do galinheiro está ‘condenada’! Dia 2 de outubro dê uma rasteira nos lobos!

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Mais força para limpar

A chamada “Lei da Ficha Limpa” deixa muita gente irritada. Com “ficha suja” ou seja, condenações, políticos ficam impedidos de disputar eleições. Logo, o que não faltam são políticos “prejudicados” criticando a lei. Na semana que passou, em palestra ministrada em Curitiba, o ex-juiz eleitoral, Márlon Reis, idealizador da Lei da Ficha Limpa, afirmou que a legislação só existe porque a sociedade participou massivamente desde a elaboração do texto e reconheceu que “o incômodo que existe em relação à Lei da Ficha Limpa é que deveria ser ainda mais rígida”. Reis destacou a importância da lei para a justiça eleitoral já que antes do texto passar a vigorar, não existiam instrumentos efetivos para a inelegibilidade.

Mas, como o próprio magistrado disse, a lei ainda pode ser considerada “branda” e oferece muitas “brechas” para que corruptos ainda consigam disputar as eleições. Mesmo assim, de acordo com Reis, em 2016, segunda eleição municipal em que a Ficha Limpa é aplicada, números preliminares mostram que mais de 2 mil pessoas tiveram registro indeferido, sendo mais da metade barrada pela lei. A previsão de Reis é que o número final fique em torno de 1.220 inelegíveis, superior ao de 2012, quando 900 candidatos não puderam concorrer.

Para o idealizador da Lei, se não houvesse a decisão do Supremo Tribunal Federal de permitir que apenas as Câmaras de Vereadores analisem as contas de prefeitos, os números seriam maiores: em torno de 5 mil inelegíveis.

O magistrado destacou que a passagem mais importante na Lei não é no campo do direito eleitoral, mas para a própria democracia. “[A lei] é profundamente democrática. Nesse caso temos uma lei feita de baixo para cima, isto é, das ruas para o Congresso. Participamos de um caso muito raro, a ponto da legislação chegar no Poder Legislativo com energia social acumulada a ponto de barrar resistências”. O ex-juiz ainda apontou que a lei da Ficha Limpa é uma prova de que podemos alterar as coisas sem depender da boa vontade de alguém encastelado no Poder: “É uma prova pequena, mas uma prova de que podemos fazer isso. A principal lição é a articulação em rede. Construir o projeto e não buscar adesão ao projeto”.

E, finalmente, cabe ao eleitor, no próximo dia 2 de outubro, fazer sua parte para ‘limpar’ a política. Se a Lei da Ficha Limpa ajuda, o voto consciente ainda é maior e mais eficaz instrumento direto para promover a “higienização” da política. Por isso, caro (e)leitor, pense bem e escolha melhor!

 

É fato que não há o mesmo apelo “comercial” que as Olimpíadas normais, porém, os jogos Paralímpicos são, na minha opinião até mais emocionantes. As histórias de superação e o esforço especial e excepcional de cada atleta supera quase tudo que entendemos como ‘determinação’. Tenho acompanhado e recomendo… Vale a pena! Não é preciso muito para entender o porquê eles nos enchem de orgulho…

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Orgulho

Estudo realizado desde janeiro do ano passado pela agência de publicidade Nova/SB e pela plataforma de monitoramento digital Torabit, divulgado quinta-feira, no início das competições da Paralimpíada, revela a mudança de opinião do brasileiro em relação aos Jogos Rio 2016, de pessimismo, antes, para orgulho após o evento. A sondagem acompanhou 4,9 milhões de postagens sobre os Jogos Olímpicos do Rio de Janeiro na internet, em todo o Brasil, organizando mais de 140 grupos de discussão com homens e mulheres da classe C, na faixa dos 18 aos 50 anos de idade, nas cidades do Rio de Janeiro e São Paulo. O estudo foi concluído em agosto deste ano.

O diretor de Planejamento da agência de publicidade Nova/SB, Sérgio Silva, disse que, ao começar a pesquisa, seis meses após a Copa do Mundo de Futebol, pôde perceber a evolução da opinião pública desde aquela época. O discurso era crítico em relação à Olimpíada, demonstrando preocupação com a realização dos Jogos Rio 2016, diante da crise econômica no país, e afirmando que havia um desvio de prioridades. As pessoas comparavam a falta de legados após a Copa de 2014 e mostravam temor de que isso se repetisse na Olimpíada. 002Durante os 19 dias da Olimpíada, a plataforma Torabit analisou quase cinco milhões de postagens em redes sociais, blogs, portais e sites, escritas por 1,374 milhão de pessoas, lideradas pelo Rio de Janeiro (26% do total).

Neste sábado em que a Paralimpíada chama a atenção do mundo para o Brasil mais uma vez, é pertinente pensar e repensar os dados levantados pela pesquisa. Ninguém, brasileiro nato ou “adotado”, deixa de ter orgulho do Brasil, da sua gente. O que, inegavelmente, deixa o brasileiro pessimista e o mundo desconfiado da ‘incapacidade’ é o quadro real existente. As Olimpíadas de 2016 foram preparadas sob a sombra dos escândalos da Lava Jato, as inconsistências da ex-presidente Dilma e a “guerra” institucional. Porém, mesmo que escândalos como as obras inacabadas e superfaturadas da Copa do Mundo de 2014 venham a manchar (e dificilmente não aparecerão) sobre os gastos com a Rio-2016, nossos atletas superaram tudo isso e a si mesmo para conquistarem suas medalhas, suas colocações ou simplesmente suas participações nos jogos, ajudando, sem dúvida, o cidadão a extravasar suas frustrações e decepções cotidianas. O ouro do vôlei masculino, do salto com vara, do vôlei de praia masculino; as medalhas de prata e bronze na ginástica olímpica e o judô, fizeram renascer o sentimento nacionalista, patriótico que os “inquilinos do poder”, em Brasília, fizeram desaparecer. O ouro inédito do futebol é um caso a parte e não merece, segundo muitos, inclusão na lista anterior. E, finalmente, a Paralimpíada é, de fato, espetacular. A superação destes atletas é incontestável, estimulante e revigorante. Eles, sem dúvida, mostram que não há limites para a determinação, a força de vontade e o amor próprio. Não tem como não ter orgulho dessa gente!

Não poucas vezes alertei os leitores da Gazeta do Paraná e quem navega por aqui que, antes de entrarem na briga por figura “A”  ou “B”, não se deve esquecer que em geral, como raríssimas e cada vez mais escassas exceções, são tudo “farinha do mesmo saco”… Ninguém ou quase ninguém se salva…

Na “troca” de presidentes ocorrida na quarta-feira (31) quando, quando Dilma saiu e Temer sentou de vez na cadeira presidencial, não há dúvida que a retórica melhorou, as ideias são mais facilmente entendíveis e, até agora quase não se ouviu ele falar “essa é uma questão que…” Mas, e a conduta será que mudou para melhor mesmo?

#partiuportoalegre!tchau

O que esperar?

Página virada da história, página negra, nova página… O que não faltaram, ontem, foram nomenclaturas para o dia do afastamento definitivo de Dilma Rousseff da Presidência da República. Por 61 votos a 20, os senadores decidiram a favor do impeachment da agora ex-presidente, mas mantiveram os direitos políticos da petista em outra votação mais apertada, 42 votos a 36. Com isso, ela pode ocupar cargo público. Aliás, nesse quesito em especial, a senadora Katia Abreu, ao defender a manutenção dos direitos políticos de Dilma declarou: “Peço aos colegas que não apliquem essa pena de inabilitação (dos direitos políticos) pela sua honestidade e idoneidade, independentemente de erros que alguns concordam que ela tenha cometido. A presidente já fez as contas de sua aposentadoria e deve se aposentar com cerca de R$ 5 mil. Então, precisa continuar trabalhando para suprir as suas necessidades”. Ah… Se essa fosse a média da aposentadoria de todo brasileiro….

Mas, voltando ao dia histórico, o que se presenciou, ontem, foi o fim da “Era Petista” no comando. Um projeto de poder que durou por irônicos “13” anos e deixou o Brasil em condições delicadas política, econômica e institucionalmente. O jogo de regras regimentais do Senado e da própria Constituição, feitas ontem de forma a procrastinar a votação final do impeachment e dar uma espécie de “prêmio de consolação” a ex-presidente não caçando seus direitos políticos, que criou o primeiro embaraço na base de Michel Temer no Congresso, mostra com clara e incontestável exatidão, que senadores e deputados não estão preocupados, de fato, com a nação, mas em manter o Executivo refém de suas vontades e projetos pessoais e de grupelhos. O PT (leia-se Dilma e Lula) colheram a derrota exatamente cumprindo este roteiro. Para manter seu projeto a tudo custo, as concessões e desvios de foco e conduta levaram a ‘desgovernabilidade’ e ao descontrole de quase tudo.

Temer, ontem, logo após a posse, em sua primeira reunião ministerial que foi transmitida pelo Facabook, disse que “agora que as coisas estão definidas, (…) não vamos levar desaforo para casa”. Temer recomendou aos ministros que não partam para o ataque contra Dilma, Lula e todos os seus apoiadores, mas respondam e sejam firmes. “E a firmeza vem pela elegância da conduta e não com xingamentos”. Disse ainda que “não vamos caçar bruxas, mas não vamos deixar de responder” ao se referir a alcunha de “governo golpista” utilizadas desde que Dilma foi afastada do cargo.

Ainda deu um recado claro à sua base no Congresso Nacional: “Quem é governo é governo. E, se alguém não quer que este governo dê certo, que se declare contra o governo, mas não desmereça a conduta governamental”. O recado foi dado ao falar sobre a decisão de parte de sua base em decidir manter os direitos políticos de Dilma sem a consulta do governo. Segundo Temer, até poderia ter sido feito um acordo com um “ato generoso” que tivesse partido de “nós” e não fosse encarada uma “derrota” do governo o que, garante, “não foi”. Agora Temer está a caminho da China e o Brasil ainda não se sabe para onde vai. Porém, o “leme” saiu da mão do PT.