DUCA – A HISTÓRIA DE UM VERDADEIRO CAMPEÃO

Decidi escrever esse texto para, mais uma vez e em mais um veículo de comunicação de massa, homenagear meu primo Eduardo de Castro Filho, o Duca. Além da merecida homenagem, pretendo tentar diminuir a dor que todos da família estão sentindo.

Não irei tratar do acidente porque acho que de acidente não se tratou. Acredito que tenho sido realmente um assassinato. Choramos hoje pela irresponsabilidade, pela ganância de um cidadão e pela incompetência de um governo. Ao invés de chegar na casa do meu Tio Fico e dar as risadas que demos juntos com o Duca nossa vida inteira, tive que abraça-lo na tentativa de aliviar a dor que sentia. A dor, aliás, que todos nós estamos sentindo!!!

Mas voltando ao Duca, nada, mais nada mesmo na vida dele foi fácil. O mesmo Deus que lhe presenteou com um talento inigualável com a bola, também colocou muitos obstáculos em sua vida. Mas ele jamais desistiu. Foi superando cada dificuldade sempre com um sorriso no rosto e ajudando a todos que podia.

Quando seu pai, meu Tio Eduardo Fico de Castro, teve um duplo AVC, Duca mobilizou todo um corpo médico. Fez todos rezarem para que seu pai escapasse com saúde. Adivinhem? Conseguiu. Contrariando toda a literatura médica e as estatísticas, meu Tio saiu praticamente ileso do ocorrido.

Como jogador, eu lembro porque foi o próprio Duca quem me disse, o momento mais emocionante da sua vida ocorreu no Maracanã. Ao lado de Ronaldo Fenômeno, Duca vestiu a camisa 10 da seleção sub 20 do Brasil e, com o estádio lotado, foi aplaudido no final do jogo pela torcida.

Como assistente técnico eu presumo, atingiu o ápice quando conseguiu a classificação para disputar a final da Sul-americana. Duca e todos da Chapecoense tornaram-se os heróis da Arena Condá. Os heróis de Chapecó e claro, mais aplausos.

Mas o que ocorreu com a Chapecoense foi muito mais além. O time de Chapecó tornou-se o segundo time no coração de todos os brasileiros. Assim como nunca conheci quem não gostasse do Duca, também não conheci quem não gostasse da “Chape”.

As imagens veiculadas durante toda a semana falam mais do que qualquer palavra que eu possa dizer. Duca não jogou no Barcelona nem no Real Madrid, mas foi homenageado por eles. Duca tampouco fez um gol na Colômbia, mas conseguiu os aplausos de um estádio e de todo um país.

Tenho a certeza de que o Duca está no Céu e feliz da vida assistindo tudo isso. Tio Fico, Tia Ica e Bella, o mundo hoje aplaude o Duca. É um caso único de campeão por aqui e agora no Céu. Fica com Deus meu primo. Como diz a música imortalizada na voz de Milton Nascimento: “qualquer dia a gente vai se encontrar”…

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2 comentários em “DUCA – A HISTÓRIA DE UM VERDADEIRO CAMPEÃO

  1. Antonio Carlos S. Kuhn disse:

    Parabéns Junior pela bela e justa homenagem, extensiva ao Caio também e seus familiares, mostrando que vocë é uma pessoa sensível aos mais belos sentimentos humanos, a amizade, a lealdade e a gratidao.

  2. helder sabadin disse:

    Nem mesmo os anjos do céu ao receber tantas estrelas contiveram suas lagrimas; por aqui estamos só de passagem e para morte não a remédio algum; nos resta uma estrela aqui na terra a estrela verde da esperança esta no trara conforto mais amigos mais amor DEUS sempre desce até seu filho o homen se este sobe até seu pai que é DEUS PAZ E BEM

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