SNAPCHAT – A que ponto chegamos!!!!

Fiquei uns dias em casa e, por conta disso, muito mais para passar o tempo, ingressei no tal “Snapchat”. Eu sempre andei com o pé atrás com relação ao Whatsapp (vídeos e áudios vazados transformaram imbecis em imbecis plus e na política foram motivo para a decretação da prisão de muita gente), mas no “Snap” a imbecilidade se superou.
Tem gente que chega ao absurdo de dar parciais de como está seu dia. Algo como: “Acordei, oieee galera. Agora no café vou tomar suco de lichia com cereais da Nova Zelândia”. Depois de um gole do suco começa uma espécie de “vamo pula” sem parar gritando bom dia. Sim, isso existe.
Juro que fiquei constrangido pela pessoa. Meu Deus, o que é isso? E foi exatamente esse constrangimento que me impediu de continuar seguindo a “difícil” e inteligente rotina dessa exótica cascavelense.
Muita calma senhores, as bizarrices não param por aí – aliás, a julgar pelo que vi no “Snap” nem começaram!!! Aquela moçada que recebeu um NÃO da Revista Playboy dá em árvore neste aplicativo. A razão da negativa é explicável no momento exato que você começa a dar uma espiada nas fotos. Seria, no máximo, caso para o Animal Planet, mas NÃO, atualmente é caso para Snapchat – e dá-lhe foto de biquíni no inverno. E não, as fotos não foram tiradas em Balneários como Capri ou Marbella.
Estou até agora surpreso. Eu sempre brinquei com relação às fotografias de sushi e de vinho, mas eu só pretendia mesmo brincar com amigos. A publicação das fotos é um direito e não tem rigorosamente nada de errado ou excesso. Já no tal Snap, lembrei do que me dizia meu pai: “Júnior, a sabedoria pode ter um limite, mas a imbecilidade não. Um imbecil pode sempre te surpreender novamente”. Tinha razão “Seo” Mano. Tinha, como sempre, toda razão…
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A Operação Lava-Jato e as Eleições.

Após o início da operação “Lava Jato” quase todo dia explode uma bomba em Brasília. O Jornal O Globo surge com um novo áudio. Trechos de delações premiadas são vazados. Pedidos de prisão são descobertos pela imprensa com antecipação estarrecedora.

Convivo com campanha eleitoral desde criança. E, na verdade, pouca coisa que interessa mudou. Acabaram os showmícios. A distribuição de brindes foi proibida. Ficou mais difícil (pouca coisa) doar dinheiro para candidatos ou partidos. O judiciário passou a ter um papel decisivo nas disputas. Alguns partidos e políticos tiveram a imagem maculada para sempre.

Como estamos vendo, o PT bateu o recorde. E por isso foi punido. Lula ainda não foi preso por mero acaso ou por sua fortíssima influência. Dilma já era. José Dirceu tem grades atrapalhando sua vista nada panorâmica. Entretanto, é preciso que se reconheça: eles não são os únicos. A Lava-Jato escancarou aquilo que quase todo mundo sabia: quem paga a cara conta de uma eleição quer receber multiplicado por centenas de milhões de reais depois.

Por que razão um Banco doaria milhões de reais aos dois candidatos favoritos? A Camargo Correa ou qualquer destas grandes empreiteiras doam dinheiro por altruísmo? É óbvio que não. A conta é paga em obras. A propina trata de garantir que isso se eternize. E quase todos são culpados. São raras as exceções – ou por honestidade (sim, existem políticos honestos) ou porque ninguém ofereceu (caso daqueles partidos com discurso comunista/anarquista sem qualquer viabilidade ideológica e muito menos eleitoral).

O PT é culpado sim, mas seria mais justo afirmar que é também culpado. E qual a solução então? Eu confesso que não sei. Muita coisa teria que mudar. Estamos, senhores, muito longe de atingir o conceito de democracia. Hoje, estamos piores que o Paraguai…

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