UM BRINDE AOS CHATOS!!!

Nunca fui de muita frescura. Frequento lugares da A a Z (os com Z eu simpatizo bem). No entanto, tenho constantemente sido alvo deles. Deles quem? Dos eternos chatos de plantão. Não pense que se escolher horário, lugar, cidade, país, você está livres deles. Não está.

O chato tem características facílimas de serem flagradas. Ele é puxa-saco, finge te conhecer melhor que a tua própria mãe ou familiar, comporta-se como um parasita – e o mais incrível, está em todos os lugares – quando você comentou: graças a deus aquele chato foi embora. Não, ele não foi. Está no banheiro ou mesmo atrás de você.

O chato não se resume a puxar conversa sem o menor sentido e em lugares onde o que se pretende é dar risada. Ele é inconveniente e se você for um daqueles que pula a cerca matrimonial, o chato vai dar um jeito de tocar nesse tema para em seguida te complicar a ponto de quem sabe, acabar com seu casamento. Diria o chato: “quem era aquela morena que você conversou no churrasco?” Dois problemas: 1) você jurou que nesse churrasco mulher não entraria e o pior 2) foi específico ao mencionar uma morena. Pergunto: que mulher já não teve ciúme de uma morena? Mesmo que tenha sido em 1965, era uma morena. E para as mulheres, certamente essa é a mesma do passado.

Os chatos sabem tudo sobre todos os assuntos. Futebol, mulher, cerveja, economia, filosofia, jogo de bicho, clarividência, gastronomia e são conspiradores. Tiveram acesso aos mais bem guardados segredos da história da humanidade. Sabem quem matou Kenedy. Afirmam que o Homem jamais chegou na Lua.  E, por fim, chutam como ninguém, chegando ao ponto da mitomania – depois de um tempo, acreditam na própria mentira. Se fossem políticos, Cascavel teria ultrapassado Dubai. Tudo na cidade está errado, o prefeito é ladrão ou burro, mas se você analisar o que o chato efetivamente fez para comprovar essa anunciada competência? Em regra, nada. Jamais administraram uma empresa ou se administraram, ela faliu. Mas o burro é o prefeito…

Imaginem que você está num bar e o chato chegou de gravata. É ele advogado. E chegou sozinho porque, claro, ninguém arrisca sentar na mesma mesa que ele  e pior, ter que ir pra casa de carona com o cidadão. Em regra, esses chatos sabem tudo mas não conseguiram sequer vencer a eleição para vereador. Digo mais, perderam até para sub-sindico. Aí sempre tem aquele otimista que diz: “não, isso é uma fase. Ele vai melhorar”. Vai nada. Quem nasce chato morre chato ou morre mais chato do que nasceu.

Eu mesmo não tenho nada contra essa turma, desde que a chatice deles não me atinja. Ou seja, se você acha que se parece com um chato, só um favor, mantenha distância. Quem sabe eu mesmo seja um chato e alguém pode estar escrevendo isso de mim agora. Aliás, sim, admito, eu sou um chato mas meus amigos já se acostumaram com minha chatice.

Este texto teve a colaboração do Seco (chato como eu cujo nome ele pediu para  ser divulgado tamanha a repercussão e relevância do que já fez pela humanidade).

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DUCA – A HISTÓRIA DE UM VERDADEIRO CAMPEÃO

Decidi escrever esse texto para, mais uma vez e em mais um veículo de comunicação de massa, homenagear meu primo Eduardo de Castro Filho, o Duca. Além da merecida homenagem, pretendo tentar diminuir a dor que todos da família estão sentindo.

Não irei tratar do acidente porque acho que de acidente não se tratou. Acredito que tenho sido realmente um assassinato. Choramos hoje pela irresponsabilidade, pela ganância de um cidadão e pela incompetência de um governo. Ao invés de chegar na casa do meu Tio Fico e dar as risadas que demos juntos com o Duca nossa vida inteira, tive que abraça-lo na tentativa de aliviar a dor que sentia. A dor, aliás, que todos nós estamos sentindo!!!

Mas voltando ao Duca, nada, mais nada mesmo na vida dele foi fácil. O mesmo Deus que lhe presenteou com um talento inigualável com a bola, também colocou muitos obstáculos em sua vida. Mas ele jamais desistiu. Foi superando cada dificuldade sempre com um sorriso no rosto e ajudando a todos que podia.

Quando seu pai, meu Tio Eduardo Fico de Castro, teve um duplo AVC, Duca mobilizou todo um corpo médico. Fez todos rezarem para que seu pai escapasse com saúde. Adivinhem? Conseguiu. Contrariando toda a literatura médica e as estatísticas, meu Tio saiu praticamente ileso do ocorrido.

Como jogador, eu lembro porque foi o próprio Duca quem me disse, o momento mais emocionante da sua vida ocorreu no Maracanã. Ao lado de Ronaldo Fenômeno, Duca vestiu a camisa 10 da seleção sub 20 do Brasil e, com o estádio lotado, foi aplaudido no final do jogo pela torcida.

Como assistente técnico eu presumo, atingiu o ápice quando conseguiu a classificação para disputar a final da Sul-americana. Duca e todos da Chapecoense tornaram-se os heróis da Arena Condá. Os heróis de Chapecó e claro, mais aplausos.

Mas o que ocorreu com a Chapecoense foi muito mais além. O time de Chapecó tornou-se o segundo time no coração de todos os brasileiros. Assim como nunca conheci quem não gostasse do Duca, também não conheci quem não gostasse da “Chape”.

As imagens veiculadas durante toda a semana falam mais do que qualquer palavra que eu possa dizer. Duca não jogou no Barcelona nem no Real Madrid, mas foi homenageado por eles. Duca tampouco fez um gol na Colômbia, mas conseguiu os aplausos de um estádio e de todo um país.

Tenho a certeza de que o Duca está no Céu e feliz da vida assistindo tudo isso. Tio Fico, Tia Ica e Bella, o mundo hoje aplaude o Duca. É um caso único de campeão por aqui e agora no Céu. Fica com Deus meu primo. Como diz a música imortalizada na voz de Milton Nascimento: “qualquer dia a gente vai se encontrar”…

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Duca, É UM A HONRA SER SEU PRIMO!!!

Dizem que Deus convoca antecipadamente para o céu as melhores pessoas daqui do planeta. Até esses dias eu não acreditava nisso. Em verdade eu achava uma grande bobagem. No entanto, pelo que aconteceu com a nossa família faz pouco mais de 2 anos e agora, com o Duca, sou obrigado a dizer que isso é verdade. Aliás, é esta a única explicação possível para tentar explicar o que parece inexplicável.
Em toda minha vida não conheci ninguém que do Duca não gostasse. Tampouco conheci alguém que o Duca deixou de ajudar. Nunca vi um filho como ele. Duca é uma das melhores pessoas que conheci – por isso é tão difícil de aceitar sua partida. Em todos os piores momentos da minha vida, Eduardo De Castro Fico, pai do Duca, esteve ao meu lado.
Numa retrospectiva, quando era criança Duca parecia ter nascido para o futebol. Tinha com a bola uma intimidade ímpar. Jogou na seleção juvenil ao lado do Ronaldo Fenômeno. Foi camisa 10 e artilheiro do Flamengo com 16 anos. Tinha tudo para entrar para a história como jogador. Por uma sucessão de fatalidades isso acabou não acontecendo. Para liquidar de vez com o sonho de ser jogador, Duca teve um problema na coluna que o obrigou a passar por um procedimento cirúrgico e abandonar os gramados.
Mas ele não desistiu. Decidiu que seria treinador. E pra isso foi se preparar. Formou-se em Educação Física, fez cursos e estava muito próximo de conseguir seu primeiro título. Quando tudo parecia encaminhado, outra e última fatalidade. Eu perdi um primo. Um grande amigo. Tio Fico e Tia Ica perderam seu filho. Não posso imaginar a dor que eles estejam sentindo, mas posso dizer Tio e Tia, enquanto esteve por aqui Duca foi e continua sendo motivo de orgulho. Isabella De Castro Paulin lembre sempre disso: seu irmão foi um exemplo. E desse Duca jamais iremos esquecer!!!

 

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SALVE O PALMEIRAS!!!

Finalmente, Palmeiras campeão!!! Ao contrário do que poderiam supor os torcedores do Verdão, decidi escrever este texto para, em síntese, dizer que SIM, FOI MERECIDO. E o fundamental: o Palmeiras não foi campeão esse ano – o título começou a ser desenhado lá atrás. É fruto de competência administrativa. Saíram os amadores. Entrou quem entende de gestão.

As contratações foram acertadas. Cuca provou ser um excelente treinador e o torcedor palmeirense mostrou que fez a sua parte. Vamos aos números: média de público na Arena Palmeiras: 30 mil pessoas, Arrecadação da Arena: 136 milhões de reais. Aumento de mais de 500% no número de sócios-torcedores – são aproximadamente 128 mil atualmente. Resultado? Palmeiras, com folga, campeão brasileiro. Os números são incontestáveis.

Não havia, como noutras épocas, um craque. Havia sim um grande e unido elenco. Havia, e aqui reside o ponto fundamental, um cidadão chamado Paulo Nobre – esse sim merece todas as homenagens e fez a diferença. É de gente assim que o futebol precisa. Para citar apenas um exemplo; quando o Palmeiras precisou, emprestou 200 milhões de reais ao clube. Recebeu cada centavo de volta. A conta foi, portanto, integralmente paga.

Quando houve problemas com a construtora que administra a Arena do Palmeiras, Nobre cogitou, em conjunto com alguns amigos, comprar o estádio, algo próximo de 600 milhões de reais. Ressalto: Paulo Nobre não doou seu dinheiro ao Palmeiras. Apenas emprestou a grana para que o plano/projeto pudesse ser executado com perfeição. E, sem nenhuma dúvida, cumpriu seu objetivo. Nobre enxerga longe. Além de tudo em ordem, já deixou um elenco excepcional para 2017 – e tudo isso sem quebrar ou endividar o Palmeiras.

Parabéns ao Palmeiras. Foi, realmente, merecido. Eu, como corinthiano que sou, fico agora na torcida para que Nobre deixe o Palmeiras o mais rápido possível. Se ele continuar lá, ano que vem o Verdão pode até conquistar o inédito título de campeão mundial. Sem Nobre meus amigos, será como no filme estrelado por Tom Cruise: Missão Impossível. Mas aí já é outra história…

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LEVANTEM AS MÃOS. É UM ASSALTO!!!

Chegamos então na tal “Black Friday”. Mas que dia é esse afinal? É um tradicional dia para o comércio dos EUA. Lá, eles comemoram amanhã o Dia de Ação de Graças (Thanksgiving) e tradicionalmente, faz algumas décadas, após esse feriado, o comércio, para, entre outras coisas declarar aberto o período de compras que antecede ao Natal, abre Friday (sexta-feira) concedendo descontos incríveis. Algo como uma festa de ofertas para o consumidor.

E aqui?  Aqui faz pouco e numa tentativa vergonhosa de copiar o que fazem os americanos, na minha modesta opinião, é CASO DE POLÍCIA!!! Todos os anos os Procons são acionados. As fraudes e a maquiagem nos preços são quase que descaradas. O consumidor brasileiro, infelizmente, não sabe fazer contas ou tem memória muito curta. Sobra boa-fé para os nossos pobres cidadãos. Falta a tão conhecida malandragem à maioria da população. E refiro-me à boa malandragem e não ao mau caratismo. Falo do malandro homenageado na canção de Chico Buarque e não de bandidos. No dia da nossa Black Friday, no entanto, como aliás está na letra da música, parece que a nossa malandragem não existe mais.
Hoje mesmo vi um anúncio na TV que simboliza bem o que estou a afirmar. Um celular que tradicionalmente custa 699 reais, foi anunciado por, acreditem 799 na Black Friday. Mas como? Simples, maquiaram o preço original. Dizia a propaganda que o aparelho custava 1299. Fica difícil imaginar lesão maior ao consumidor que isso. Mas o assalto não fica restrito aos produtos eletrônicos. O brasileiro é roubado nesta black friday até no extrato de tomate ou no preço do bombril. Se continuar assim, vamos precisar do Sérgio Moro no comércio brasileiro. Quando vi a propaganda do celular lembrei do que Tom Jobim dizia: “o Brasil não é mesmo um país para principiantes”. Deus me livre…

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Pedro Muffato, mais do que um grande cascavelense. UM GRANDE BRASILEIRO!!!

 

Recebi semana passada, de presente e com dedicatória, o livro: MUFFATÃO – Histórias & Histórias de PEDRO MUFFATO. Quem me presenteou foi meu amigo Clovis Grelak, ninguém menos que o autor deste livro.

Li as 255 páginas em menos de 2 dias. De fácil leitura, engraçado, com ótimas ilustrações e um pra lá de didático sumário, o texto é, pois, uma delícia. A vida do empresário, do político, do piloto e do amigo Pedro Muffato é retratada com a mesma alegria que Pedro pilota até hoje seu caminhão na Fórmula Truck.
Alguns contos do livro eu já conhecia pela amizade entre meu pai e o Pedro. Outros – além de algumas geniais tiradas – o livro me contou. Quase ao final, um texto escrito pelo Dr. Roberto Wypych Júnior dá conta de resumir quem é Pedro Muffato: “é o cascavelense mais conhecido no Brasil e fora dele”.

Pedro é, incontestavelmente, um empresário muito bem sucedido. Quando se aventurou na política, ganhou as eleições que disputou. Foi, portanto, também nesse setor, um campeão. Como piloto, fez Cascavel existir para o automobilismo (nacional e internacional). É amigo pessoal de Nelson Piquet. Por absoluta justiça, carregou a chama olímpica quando por essas bandas ela passou.

Ainda hoje, mesmo com os apelos familiares para que abandone as pistas, Pedro segue competindo. Segue também como empresário, gerando empregos em vários estados do Brasil e segue – isso eu sei pelo que ouço do meu pai – um grande amigo e companheiro.
Meus parabéns pelo livro Clovis Grelak e claro, obrigado Pedro Muffato por tudo que você fez e representa.

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CHEGA DE NOTÍCIA RUIM, VOU FALAR DE COISA BOA!!!

Cansei de escrever sobre política. Não consigo mais nem ouvir falar de Lava-Jato e de tudo de ruim que anda acontecendo no Brasil. Resolvi inovar. Mas como? Decidi, de vez em quando, escrever sobre gastronomia, música e as baladas de Cascavel.
Ninguém aguenta mais frequentar os mesmíssimos lugares. Cascavel precisa se renovar. A maioria da cidade segue exatamente igual – como uma ou outra Tabacaria (que agora resolveu dar em árvore em Cascavel. Parece até farmácia. Tem uma por quadra). Mas a coisa começou a melhorar.
Essa semana, de saco cheio da mesma coisa e dos mesmos, compareci a Zoom Prime. Trata-se de um lugar aberto faz pouco no centro da cidade. Um mix de balada e lounge. Aconchegante. Com gente nova e, claro, gente bonita. Com poltronas confortáveis, espaço na medida exata e com a melhor acústica que ouvi, posso dizer que: SIM, EXISTEM LUGARES DIFERENTES, NOVOS E QUE MERECEM UMA VISITA EM CASCAVEL.
Quero deixar claro que, apesar de um grande amigo meu trabalhar lá, esse texto é escrito sem sequer que ele saiba e mais, por absoluto merecimento. O elogio e a recomendação, são, pois, espontâneos. Não faço ideia de quem seja o proprietário da casa, mas seja lá quem for, sabe das coisas. Fez o que, se eu fosse do ramo, faria.
Aplausos para a Zoom. Vaias para a mesmice. A cidade de Cascavel é a maior ganhadora no final das contas…

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ESTUDANTES. PAREM COM A PALHAÇADA!

Tinha prometido dar uma folga nos textos sobre política e economia. No entanto as invasões nas escolas e as diversas imbecilidades que tenho lido por aqui me fizeram quebrar essa promessa. Chamam de ocupação o que, em verdade, é invasão. Jovens que não sabem sequer fazer uma redação sobre o que fizeram nas “Férias” compraram o canalha e falso argumento segundo o qual a PEC 241 irá acabar com a educação do Brasil.
Mas o pior não é isso. O drama é que esses “rebeldes” sequer leram o texto do projeto de lei. Invadem a mando de grupos de esquerda ou porque “é bacana participar de eventos desse tipo”.
Não é possível, jamais, agradar a todos. Entretanto, é indiscutível que é preciso uma reforma fiscal gigantesca. É inegável que a Previdência não terá dinheiro para pagar pensionistas e aposentados num futuro muito próximo. É inquestionável que é preciso gastar melhor o dinheiro do contribuinte.
E nem me arrisco a ingressar no debate de quem seria o culpado por chegarmos nesse ponto. A resposta parece óbvia e intuitiva, mas não foram APENAS estes últimos governos. Todos têm uma parcela – maior ou menor – de culpa pela situação do país.
Aos estudantes – que se dizem de esquerda, mas jamais leram o Manifesto Comunista escrito por Marx e Engels em 1848 – uma sugestão: estudem galera e parem com essa palhaçada de invasão. Já não tá fácil. Com vocês atrapalhando fica ainda pior…

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QUINTAL. AFTER. ERA UMA VEZ…

QUINTAL. AFTER. ERA UMA VEZ…

E eu, que achava que conhecia tudo em Cascavel, fui surpreendido. Ah tá, você? Não sabia o que era after? Calma, respondo: after eu sabia e tava enjoado. Eu não sabia o que era o after no Quintal.
Tudo começou faz algum tempo, num lugar rústico, quase na Avenida das Torres indo pra Fag. Fui convidado, por um DJ e por coincidência sócio do Quintal, a conhecer a lugar. Outra vez: ah tá Junior, logo você que não gostava de musica eletrônica? Pois é senhores. Eu realmente dizia que não gostava. Em verdade, eu NAO CONHECIA!!!! Parece tudo a mesma coisa – pensava eu e minha ignorância!!!
Conheci muita coisa. Conheci, em verdade, A BOA MÚSICA ELETRÔNICA!!! Com ela vieram pessoas fantásticas: Rodrigo Lopes, Greg, Jehan, Charlinho e por ultimo ROGÉRIO ANIMAL!!!
Além da música, uma verdadeira comunidade. AMIGOS DE VERDADE. NÃO AQUELA TURMA DE CAMAROTE QUE EU CITEI SEMANA PASSADA – FIZ VERDADEIROS AMIGOS.
Mas qual a razão desse texto? Simples: pra você que acha que conhece tudo é que música eletrônica e tudo a mesma coisa um convite: VENHA CONHECER O QUINTAL. LÁ, SÓ A TRISTEZA NÃO ENTRA. De uma passada e depois fique a vontade para comentar!!!
***Em tempo: sou fã mas não patrocinado pelo lugar. Este post é, pois, grátis!!!!

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Estudem. Conhecimento é Eterno. Chega de Caipira “Rei de Camarote”!!!!

Tenho acompanhado a galera jovem da cidade. Sim, acreditem, eu também um dia fui jovem. Tive meus 21 anos. Mas o mundo mudou. E mudou muito. Hoje, em tempos de Instagram, essa moçada passa mais tempo postando besteira do que dando risada com os amigos. Jovens ricos fotografam até mesmo o comprovante de quanto gastaram na balada. Fotografam e o mais dramático: POSTAM!!! Alguns, claro, os mais imbecis, fazem campeonato de quem pede mais Champagne. São os “Reis do Camarote” do interior do Paraná.

Vestem-se sempre com roupas caras, mas de extremo mau gosto. Aliás, esse é um dos problema dessa turma – eles não sabem nem mesmo que roupa vestir. Eles não tem sequer gosto. Copiam ou tentam copiar Joao Paulo Diniz. A diferença é que João Paulo é educado. Estudou. Sabe das coisas. Nasceu rico e para citar apenas um exemplo, teve um affair com Gisele Bunchem e acreditem, a modelo mais famosa do mundo era a coadjuvante do casal.

Como anotou Nizan Guanaes em artigo publicado na Folha ano passado:

O que os americanos e ingleses mais sofisticados têm em comum? Cultura.
Livros e dinheiro são uma mistura perfeita para elegância, savoir faire e bom gosto.
Infelizmente o Brasil, que copia tanta coisa destes dois grandes países, não aprendeu a copiar essa ainda. A pobreza do rapaz rico dos camarotes, estampada na capa da Vejinha, mostra uma classe alta inculta que beira as raias do constrangimento num país cheio de desigualdades. 
Ninguém que tenha aberto um livro será capaz de, num mundo desigual como o nosso, abrir champanhes magnum a rufar de tambores e piscar de luzes.
Dinheiro sem livro faz garotos ruidosos e meninas caladas. Gente mal vestida com as melhores grifes. E que não sabe se comportar no mundo. 
Gente caipira.
A começar, não sabem falar inglês, inaceitável num mundo global. O mais lamentável ainda é que falam mal português também.

Gente caipira dá em árvore por aqui. Anotem, gente pessoa simples é uma coisa; deslumbrados sem educação é outra. Falta o básico. Cultura é tudo que os jovens, ou a maioria dos “reis de camarote”, de hoje não tem. Não estou a afirmar que é preciso ser um profundo conhecedor de filosofia ou entender Sheakspare, mas 3 gibis bastariam para evitar o vexame. “Agente vai sair” (e não falo do 007). “Precizo”, TOP, entre milhares de expressões utilizadas nas mídias sociais que não fazem o menor sentido e para piorar, os erros de português são assustadores. A ignorância passou do limite. A maioria dos “Reis do Camarote” são semi-analfabetos. Mas fotógrafos profissionais.

Quero deixar claro que não tenho rigorosamente nada contra “reis de camarote”. Não é o valor da conta que importa, mas sim o modo como você trata um garçom, um segurança ou qualquer pessoa que esteja apenas trabalhando. Já passamos do tempo em que diziam os mais imbecis: “Você sabe com quem está falando?”

Estudem. Conhecimento é a única coisa que ninguém jamais poderá te roubar. Dinheiro, liberdade e camarotes, eu sei bem, acabam e rápido. Viajar é a melhor forma de conhecer o mundo, mas antes é preciso ao menos saber em que continente ou país você está. É o mínimo…

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