José de Abreu e a Globo – A que ponto chegamos!!!

Nunca perdi um segundo tratando do debate que envolve “coxinha” ou “não coxinha” ou “coxinha”versus “Pts”. Sempre achei que isso não tinha a menor relevância. E sigo achando exatamente a mesmíssima coisa. Agora, se neste debate estiver um ator global, o fato de um dos lados ser coxinha torna-se capa de jornal. Para mais, vale até homenagem no Faustão!!!

Recuso-me a entrar no mérito do que teria gerado a cusparada. Seja lá qual for a razão, NINGUÉM COSPE NA CARA DO OUTRO. E por quê? Porque, em tese, vivemos numa sociedade civilizada – não se trata sequer de discutir o que foi dito. Quem cospe perde a razão, simples assim.

Para a Rede Globo essa lógica não vale. Algo como: “cuspir é feio, mas se a causa valer a pena e se for um ator global o sujeito ativo, o cuspe na cara está autorizado”.

Imaginem, pois, que, a depender do tema, seria possível pedir direito de resposta. E, se concedido, esse direito não seria representado por argumentos. Teria 5 segundos o suposto ofendido para disparar cusparadas no suposto ofensor!!! Que demonstração de democracia senhores. Que demonstração de amadurecimento e de respeito à liberdade de expressão!!!

Então tá José de Abreu, vou tomar como legal ou legítima a cusparada ao “coxinha”. Imagine se o povo resolve protestar cuspindo contra a Dilma e nesse protesto miram no Palácio do Planalto? Certamente, Dilma precisaria de um barco. A Praça dos Três Poderes seria inundada de cuspe. Para que debater José de Abreu se é possível e melhor cuspir? Coisa triste. Coisa lamentável.

Lícita a cusparada, a questão é saber: o que vem depois?

Socos e disparos? Já tinha lido diversas declarações de José de Abreu. Na minha modesta opinião, ele é um bom ator, mas politicamente um completo idiota. Sigo achando isso com um plus, ele segue um idiota mas além disso carece de educação. Trata-se de um imbecil mal-educado. Parabéns Rede Globo. Belo exemplo…

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Não está fácil pra ninguém companheiros!!!!

Faz poucos dias fui desmentido numa das minhas leis que, por décadas, restou imutável. Achava eu que a frase: “não existe terráqueo que não goste de pistache” fosse eterna. Jamais seria, portanto, contrariada. A máxima pistacheana é, ACREDITEM, falsa.
Mas como descobri isso? Explico: antes de formular essa tese, fiz uma ampla pesquisa. Colhi dados acerca de quase tudo. Tinha quem não gostasse de palmito. Outro não comia lagosta. Uma amiga não gostava de camarão pistola, chocolate, sorvete Hagen Dass de doce de leite e por aí vai. Mas NINGUÉM – ao menos que eu conhecia – disse: EU NÃO GOSTO DE PISTACHE.

Eis que, me relatou um amigo dia desses, levou sua nova namorada jantar. Antes porém, serviu pistache. Na primeira mordida diz a moça: “credo, que coisa horrível”. Abismado ao quadrado, apavorado, surpreso, pensei: ela só pode ter esquecido de descascar. Mordeu a iguaria direto e quase quebrou o dente.
NADA – estava já descascado me garantiu meu amigo. E agora? Sirvo o que para a cidadã?

Pedi 24 horas pra pensar. Eu não fazia a menor ideia do que responder. Até que me ocorreu: “sirva jiló. Dê uma mascarada na apresentação e diga que a receita você arrumou de alguma celebridade da Revista Caras. Dito e feito. Após a primeira garfada ela lançou: “agora sim – finalmente algo que eu ADORO!!!!”.

Já vou antecipar: não sirva champagne Don Perignon nem invente de gastar com um Romanée Conti. Vá de Sidra Cereser sabor Tuti Fruti, Sminoff Ice e vinho de garrafão que você acerta na mosca!!!!

Do jeito que as coisas estão, rir ainda é o melhor remédio. Bom feriado a todos.

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Jorginho Guinle e os Playboys de Cascavel

Esse ano, Jorge Eduardo Guinle completaria 100 anos de vida. “Jorginho”, como ficou conhecido pelo mundo, foi, disparado, o maior bon vivant da história do Brasil. Não consigo citar ninguém para comparar – depois dele “playboy” ganhou outro conceito. Para muitos, Jorginho foi apenas um cara de sorte. Herdeiro. Jamais trabalhou. Morreu pobre. Um imbecil. Seria ele MAIS um de tantos “sortudos” que acabam por não fazer nada e torram em pouco tempo o dinheiro que, de presente, receberam.

Concordo que imbecis desta espécie dão em árvore por aqui. Conheço gente muito mais rica que Jorginho, mas que não conheceu sequer Matelândia. Morreu com bilhões, mas da vida nada mais fez que não acumular dinheiro. Não riu com os amigos. Aliás, não tinha amigos. Podendo fazer diferente seguiu a regra e viu a vida passar pela televisão. Mas, certamente, não foi o caso de Jorginho.

Como ele mesmo reconhece, na vida cometeu um único erro: calculou mal quando seu dinheiro acabaria. Dizia-se singular porque ao contrário dos demais playboys, ele jamais teve que trabalhar. Ao invés de funk, entendia de jazz. Ao Oscar foi 17 vezes. Com semblante estampando um sorriso permanente (“cara feia envelhece” dizia), conheceu Frank Sinatra. Foi a primeira pessoa a quem Walt Disney mostrou Zé Carioca. Desfilou com mulheres como Kim Novak, Zsa Zsa Gabor, Marilyn Monroe, Rita Hayworth e Romy Shneider. Assistiu as gravações de “Casablanca”.
Jorginho também havia estudado filosofia. Era culto e educado. Gastou 100 milhões de dólares (e acreditem, não andou de Camaro nem tomou cerveja quente em autódromo). Era amigo de Orson Welles (Cidadão Kane) e Ronald Reagan.

Já com 88 anos, antes de ser operado de um aneurisma na aorta, pediu aos médicos que o liberassem para morrer onde queria. Vou para o céu disse. Levem-me ao Copacabana Palace. Depois de comer um strogonoff, tomar milk shake e um chá, faleceu no Hotel erguido por sua família. Aos amigos pediu que no seu epitáfio escrevessem; “aqui jazz”.

Jorginho jamais usou pulseirinha de camarote. Não tinha instagram e claro, jamais postou selfie ou ‪#‎partiuOrlando‬!!!!

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É DOMINGO!!!

Dezembro de 1992. Tinha eu 14 anos. E claro, estava em Brasília. Havia finalmente chegado o dia da votação do impeachment do então presidente Fernando Collor. Hoje, quase 25 anos depois, tenho certeza que eu não tinha a menor ideia do que realmente estava para acontecer – eu só tinha certeza de uma coisa: eu estava lá porque, inobstante meus 14 anos, queria viver num país melhor.

Se minha memória não me trair, não havia bandeiras dizendo “FORA PRN” (o partido de Collor). Não havia Sérgio Moro. Nenhuma operação ao estilo Lava Jato estava em andamento. O grito de ordem era “Fora Collor”. E esse grito – que depois reverberou tornando-se o grito de uma nação – tinha as cores da nossa bandeira. No que ficou conhecido como “domingo negro”, entoava a população: “Ai, ai, ai, se empurrar o Collor cai”. De fato, caiu – renunciou para preservar os direitos políticos.

Anos depois, o Supremo Tribunal Federal absolveu Fernando Collor, mas a condenação política já lhe havia sido imposta.

Collor seria julgado pelo juizado especial (conhecido como “pequenas causas”) se comparado ao que acontece hoje no país. Até amigos radicais – que defenderam por anos Lula, Dilma e o PT – hoje são favoráveis ao impedimento da presidente e a prisão de Luiz Inácio. Juridicamente, sobram crimes de responsabilidade – e não é preciso sequer tratar do caso Petrolão. As pedaladas bastam.

Ao contrário do que ocorreu no impeachment de Collor, a moçada do PT já foi condenada pelo STF. Com a exceção de Lula e Dilma, as maiores vozes do PT estão hoje atrás das grades. A ação penal 470 (Mensalão) tratou de escancarar um esquema de compra de apoio em troca de todo o tipo de benefício jamais visto. E quando achamos que era o fundo do poço, surge o Petrolão, Pasadena e, ainda bem, Sérgio Moro. Gente do clube do BILHÃO passou Natal e o Ano Novo na cadeia. André Esteves e o Príncipe Marcelo Odebrecht foram presos – essa turma era, supostamente, intocável. Não o são – ao menos não para Sérgio Moro.

Porto em Cuba, perdão de dívidas de países supostamente mais pobres, apoio a movimentos que hoje abrigam criminosos (MST) entre outra centena de abusos foram cometidos. A IMENSA MAIORIA DO POVO BRASILEIRO É HONESTA. ACORDA CEDO E VAI TRABALHAR. Tinha razão o slogan da Coca-Cola que dizia: “Existem razões para acreditar. Os bons são maioria”.

Senhores Deputados, façam o que é certo. Essa moçada já deveria estar faz muito tempo presa. O povo brasileiro não merece isso.

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QUEDAS DO IGUAÇU – ARAUPEL/PM VERSUS MST – TERIA SIDO MESMO UMA EMBOSCADA? OS NÚMEROS NÃO MENTEM!!!

QUEDAS DO IGUAÇU – ARAUPEL/PM VERSUS MST – TERIA SIDO MESMO UMA EMBOSCADA? OS NÚMEROS NÃO MENTEM!!!

Toda a imprensa nacional noticiou o que aconteceu em Quedas do Iguaçu. E são duas as versões: a primeira (defendida pelo PT vale anotar) conta a estória de uma suposta emboscada. “Trabalhadores” do MST teriam sido emboscados pela PM Ambiental e por Seguranças contratados pela empresa ARAUPEL. Dessa emboscada armada pela Polícia/Araupel, teriam sido vítima dois integrantes do Movimento dos Sem Terra – a PM, pois, nessa primeira versão, teria agido de forma criminosa.

A segunda versão diz o seguinte: em patrulha próxima da área ocupada pela ARAUPEL e onde estão acampadas 2 mil famílias de Sem Terras, alguns (o número não se sabe ao certo)  membros do movimento teriam partido para a briga com a PM (atacado a Polícia para ser mais direto). Nisso, um Sem Terra teria atirado para cima. E aí teve início o confronto (ou seja, a PM passou a agir). Como em batalhas sempre quem tem MENOS treinamento sofre mais baixas, dois integrantes do MST acabaram mortos.

Das centenas de vídeos que circulam pelas redes sociais, um me chamou especial atenção. Tratou-se do vídeo divulgado pela Senadora Gleisi, do PT. Não é preciso muita inteligência para concluir que a Senadora apoia o MST e critica a atuação da Polícia Militar. Gleisi é categórica quando afirma: “o que aconteceu foi um “assassinato”. Foi uma emboscada da PM”.

Para seguir preciso esclarecer que sou extremamente favorável à defesa da propriedade privada. E não entrarei no debate jurídico que envolve Araupel, Incra e União por uma razão simples: ele não tem previsão de acabar. O fato é que a ARAUPEL segue produzindo. Segue gerando emprego e renda. Segue, pois, cumprindo com o papel que lhe cabe (ao contrário dos Sem Terra – que estão lá – são mais de 6 mil pessoas que não se sabe ao certo o que fazem nem do que vivem).

Dito isso algumas questões parecem óbvias. Refiro-me aos números do episódio – e aqui MST e PM concordam. Como 8 (oito) Policiais e 6 (seis) seguranças iriam armar uma “emboscada” num local onde estão 6 mil pessoas? 14 pessoas, portanto, iriam emboscar 6 mil? A SWAT fracassaria. O Mossad não arriscaria agir primeiro numa operação com tamanha desvantagem numérica. É evidente, pois, que de emboscada não se tratou. A lógica de combate e uma mirada rápida nos números exclui essa possibilidade.

E o que você acha que foi então? A Polícia Militar do Paraná, agindo em legítima defesa, tratou de restabelecer a ordem no local. LAMENTAVELMENTE, DUAS PESSOAS FORAM MORTAS, MAS ISSO NÃO TERIA OCORRIDO SE O MST NÃO TIVESSE ATIRADO PRIMEIRO!!! É isso ou admitir a tese de que 14 podem emboscar 6 mil. É isso ou admitir que a Polícia, pois, deveria sair correndo com medo dos Sem Terra. Sigo com orgulho de viver no Paraná. Um estado de respeito como diz a propaganda. Um estado onde a PM não foge do MST.

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PEDE PRA SAIR WAGNER MOURA. O CAPITÃO NASCIMENTO TERIA VERGONHA DE VOCÊ!!!

PEDE PRA SAIR WAGNER MOURA. O CAPITÃO NASCIMENTO TERIA VERGONHA DE VOCÊ!!!

Repercutiu em toda a imprensa do país o artigo, publicado quarta-feira na Folha assinado pelo ator Wagner Moura. E claro, o texto convence iniciantes. Primeiro pelo conceito de seriedade que passava o Capitão Nascimento – personagem imortalizado por Wagner no cinema. Segundo porque utiliza uma técnica pra lá de manjada de argumentação – parte de premissas genéricas para chegar a falsas conclusões.

Recuso-me a tratar da parte jurídica do impeachment com a versão real do Chefe do BOPE. Wagner Moura, neste particular, não sabe sequer o que é crime de responsabilidade. O debate, portanto, ao menos nesse aspecto, fica prejudicado. A sucessão de equívocos é lastimável.

Vamos ao que interessa. Afirma o famoso ator que o impeachment seria ilegal porque o governo Dilma teria tirado milhões de pessoas da pobreza. Discordo, mas para prosseguir, tomei como verdade a premissa. Está certo Wagner. Dilma tirou milhares de brasileiros da pobreza. Ponto – pergunto: qual a relação disso com o processo de impeachment? Respondo: nenhuma! Uma coisa (tirar milhões da pobreza) não tem correlação com o processo de impeachment meu jovem. Fosse assim, nenhum governo populista, por mais crimes que cometesse, poderia sofrer impedimento. O argumento é, pois, imprestável para sustentar a tese de “golpe”.

Segue o artigo a sugerir ilegalidade nas investigações na Operação Lava-Jato com insinuações imbecis e genéricas. Suspeição acerca da conduta do juiz Sérgio Moro e de Ministro do Supremo Tribunal Federal. Algum dado concreto? Alguma afirmação incontroversa? Rigorosamente nenhuma. Algum argumento que absolva Dilma das “pedaladas” fiscais? Nada. Nenhuma palavra.

Para não passar em branco, diz Moura que o nome de Dilma não estava na lista da Odebrecht. Tá. E daí? No que isso resolve o problema das pedaladas “Zero Um”?

Encerro por aqui citando o que escreveu Reinaldo Azevedo ao finalizar seu texto:

“É claro que um grande ator pode ser inteligente. Não é o caso de Wagner Moura. Definitivamente. A menos que tenha decidido fazer o papel de bobo. E aí o ator merece os parabéns!”

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