A eleição de Donald Trump e a Democracia – “Trump bless America”

Amanhã toma posse Donald Trump, o 45o presidente Americano. Muita especulação e todo o tipo de imbecilidade eu li desde que Trump, mesmo com menos votos populares, sagrou-se vencedor da eleição. Hillary Clinton é verdade, fez mais votos do que Trump, mas o voto popular não basta para ganhar nos Estados Unidos. Lá, é necessário obter a maioria de votos dos delegados de todos os 50 estados americanos. Mas isso não é novidade, Al Gore, em 2000, fez mais votos que George W. Bush e, assim como ocorreu com Trump, Bush foi eleito presidente.

Eu, particularmente, tenho especial simpatia com o sistema adotado pelos EUA, aliás, acho que a democracia é exercida em maior amplitude e, sobretudo, justiça com a existência de um Colégio Eleitoral. Ora, dirão alguns, isso é o mesmo que debochar da democracia! Não é não. E explico as razões senhores.

Se existisse aqui um Colégio Eleitoral, a campanha teria que ser nacional. Os candidatos deveriam preocupar-se com os problemas de todos os estados da federação e não apenas com os estados mais populosos como São Paulo e Minas Gerais por exemplo. Cá entre nós, alguém é capaz de lembrar alguma proposta de candidato para melhorar a vida de quem vive no Acre, no Amapá ou em Sergipe? A resposta é negativa porque a densidade eleitoral nestes estados é muito pequena. Noutras palavras, ninguém está nem aí pra eles – afinal, eles não decidem nada.

Ironicamente, um sistema de voto popular seria mais antidemocrático do que o Colégio eleitoral porque iria marginalizar os eleitores de fora dos grandes centros populacionais.

Pausa: anoto que no caso do colégio eleitoral a derrota no voto popular faz com que o voto de todos os delegados daquele estado seja destinado a um ÚNICO candidato. Assim, se existisse um Colégio eleitoral, toda essa gente passaria a ter voz. A democracia venceria ou não? Mas existem outros argumentos.

Essa palhaçada representada pela escancarada compra e venda de tempo de televisão e a negociação de cargos para representantes de partidos nanicos estaria eliminada. Estaria decretado o fim das tão prejudiciais coligações. Oportunistas seriam eliminados, desta forma, do pleito. A eleição ficaria concentrada em 2 ou no máximo 3 candidatos com pontos de vistas por vezes divergentes mas, em regra, com propostas sérias e exequíveis. Os debates serviriam para alguma coisa e o fim do “segundo turno” ajudaria o tornar a eleição mais rápida em todo o país.

Todo o procedimento de votação poderia ser revisto. A votação poderia ser autorizada com muita antecedência e não num único e específico dia e poderíamos, eu acho, testar um sistema que não utilize a urna eletrônica. Não pretendo polemizar sobre o tema “urna eletrônica”, mas não são poucos meus amigos que dizem acreditar que esse sistema seja uma fraude ou, como relatam os mais cometidos, “possível de ser fraudado”.

Encerro desejando sorte ao Trump. Competência (no setor privado e para chegar até a Casa Branca) ele já mostrou que tem de sobra.

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3 comentários em “A eleição de Donald Trump e a Democracia – “Trump bless America”

  1. Antonio Carlos S. Kuhn disse:

    SERIA UM SISTEMA MAIS JUSTO E MAIS PRÓXIMO PARA A REALIDADE BRASILEIRA, DIANTE DA DISPARIDADE DA QUANTIDADE DE ELEITORES DE CADA ESTADO, EVITANDO ABUSOS, CONCHAVOS E BARGANHAS ELEITORAIS.
    SISTEMA JÁ DEFENDIDO PELO DR. EDI SILIPRANDI, DEFENSOR DO ESTADO DO IGUAÇU E POR OUTROS BONS POLÍTICOS.
    PARABÉNS PELA BELA ANÁLISE

  2. helder sabadin disse:

    REALMENTE SERIA MAIS UMA FORMA DE OPRIMIR O POVO BRASILEIRO,ALGUEM JA OBSERVOU A SATISFAÇAO DO POVO DITO DESENVOLVIDO COM O RESULTADO DA VOTAÇAO DE SEUS DELEGADOS ATE QUANDO A MIOPIA DA GANANCIA E A OPREÇAO PARA COM SEUS SEMELHANTES MENOS ABASTADOS PREVALECERA A VEM PRA TODOS.

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