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A bola da vez

A bola da vez

Nos primeiros 100 dias de seu governo, marcados por um ritmo de trabalho insano, ele contabilizou dezenas de realizações amplamente reconhecidas e aprovadas pela população.

A destacar, por exemplo, convênios com hospitais particulares que acabaram com a fila de quase 500 mil pessoas por exames no SUS, e a oferta de 9 mil empregos a moradores de rua em empresas como a rede de restaurantes McDonalds.

Não é à toa que seu início de gestão registra o maior índice de popularidade desde a redemocratização do país: 43% dos munícipes avaliam-na como boa ou ótima, segundo o instituto Datafolha.

Para o Paraná Pesquisas é ainda maior: a aprovação chega a 70%.

Convidado para palestras em todo o país, ele arrasta multidões para ouvir suas pregações defendendo maior eficiência no serviço público, valorização da meritocracia e redução do tamanho do estado.

Ao embarcar para a Coreia do Sul em busca de tecnologias para despoluir rios e informatizar ônibus do transporte urbano, foi intensamente aplaudido pelos passageiros do avião e teve que atender pedidos para fazer mais de 100 selfies.

Novato na vida pública, tendo estreado com vitória arrasadora nas eleições municipais do ano passado, ele é a atual sensação da conturbada política brasileira.

A manter essa toada, e diante dos problemas enfrentados na justiça por nomes que até então tinham a precedência, será inevitável a candidatura do prefeito de São Paulo, o tucano João Doria, à presidência da República em 2018.

Talvez ele venha a se constituir na única opção de voto dos que querem impedir a volta de Lula ao Palácio do Planalto, se a Justiça, até lá, não for capaz de fazer o que precisa ser feito.

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