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Faça-se a vida

Faça-se a vida

Não é só pela eficiente geração de energia elétrica que a usina de Itaipu é credora de nossos aplausos.

Merece registro o feito científico histórico, que abre novas possibilidades para a conservação de espécies em extinção, realizado pelos veterinários e técnicos que atuam no Refúgio Biológico mantido pela binacional em Foz do Iguaçu.

Um dos principais projetos desenvolvidos no setor, o Programa de Reprodução da Harpia, a maior ave de rapina do Brasil, que tem nas árvores altas da Amazônia o seu habitat natural preferido, anunciou há poucos dias o nascimento de dois filhotes cuja mãe também é nascida em cativeiro.

Trata-se, portanto, da segunda geração criada nessas condições, um caso inédito na América do Sul e raro no planeta.

Do casal de “avós” dos novos filhotes, formado em 2005, já resultaram 26 reproduções de sucesso, quase metade de todas as harpias nascidas em cativeiro no país.

Para quem não sabe, a harpia é um dos maiores, o mais pesado e o mais forte gavião do mundo. Adulto, pode alcançar dez quilos e dois metros e meio de envergadura.

Exímia caçadora, dotada de unhas similares às dos ursos pardos, ela se alimenta na natureza de serpentes e mamíferos de médio e pequeno porte, como veados, tatus, cotias e macacos.

Harpia I Harpia Mãe

 

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